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1 Nova adaptação de um dos maiores clássicos dos Irmãos Grimm, “Maria e João – O Conto das Bruxas” (“Gretel & Hansel“, no original) é dirigido por Osgood Perkings (Oz Perkins) e, na misteriosa visão do conhecido conto de fadas, resgata a história dos dois irmãos que encontram comida e feitiçaria no coração da floresta, porém, de uma maneira mais sombria. Na recente versão de “João e Maria” as migalhas do clássico nos guiarão por um caminho muito mais sinistro e perturbador. Durante um período de escassez, em um campo distante, após serem expulsos de casa pela própria mãe, Maria (Sophia Hills) e seu irmão mais novo João (Sammy Leakey) saem de casa e adentram a floresta em busca desesperada por comida e sobrevivência. Na jornada, além de vários perigos precoces, os irmãos encontram uma casa atraente e sua dona, Holda (Alice Krige), uma idosa misteriosa cujas intenções podem não ser tão inocentes quanto parecem, e descobrem que nem todo conto de fadas tem um final feliz. Maria e João – O Conto das Bruxas / Imagem Filmes Em “Maria e João – O Conto das Bruxas”, o usual “Hansel & Gretel” vira “Gretel & Hensel”. A ordem dos nomes titulares do clássico conto de fadas é propositalmente invertido por um motivo. Nesta recontagem, Maria tem 16 anos e é encarregada de cuidar de João, seu irmão mais novo de 8 anos. A esticada da produção para novas direções é decidida e interessante, inovando dentro de uma história há muito conhecida pelo público. No longa, é Maria que, dessa vez, toma as rédeas da situação e se encarrega de comandar as ações da narrativa e de deixar João como um coadjuvante, por vezes, esquecível. Essa abordagem inédita é muito bem representada pelo talento de Sophia Hills (“It: A Coisa”) e complementada pela experiência de uma perturbadora Alice Krige (Ghost Story), que contribuem para os melhores momentos de suspense do longa que serve como uma história de origem para as duas personagens. Maria e João – O Conto das Bruxas / Imagem Filmes Oz Perkins, diretor do filme, traz para essa produção parte da sua experiência com o gênero do horror. Após o seu “O Último Capítulo” (2016) e o seu “A Filha de Blackcoat” (2017), Oz chega para deixar sua marca em “Maria e João”. Apostando em um processo assustador e em uma elegância visual incomum, o trabalho em conjunto com o diretor de fotografia Galo Olivares (Roma) rende imagens impressionantes e composições muito atraentes, enfatizando enquadramentos simétricos e o uso de amarelos e azuis, evocando um terror subconsciente. Nesse sentido, parecido, por vezes, com “A Bruxa”, de Robert Eggers, a atmosfera do filme é um dos pontos mais importantes do longa e contribui para um ritmo agradável e tenso que dispensa jumpscares e investe no horror. Igualmente impressionante, os elementos de design também se destacam na construção do filme. Desde os figurinos de cada personagem que conversam com suas especificidades até o design de produção de Jeremy Reed que, por sua vez, permeia por uma versão arquitetônica espessa, amadeirada e até modernista, “Maria e João” tem uma técnica admirável e aposta nessa questão para seu diferencial. E até certo ponto consegue. Contudo, a investida aguda na criação de tal atmosfera e na construção do tom do filme tornou insuficiente a narrativa apresentada. Em contrapartida a suas qualidades técnicas realmente impressionantes, “Maria e João – O Conto das Bruxas” é sinistro, porém, é subdesenvolvido demais para que realmente tenha um impacto assustador. O design de produção de Jeremy Reed e a fotografia de Galo Olivares são, progressivamente, minados pela opacidade narrativa do filme. Maria e João – O Conto das Bruxas / Imagem Filmes “Maria e João”, desde o começo, alça a expectativa do espectador nas alturas. O inédito tom adotado pela produção do filme e suas marcantes qualidades técnicas foram suficientes para atrair atenções. Porém, essas características funcionam mais para mascarar os seus defeitos do que para lhe atribuir o status de um bom filme, afinal, nada se sustenta apenas com um bom visual. Preso em uma frustrante e constante zona de conforto, Oz Perkins perde a oportunidade de transformar o longa em algo magnífico ao se contentar em trabalhar apenas com o superficial. Estranhamente hipnotizante em certos momentos, “Maria e João” não será para todos os gostos. Original e com uma identidade própria bem definida, o filme peca em excesso na narrativa que adota, mas traz frescor ao gênero por fugir de convenções e apresentar um horror completamente atmosférico. Contos de fadas sombrios são, definitivamente, uma boa ideia, apesar de este, em específico, ser um pouco decepcionante. Assista ao trailer: https://www.youtube.com/watch?v=-fY2bDzc6cw

Nova adaptação de um dos maiores clássicos dos Irmãos Grimm, “Maria e João – O Conto das Bruxas” (“Gretel & Hansel“, no original) é dirigido por Osgood Perkings (Oz Perkins) e, na misteriosa visão do conhecido conto de fadas, resgata a história dos dois irmãos que encontram comida e feitiçaria no coração da floresta, porém, de uma maneira mais sombria.

