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1 Indicado pela Holanda para concorrer ao Oscar 2020 como Melhor Filme Estrangeiro, mas sem sucesso, Instinto é o primeiro filme dirigido pela atriz Halina Reijn (“A Espiã” e “Operação Valquíria”). Com distribuição da A2 Filmes, o longa-metragem estreia nesta quinta-feira, dia 16 de janeiro, em território nacional. Movido pelo drama e suspense, a história se perpetua pela personagem de Nicoline (Carice van Houten), uma psicóloga que inicia um novo trabalho em uma instituição penal para substituir um especialista, cuja responsabilidade era o paciente Idris (Marwan Kenzari), que está na instituição com o objetivo de se ressocializar. Após conhecer Idris em sua primeira sessão, Nicoline o analisa como um homem inteligente com um distúrbio de personalidade antissocial, que cometeu uma série de crimes de teor sexual grave. Após cinco anos de tratamento, ele é avaliado pela equipe de profissionais para ter sua primeira saída condicional, mas Nicoline é contra a ideia, pois não confia nem um pouco no homem. A trama decorre nessa perspectiva entre a versão manipuladora do paciente que quer mostrar suas boas intenções e a interpretação da protagonista, que permanece cética, o que acaba trazendo, à tona, a verdadeira personalidade do criminoso. Um jogo de poder é transmutado e ela acaba se envolvendo. A direção evoca um teor quase documental, onde a perspectiva fica subjetiva e a compreensão do que está sendo passado vem aos poucos durante o enredo. Não há muito diálogo, o que torna um pouco monótono e deixa um pouco a desejar, mas, sendo assim, o trajeto da realidade está sendo mostrada como foco. A fotografia foca muito no enquadramento pessoal, aproximando do objeto tratado, trazendo uma aproximação ao público. E um enquadramento aberto, trazendo o ambiente e espaço, dando o trajeto percorrido. A sonoplastia é bastante vaga, deixando o som externo e ambiente, como passos, talheres no balcão, uso da cafeteira. O som ambiente, trazendo o espectador para a vivência. Não há muita trilha sonora. No início, é de ficar um pouco perdido sobre o que se trata, não se tem uma conexão real, como a comunicação, legenda e passagem de tempo. Mas ao longo da projeção, é que vem à tona o objetivo final, trazendo uma conclusão para fechar a expectativa do público. Aqui é a força da protagonista que traz uma reviravolta para a grande surpresa, que nem todos esperam. Instinto é um bom filme para a reflexão e intuição de uma mulher, profissional e que por “instinto” luta para fazer o certo. Assista ao trailer: https://www.youtube.com/watch?v=HXN-7DrmhT8&feature=youtu.be *Texto: Amanda Barlavento, especial para o Cinerama.

Indicado pela Holanda para concorrer ao Oscar 2020 como Melhor Filme Estrangeiro, mas sem sucesso, Instinto é o primeiro filme dirigido pela atriz Halina Reijn (“A Espiã” e “Operação Valquíria”). Com distribuição da A2 Filmes, o longa-metragem estreia nesta quinta-feira, dia 16 de janeiro, em território nacional.

Movido pelo drama e suspense, a história se perpetua pela personagem de Nicoline (Carice van Houten), uma psicóloga que inicia um novo trabalho em uma instituição penal para substituir um especialista, cuja responsabilidade era o paciente Idris (Marwan Kenzari), que está na instituição com o objetivo de se ressocializar.  

Após conhecer Idris em sua primeira sessão, Nicoline o analisa como um homem inteligente com um distúrbio de personalidade antissocial, que cometeu uma série de crimes de teor sexual grave. Após cinco anos de tratamento, ele é avaliado pela equipe de profissionais para ter sua primeira saída condicional, mas Nicoline é contra a ideia, pois não confia nem um pouco no homem.

A trama decorre nessa perspectiva entre a versão manipuladora do paciente que quer mostrar suas boas intenções e a interpretação da protagonista, que permanece cética, o que acaba trazendo, à tona, a verdadeira personalidade do criminoso. Um jogo de poder é transmutado e ela acaba se envolvendo.

