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  • Crítica | Shimmer Lake, isso sim é um filme de qualidade

Shimmer Lake é um dos melhores filmes da Netflix e a minha missão será usar um pouco mais de 500 palavras para provar isso para você.

Simplicidade não significa histórias de merda

Vamos usar o português bem claro, alguns filmes possuem histórias de merda.

Eles estão repletos de frases de efeito, cenários incríveis, jogos de adivinhação ou pior, aquela mania maldita dos roteiristas dizerem:“Olha só o que eu fiz. Eu fiz esse plot só para ir contra tudo o que você achava que iria acontecer, mesmo que não faça nenhum sentido para a história e eu tenha tirado tudo isso do nada. O importante não é fazer sentido, o importante é você não acertar o final.” – eu sei que você já viu muitos filmes assim e talvez até goste de um ou outro do tipo (como o Eli da Netflix, por exemplo)

Shimmer Lake não é o caso

As surpresas são reais, a construção faz sentido, os pontos são amarrados com muitas qualidade. Um filme em que a história contada ganha força e expressão ao longo da narrativa.

Te prende, te confunde, faz você desejar saber mais e continuar assistindo até que o final monta tudo com tanto gosto, com tanta força, que o clímax premia todo o investimento ao longo do filme.

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Shimmer Lake – filme de trás para frente com história não encenada

A parte mais importe do roteiro de Shimmer Lake jamais estará nas cenas. A carga dramática que opera nas motivações dos personagens não acontece durante o filme.

Na verdade, você irá testemunhar uma semana na vida dos personagens principais, semana essa que é contada de trás para frente. Uma semana importante, mas uma semana de efeitos, não de causas.

O desdobramento das cenas, o embate entre os diversos personagens, as trocas de objetivos, as puxadas de tapete e as viradas no roteiro são aulas para quem deseja conhecer mais sobre construção da narrativa.

Pegue qualquer cena do filme, qualquer uma, e faça o seguinte exercício:

Veja quais são os personagens que estão em cena. Analise suas cargas emocionais no início (se positiva ou negativa) e suas expectativas para o que irá acontecer durante a cena. Deixa tudo correr e observe como esses personagens se saíram – a situação estava boa e melhorou mais? Estava ruim e piorou drasticamente? Houve uma inversão, do ruim para o bom?

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O que eu quero dizer?

Quero provar que Shimmer Lake, ao contrário de muitos filmes, não tem narrativa sobrando. Cada cena, cada diálogo, cada pedacinho está lá para levar a história ao próximo ponto.

Tem algo ainda melhor: apesar de ser um filme contado ao contrário, os idealizadores foram tão criativos que a história consegue te surpreender no último ato. Indo contra a maré de filmes que “começam pelo fim”, quando normalmente apostam em apresentar ao público o que ele já sabe que aconteceu, mas de uma perspectiva nova.

Shimmer Lake arrisca em áreas mais parecidas com o que faz Quentin Tarnatino, preferindo fazer o público acreditar que já tem um cenário pronto na cabeça, apenas para virar tudo ao longo da história e causar uma torção completa no ato final.

Essas viradas e essas torções não são apenas pelo prazer de tirar uma soluções inventiva do nada. Não. São soluções que fazem sentido, que foram plantadas, construídas e trazem ao público o que ele estava desejando.

Não estou dizendo que Shimmer Lake tem a qualidade de um Tarantino, por favor, não façam essa leitura. Estou dizendo que é um filme que jogou o bom jogo do roteiro. Que fez a história valer, que respeita o público, que julga quem assistir uma pessoa inteligente.

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Um filme que entende essa coisa gostosa de contar histórias

Ele vai pegar você pela mão nos primeiros 5 minutos e dizer: “Olha só que história incrível, senta aqui e deixa eu contar uma coisa…”

Se você for até o fim eu prometo que valerá a pena.

O que você achou? Curtiu, não curtiu? Pode mandar aí nos comentários, pois eu estou lendo tudo o que vocês escrevem.

Conheça dados técnicos do filme aqui

Avisos finais

Esse redator também é escritor. Se estiver com vontade de pegar uma leitura leve, rápida, com cenas marcantes e muitos assassinatos, conheça dois dos meus livros. Um Link está aqui, o outro aqui. Você também pode me seguir no Instagram. Até mais!!