Na recente versão de “João e Maria” as migalhas do clássico nos guiarão por um caminho muito mais sinistro e perturbador. Durante um período de escassez, em um campo distante, após serem expulsos de casa pela própria mãe, Maria (Sophia Hills) e seu irmão mais novo João (Sammy Leakey) saem de casa e adentram a floresta em busca desesperada por comida e sobrevivência. Na jornada, além de vários perigos precoces, os irmãos encontram uma casa atraente e sua dona, Holda (Alice Krige), uma idosa misteriosa cujas intenções podem não ser tão inocentes quanto parecem, e descobrem que nem todo conto de fadas tem um final feliz.

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Maria e João – O Conto das Bruxas / Imagem Filmes

Em “Maria e João – O Conto das Bruxas”, o usual “Hansel & Gretel” vira “Gretel & Hensel”. A ordem dos nomes titulares do clássico conto de fadas é propositalmente invertido por um motivo. Nesta recontagem, Maria tem 16 anos e é encarregada de cuidar de João, seu irmão mais novo de 8 anos. A esticada da produção para novas direções é decidida e interessante, inovando dentro de uma história há muito conhecida pelo público. No longa, é Maria que, dessa vez, toma as rédeas da situação e se encarrega de comandar as ações da narrativa e de deixar João como um coadjuvante, por vezes, esquecível. Essa abordagem inédita é muito bem representada pelo talento de Sophia Hills (“It: A Coisa”) e complementada pela experiência de uma perturbadora Alice Krige (Ghost Story), que contribuem para os melhores momentos de suspense do longa que serve como uma história de origem para as duas personagens.

Maria e João – O Conto das Bruxas / Imagem Filmes

Oz Perkins, diretor do filme, traz para essa produção parte da sua experiência com o gênero do horror. Após o seu “O Último Capítulo” (2016) e o seu “A Filha de Blackcoat” (2017), Oz chega para deixar sua marca em “Maria e João”. Apostando em um processo assustador e em uma elegância visual incomum, o trabalho em conjunto com o diretor de fotografia Galo Olivares (Roma) rende imagens impressionantes e composições muito atraentes, enfatizando enquadramentos simétricos e o uso de amarelos e azuis, evocando um terror subconsciente. Nesse sentido, parecido, por vezes, com “A Bruxa”, de Robert Eggers, a atmosfera do filme é um dos pontos mais importantes do longa e contribui para um ritmo agradável e tenso que dispensa jumpscares e investe no horror.

Igualmente impressionante, os elementos de design também se destacam na construção do filme. Desde os figurinos de cada personagem que conversam com suas especificidades até o design de produção de Jeremy Reed que, por sua vez, permeia por uma versão arquitetônica espessa, amadeirada e até modernista, “Maria e João” tem uma técnica admirável e aposta nessa questão para seu diferencial. E até certo ponto consegue.

Contudo, a investida aguda na criação de tal atmosfera e na construção do tom do filme tornou insuficiente a narrativa apresentada. Em contrapartida a suas qualidades técnicas realmente impressionantes, “Maria e João – O Conto das Bruxas” é sinistro, porém, é subdesenvolvido demais para que realmente tenha um impacto assustador. O design de produção de Jeremy Reed e a fotografia de Galo Olivares são, progressivamente, minados pela opacidade narrativa do filme.

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Maria e João – O Conto das Bruxas / Imagem Filmes

“Maria e João”, desde o começo, alça a expectativa do espectador nas alturas. O inédito tom adotado pela produção do filme e suas marcantes qualidades técnicas foram suficientes para atrair atenções. Porém, essas características funcionam mais para mascarar os seus defeitos do que para lhe atribuir o status de um bom filme, afinal, nada se sustenta apenas com um bom visual. Preso em uma frustrante e constante zona de conforto, Oz Perkins perde a oportunidade de transformar o longa em algo magnífico ao se contentar em trabalhar apenas com o superficial.

Estranhamente hipnotizante em certos momentos, “Maria e João” não será para todos os gostos. Original e com uma identidade própria bem definida, o filme peca em excesso na narrativa que adota, mas traz frescor ao gênero por fugir de convenções e apresentar um horror completamente atmosférico. Contos de fadas sombrios são, definitivamente, uma boa ideia, apesar de este, em específico, ser um pouco decepcionante.