A direção evoca um teor quase documental, onde a perspectiva fica subjetiva e a compreensão do que está sendo passado vem aos poucos durante o enredo. Não há muito diálogo, o que torna um pouco monótono e deixa um pouco a desejar, mas, sendo assim, o trajeto da realidade está sendo mostrada como foco.

A fotografia foca muito no enquadramento pessoal, aproximando do objeto tratado, trazendo uma aproximação ao público. E um enquadramento aberto, trazendo o ambiente e espaço, dando o trajeto percorrido. A sonoplastia é bastante vaga, deixando o som externo e ambiente, como passos, talheres no balcão, uso da cafeteira. O som ambiente, trazendo o espectador para a vivência. Não há muita trilha sonora.

No início, é de ficar um pouco perdido sobre o que se trata, não se tem uma conexão real, como a comunicação, legenda e passagem de tempo. Mas ao longo da projeção, é que vem à tona o objetivo final, trazendo uma conclusão para fechar a expectativa do público. Aqui é a força da protagonista que traz uma reviravolta para a grande surpresa, que nem todos esperam.

Instinto é um bom filme para a reflexão e intuição de uma mulher, profissional e que por “instinto” luta para fazer o certo.

Assista ao trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=HXN-7DrmhT8&feature=youtu.be

*Texto: Amanda Barlavento, especial para o Cinerama.

Indicado pela Holanda para concorrer ao Oscar 2020 como Melhor Filme Estrangeiro, mas sem sucesso, Instinto é o primeiro filme dirigido pela atriz Halina Reijn (“A Espiã” e “Operação Valquíria”). Com distribuição da A2 Filmes, o longa-metragem estreia nesta quinta-feira, dia 16 de janeiro, em território nacional.

Movido pelo drama e suspense, a história se perpetua pela personagem de Nicoline (Carice van Houten), uma psicóloga que inicia um novo trabalho em uma instituição penal para substituir um especialista, cuja responsabilidade era o paciente Idris (Marwan Kenzari), que está na instituição com o objetivo de se ressocializar.  

Após conhecer Idris em sua primeira sessão, Nicoline o analisa como um homem inteligente com um distúrbio de personalidade antissocial, que cometeu uma série de crimes de teor sexual grave. Após cinco anos de tratamento, ele é avaliado pela equipe de profissionais para ter sua primeira saída condicional, mas Nicoline é contra a ideia, pois não confia nem um pouco no homem.

A trama decorre nessa perspectiva entre a versão manipuladora do paciente que quer mostrar suas boas intenções e a interpretação da protagonista, que permanece cética, o que acaba trazendo, à tona, a verdadeira personalidade do criminoso. Um jogo de poder é transmutado e ela acaba se envolvendo.

A direção evoca um teor quase documental, onde a perspectiva fica subjetiva e a compreensão do que está sendo passado vem aos poucos durante o enredo. Não há muito diálogo, o que torna um pouco monótono e deixa um pouco a desejar, mas, sendo assim, o trajeto da realidade está sendo mostrada como foco.

A fotografia foca muito no enquadramento pessoal, aproximando do objeto tratado, trazendo uma aproximação ao público. E um enquadramento aberto, trazendo o ambiente e espaço, dando o trajeto percorrido. A sonoplastia é bastante vaga, deixando o som externo e ambiente, como passos, talheres no balcão, uso da cafeteira. O som ambiente, trazendo o espectador para a vivência. Não há muita trilha sonora.

No início, é de ficar um pouco perdido sobre o que se trata, não se tem uma conexão real, como a comunicação, legenda e passagem de tempo. Mas ao longo da projeção, é que vem à tona o objetivo final, trazendo uma conclusão para fechar a expectativa do público. Aqui é a força da protagonista que traz uma reviravolta para a grande surpresa, que nem todos esperam.

Instinto é um bom filme para a reflexão e intuição de uma mulher, profissional e que por “instinto” luta para fazer o certo.

Assista ao trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=HXN-7DrmhT8&feature=youtu.be

*Texto: Amanda Barlavento, especial para o Cinerama.

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