Crítica | As Aventuras de Tadeo 2: O Segredo do Rei Midas

Henry Jones, Jr., ou simplesmente Indiana Jones, é um dos personagens mais famosos do cinema mundial. Conhecido pela série de filmes Indiana Jones, criado pelos excelentes George Lucas e Steven Spielberg.

Lucas criou o personagem em homenagem aos heróis das séries e filmes de ação dos anos 1930. O personagem apareceu pela primeira vez em 1981, no filme Os Caçadores da Arca Perdida, dirigido por Spielberg e vivido por Harrison Ford. O personagem também aparece em séries de televisão.

Se destacando pela sua aparência (chicote, chapéu, mochila e jaqueta de couro), senso de humor, conhecimento profundo de muitas civilizações e línguas antigas e medo de cobras.

No ano de 2012, os espanhóis, inspirados com a história de Indiana Jones, inovaram ao criar animação sobre um pedreiro que, desde criança, sonha em se tornar um arqueólogo. Certo dia, ele é confundido com um famoso especialista em arqueologia e enviado para o Peru. No país, ele é convocado para trabalhar em uma exploração na Cidade Perdida dos Incas. E junto com seu cão Jeff ele descobre que caçadores de tesouros liderados pela corporação Oddyseus querem conquistar a cidade. Esta é a sinopse de As Aventuras de Tadeo, que conquistou a garotada, cuja sequência retorna aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 21 de dezembro.

Em As Aventuras de Tadeo 2: O Segredo do Rei Midas, o protagonista parte agora para Las Vegas, onde irá ouvir algo extraordinário: que o colar de Midas, o rei que transformava tudo o que tocava em ouro, existiu de verdade. Mas o problema surge quando Sara Lavroff, que fez a descoberta, desaparece misteriosamente.

O interessante do filme é que, apesar de ser uma sequência, não há necessidade de o espectador assistir a animação original para compreender este segundo. O roteiro, muito bem desenvolvido, deixa tudo amarrado, não comprometendo o entendimento de quem não assistiu ao primeiro longa-metragem. Outra coisa bastante positiva do roteiro, assinado por Jordi Gasull, é o ritmo certo. Tudo acontece de maneira dinâmica, o que agrada a plateia, que poderá ser formada pelas crianças e adultos também.

Outra grande excelência, assim como a primeira animação, está na boa construção dos personagens, tanto os protagonistas, quanto os coadjuvantes, divertem o público e não deixam a peteca cair em nenhum momento. O time de dubladores também cumpriram suas tarefas com bastante competência. O destaque vai para o papagaio mudo que se auxilia nas plaquinhas para se comunicar.

Um ponto negativo de As Aventuras de Tadeo 2: O Segredo do Rei Midas, está na trilha sonora. Não pela qualidade, mas pela quantidade. Sem muitas composições do gênero (a exemplo da sempre querida Disney / Pixar) o público só conta com uma sequência em que a platéia é apresentada a canção “Todo Es Posible”, um dueto com David Bisbal e Tini Stoessel.

Mais uma vez na direção, Enrique Gato entrega uma produção bem realizada. Ao final, todos saem com a sensação de que o diretor não deve nada aos americanos, principalmente nos quesitos técnicos. Permitindo ao espectador de qualquer idade acompanhar o desenrolar da trama, sem cair no sono.

Com ritmo acelerado, As Aventuras de Tadeo 2: O Segredo do Rei Midas é uma ótima pedida para toda a família curtir nas férias. Bastante caprichada, é a prova de que é possível se produzir boa animação fora das garras do Tio Sam ou de algum estúdio que não foi comprado pelo Mickey.

Assista ao trailer: 

? Paramount Pictures / Divulgação

Texto escrito por Alyson Fonseca.

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