Assista ao trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=-fY2bDzc6cw

Nova adaptação de um dos maiores clássicos dos Irmãos Grimm, “Maria e João – O Conto das Bruxas” (“Gretel & Hansel“, no original) é dirigido por Osgood Perkings (Oz Perkins) e, na misteriosa visão do conhecido conto de fadas, resgata a história dos dois irmãos que encontram comida e feitiçaria no coração da floresta, porém, de uma maneira mais sombria.

Na recente versão de “João e Maria” as migalhas do clássico nos guiarão por um caminho muito mais sinistro e perturbador. Durante um período de escassez, em um campo distante, após serem expulsos de casa pela própria mãe, Maria (Sophia Hills) e seu irmão mais novo João (Sammy Leakey) saem de casa e adentram a floresta em busca desesperada por comida e sobrevivência. Na jornada, além de vários perigos precoces, os irmãos encontram uma casa atraente e sua dona, Holda (Alice Krige), uma idosa misteriosa cujas intenções podem não ser tão inocentes quanto parecem, e descobrem que nem todo conto de fadas tem um final feliz.

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Maria e João – O Conto das Bruxas / Imagem Filmes

Em “Maria e João – O Conto das Bruxas”, o usual “Hansel & Gretel” vira “Gretel & Hensel”. A ordem dos nomes titulares do clássico conto de fadas é propositalmente invertido por um motivo. Nesta recontagem, Maria tem 16 anos e é encarregada de cuidar de João, seu irmão mais novo de 8 anos. A esticada da produção para novas direções é decidida e interessante, inovando dentro de uma história há muito conhecida pelo público. No longa, é Maria que, dessa vez, toma as rédeas da situação e se encarrega de comandar as ações da narrativa e de deixar João como um coadjuvante, por vezes, esquecível. Essa abordagem inédita é muito bem representada pelo talento de Sophia Hills (“It: A Coisa”) e complementada pela experiência de uma perturbadora Alice Krige (Ghost Story), que contribuem para os melhores momentos de suspense do longa que serve como uma história de origem para as duas personagens.

Maria e João – O Conto das Bruxas / Imagem Filmes

Oz Perkins, diretor do filme, traz para essa produção parte da sua experiência com o gênero do horror. Após o seu “O Último Capítulo” (2016) e o seu “A Filha de Blackcoat” (2017), Oz chega para deixar sua marca em “Maria e João”. Apostando em um processo assustador e em uma elegância visual incomum, o trabalho em conjunto com o diretor de fotografia Galo Olivares (Roma) rende imagens impressionantes e composições muito atraentes, enfatizando enquadramentos simétricos e o uso de amarelos e azuis, evocando um terror subconsciente. Nesse sentido, parecido, por vezes, com “A Bruxa”, de Robert Eggers, a atmosfera do filme é um dos pontos mais importantes do longa e contribui para um ritmo agradável e tenso que dispensa jumpscares e investe no horror.

Igualmente impressionante, os elementos de design também se destacam na construção do filme. Desde os figurinos de cada personagem que conversam com suas especificidades até o design de produção de Jeremy Reed que, por sua vez, permeia por uma versão arquitetônica espessa, amadeirada e até modernista, “Maria e João” tem uma técnica admirável e aposta nessa questão para seu diferencial. E até certo ponto consegue.

Contudo, a investida aguda na criação de tal atmosfera e na construção do tom do filme tornou insuficiente a narrativa apresentada. Em contrapartida a suas qualidades técnicas realmente impressionantes, “Maria e João – O Conto das Bruxas” é sinistro, porém, é subdesenvolvido demais para que realmente tenha um impacto assustador. O design de produção de Jeremy Reed e a fotografia de Galo Olivares são, progressivamente, minados pela opacidade narrativa do filme.

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Maria e João – O Conto das Bruxas / Imagem Filmes

“Maria e João”, desde o começo, alça a expectativa do espectador nas alturas. O inédito tom adotado pela produção do filme e suas marcantes qualidades técnicas foram suficientes para atrair atenções. Porém, essas características funcionam mais para mascarar os seus defeitos do que para lhe atribuir o status de um bom filme, afinal, nada se sustenta apenas com um bom visual. Preso em uma frustrante e constante zona de conforto, Oz Perkins perde a oportunidade de transformar o longa em algo magnífico ao se contentar em trabalhar apenas com o superficial.

Estranhamente hipnotizante em certos momentos, “Maria e João” não será para todos os gostos. Original e com uma identidade própria bem definida, o filme peca em excesso na narrativa que adota, mas traz frescor ao gênero por fugir de convenções e apresentar um horror completamente atmosférico. Contos de fadas sombrios são, definitivamente, uma boa ideia, apesar de este, em específico, ser um pouco decepcionante.

Assista ao trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=-fY2bDzc6cw

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