Crítica | A Rebelião

Quando um estúdio lança o material divulgando seu novo filme se espera que ele consiga a curiosidade das pessoas para que, assim, queiram assisti-lo. Após ver algum trailer ou cartaz logo podemos ficar interessados ou fingir que aquilo nem existe. A Rebelião talvez seja um dos casos que se enquadre na segunda opção.

O filme se passa em alguns anos no futuro onde a raça humana foi dominada por alienígenas que decidem tomar as rédeas do planeta e tornam-se aqueles quem fazem as leis. A história foca em um jovem que faz parte de um grupo de rebeldes que quer acabar com a liderança opressora dos aliens sobre os humanos, enquanto tenta sobreviver sendo foragido.

A Rebelião

Imagem do filme A Rebelião / Diamond Films

Por causa da primeira cena, que é algo tão surpreendente que nos faz esperar um filme grandioso, acabamos nos frustrando logo a seguir. Dirigido por Rupert Wyatt (Planeta dos Macacos: A Origem) é uma verdadeira bagunça informativa e daqueles filmes que aparentam ter o dobro de sua duração e te fazem querer sair da sala antes da metade.

Não se sabe ao certo qual a mensagem que o longa tem a passar para o espectador e isso causa uma verdadeira confusão, a ponto de irritar. Há tramas sobre corrupção, diferença sociais, sejam elas raciais ou monetárias e até mesmo legalização da maconha, tudo isso dentro da trama principal, traçando um paralelo com uma subtrama que não existe e uma crítica social e apelativa que foi mal construída.

O elenco é composto por nomes conceituados no cinema hollywoodiano: John Goodman e Vera Farmiga, que tentam ao máximo trazer ao menos atuações decentes ao lado dos protagonistas Ashton Sanders e Jonathan Majors que se entregam de verdade, mas que não são capazes de salvar a produção do fracasso.

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Imagem do filme A Rebelião / Diamond Films

As únicas coisas decentes em A Rebelião são os efeitos visuais do filme que trazem belas caracterizações para os alienígenas, as suas naves em formatos como os de meteoros e também a forma como eles matam suas vítimas. Além da fotografia razoável, talvez o único trabalho decente realizado no filme.

O longa termina com uma dramaticidade e uma melancolia que deveria existir para que nos importássemos com o plot twist da trama. A única coisa que sentimos é o alívio de não ter que ficar sentado assistindo algo terrivelmente massante. É uma mistura desastrosa de todos os filmes de ficção científica baseados em alienígenas. O filme é como um passeio de montanha-russa que quando no topo te deixa ansioso, mas na hora do loop descarrila.

Talvez o maior inimigo da produção seja a falta de marketing para chamar público, que se surpreende ao saber que um filme desse vá estrear em pouco tempo e tenha críticas e cometários a respeito. Provavelmente o estúdio estime o fracasso e não decida aumentar ainda mais o prejuízo investindo em publicidade, ainda levando em consideração os concorrentes. Talvez o prejuízo seja menor ao lançar para arrecadar algum troco ao invés de só engavetá-lo.

Assista o trailer:

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