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Ouça o nosso podcast:


Shimmer Lake é um dos melhores filmes da Netflix e a minha missão será usar um pouco mais de 500 palavras para provar isso para você.

Simplicidade não significa histórias de merda

Vamos usar o português bem claro, alguns filmes possuem histórias de merda.

Eles estão repletos de frases de efeito, cenários incríveis, jogos de adivinhação ou pior, aquela mania maldita dos roteiristas dizerem:“Olha só o que eu fiz. Eu fiz esse plot só para ir contra tudo o que você achava que iria acontecer, mesmo que não faça nenhum sentido para a história e eu tenha tirado tudo isso do nada. O importante não é fazer sentido, o importante é você não acertar o final.” – eu sei que você já viu muitos filmes assim e talvez até goste de um ou outro do tipo (como o Eli da Netflix, por exemplo)

Shimmer Lake não é o caso

As surpresas são reais, a construção faz sentido, os pontos são amarrados com muitas qualidade. Um filme em que a história contada ganha força e expressão ao longo da narrativa.

Te prende, te confunde, faz você desejar saber mais e continuar assistindo até que o final monta tudo com tanto gosto, com tanta força, que o clímax premia todo o investimento ao longo do filme.

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Shimmer Lake – filme de trás para frente com história não encenada

A parte mais importe do roteiro de Shimmer Lake jamais estará nas cenas. A carga dramática que opera nas motivações dos personagens não acontece durante o filme.

Na verdade, você irá testemunhar uma semana na vida dos personagens principais, semana essa que é contada de trás para frente. Uma semana importante, mas uma semana de efeitos, não de causas.

O desdobramento das cenas, o embate entre os diversos personagens, as trocas de objetivos, as puxadas de tapete e as viradas no roteiro são aulas para quem deseja conhecer mais sobre construção da narrativa.

Pegue qualquer cena do filme, qualquer uma, e faça o seguinte exercício:

Veja quais são os personagens que estão em cena. Analise suas cargas emocionais no início (se positiva ou negativa) e suas expectativas para o que irá acontecer durante a cena. Deixa tudo correr e observe como esses personagens se saíram – a situação estava boa e melhorou mais? Estava ruim e piorou drasticamente? Houve uma inversão, do ruim para o bom?

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O que eu quero dizer?

Quero provar que Shimmer Lake, ao contrário de muitos filmes, não tem narrativa sobrando. Cada cena, cada diálogo, cada pedacinho está lá para levar a história ao próximo ponto.

Tem algo ainda melhor: apesar de ser um filme contado ao contrário, os idealizadores foram tão criativos que a história consegue te surpreender no último ato. Indo contra a maré de filmes que “começam pelo fim”, quando normalmente apostam em apresentar ao público o que ele já sabe que aconteceu, mas de uma perspectiva nova.

Shimmer Lake arrisca em áreas mais parecidas com o que faz Quentin Tarnatino, preferindo fazer o público acreditar que já tem um cenário pronto na cabeça, apenas para virar tudo ao longo da história e causar uma torção completa no ato final.

Essas viradas e essas torções não são apenas pelo prazer de tirar uma soluções inventiva do nada. Não. São soluções que fazem sentido, que foram plantadas, construídas e trazem ao público o que ele estava desejando.

Não estou dizendo que Shimmer Lake tem a qualidade de um Tarantino, por favor, não façam essa leitura. Estou dizendo que é um filme que jogou o bom jogo do roteiro. Que fez a história valer, que respeita o público, que julga quem assistir uma pessoa inteligente.

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Um filme que entende essa coisa gostosa de contar histórias

Ele vai pegar você pela mão nos primeiros 5 minutos e dizer: “Olha só que história incrível, senta aqui e deixa eu contar uma coisa…”

Se você for até o fim eu prometo que valerá a pena.

O que você achou? Curtiu, não curtiu? Pode mandar aí nos comentários, pois eu estou lendo tudo o que vocês escrevem.

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Avisos finais

Esse redator também é escritor. Se estiver com vontade de pegar uma leitura leve, rápida, com cenas marcantes e muitos assassinatos, conheça dois dos meus livros. Um Link está aqui, o outro aqui. Você também pode me seguir no Instagram. Até mais!!

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