El Camino: A Breaking Bad Movie já está disponível na Netflix

Atenção!!! O texto apresenta eventuais spoilers tanto da série quanto do filme. Tente ler após ter assistido estas duas maravilhas e experimentado tudo que elas tem a oferecer.

Leia também >>> El Camino: A Breaking Bad ocupa 2ª posição no IMDb

Breaking Bad (2008) é uma das séries mais cultuadas da história da televisão norte-americana, seja por seu impacto certeiro em uma realidade crua do sonho americano ou por concluir a chamada “Era de Ouro” da TV estadunidense.

O seu spin-off Better Call Saul (2015) é uma das melhores produções dos últimos tempos e aposta em uma história mais desligada da série original, que assume suas próprias formas e surpresas. Já El Camino: A Breaking Bad Movie (2019), que já se encontra disponível no catálogo da Netflix, toma o caminho totalmente contrário: sua força está na nostalgia, chegando próximo de alguns dos mais memoráveis episódios da série.

O filme não lhe traz teorias malucas sendo postas em tela, como um eventual retorno de Walter White (Bryan Cranston) após os eventos do último episódio da série. White está morto, o foco do longa-metragem é Jesse Pinkman (Aaron Paul), um homem arrastado por memórias de um passado turbulento que divide com o espectador, desde suas risadas (poucas) até suas tristezas mais profundas, tudo permeado pelo tom já traçado em Breaking Bad.

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Walter e Jesse, em cena da série. “MobileSyrup”. ? Divulgação

O peso do filme todo decai sobre os ombros de Aaron Paul, que entrega a melhor performance de toda sua carreira, construindo um personagem que mostra, por meio de um simples olhar, toda a dor que carrega dentro de si. A sua atuação é um dos pontos altos do longa, construindo a já indicada relação com o espectador e mostrando que Breaking Bad não foi só sobre White e sua sede pelo poder.

El Camino: A Breaking Bad Movie serve como um melancólico encerramento para todo o estabelecido nos eventos da série, reencontrando certas narrativas perdidas, por meio de flashbacks, e indicando um futuro de paz para Jesse.

A direção é concisa, assim como o roteiro, ambos pelas mãos de Vince Gilligan, o criador da série original, que parece contido nesta produção, deixando de lado as pinceladas de humor negro que rondavam o seriado e construindo uma narrativa fechada no drama pessoal de um homem que apenas busca esperança e um futuro melhor.

A ideia original de Breaking Bad apela para se abraçar ao ridículo, lidando com as consequências e gerando momentos de tensão constante, seja por ameaças de morte ou perigos de traição pelas mãos de quem você mais ama. O filme aponta para outros caminhos, seguindo em seu Chevrolet El Camino uma estrada marcada por duras realidades, calcadas em golpes concretos e uma fotografia escura. A produção é um deleite visual, cujos quadros pintam-se com tons de cinza e marrom escuro, a sensação deixada é a mais pura melancolia.

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“Observatório do Cinema”. ? Divulgação

Os cenários parecem vazios, nas ruas ouvem-se apenas sirenes e motores, os personagens estão todos abalados, de uma forma ou de outra e o futuro é algo dado como incerto, apoiado muito por falas e ações do passado. Este é El Camino: A Breaking Bad Movie, para melhor ou pior, uma tentativa de se desapegar do passado, seja por diálogos com Mike Ehrmantraut (Jonathan Banks) ou pela paz de uma nova vida nos confins gélidos do Alasca, onde a fotografia assume um branco profundo, que suprime a melancolia dos quadros pintados antes.

El Camino não é Breaking Bad, nem deveria ser. O filme aposta em uma realidade e estilo desapegado da forma estabelecida pelo material original, ao mesmo tempo que é por meio de apelos que o filme revela seus momentos de cortar o coração. É uma continuação que honra seu antecessor e opta por um caminho próprio, que pode ou não agradar os fãs. Dito isto, este fã, que vos escreve se sentiu muito agradado.

https://www.youtube.com/watch?v=2ir8eLkz2tQ

Para assistir ao filme, clique aqui.

El Camino: A Breaking Bad Movie já está disponível na Netflix

Atenção!!! O texto apresenta eventuais spoilers tanto da série quanto do filme. Tente ler após ter assistido estas duas maravilhas e experimentado tudo que elas tem a oferecer.

Leia também >>> El Camino: A Breaking Bad ocupa 2ª posição no IMDb

Breaking Bad (2008) é uma das séries mais cultuadas da história da televisão norte-americana, seja por seu impacto certeiro em uma realidade crua do sonho americano ou por concluir a chamada “Era de Ouro” da TV estadunidense.

O seu spin-off Better Call Saul (2015) é uma das melhores produções dos últimos tempos e aposta em uma história mais desligada da série original, que assume suas próprias formas e surpresas. Já El Camino: A Breaking Bad Movie (2019), que já se encontra disponível no catálogo da Netflix, toma o caminho totalmente contrário: sua força está na nostalgia, chegando próximo de alguns dos mais memoráveis episódios da série.

O filme não lhe traz teorias malucas sendo postas em tela, como um eventual retorno de Walter White (Bryan Cranston) após os eventos do último episódio da série. White está morto, o foco do longa-metragem é Jesse Pinkman (Aaron Paul), um homem arrastado por memórias de um passado turbulento que divide com o espectador, desde suas risadas (poucas) até suas tristezas mais profundas, tudo permeado pelo tom já traçado em Breaking Bad.

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Walter e Jesse, em cena da série. “MobileSyrup”. ? Divulgação

O peso do filme todo decai sobre os ombros de Aaron Paul, que entrega a melhor performance de toda sua carreira, construindo um personagem que mostra, por meio de um simples olhar, toda a dor que carrega dentro de si. A sua atuação é um dos pontos altos do longa, construindo a já indicada relação com o espectador e mostrando que Breaking Bad não foi só sobre White e sua sede pelo poder.

El Camino: A Breaking Bad Movie serve como um melancólico encerramento para todo o estabelecido nos eventos da série, reencontrando certas narrativas perdidas, por meio de flashbacks, e indicando um futuro de paz para Jesse.

A direção é concisa, assim como o roteiro, ambos pelas mãos de Vince Gilligan, o criador da série original, que parece contido nesta produção, deixando de lado as pinceladas de humor negro que rondavam o seriado e construindo uma narrativa fechada no drama pessoal de um homem que apenas busca esperança e um futuro melhor.

A ideia original de Breaking Bad apela para se abraçar ao ridículo, lidando com as consequências e gerando momentos de tensão constante, seja por ameaças de morte ou perigos de traição pelas mãos de quem você mais ama. O filme aponta para outros caminhos, seguindo em seu Chevrolet El Camino uma estrada marcada por duras realidades, calcadas em golpes concretos e uma fotografia escura. A produção é um deleite visual, cujos quadros pintam-se com tons de cinza e marrom escuro, a sensação deixada é a mais pura melancolia.

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“Observatório do Cinema”. ? Divulgação

Os cenários parecem vazios, nas ruas ouvem-se apenas sirenes e motores, os personagens estão todos abalados, de uma forma ou de outra e o futuro é algo dado como incerto, apoiado muito por falas e ações do passado. Este é El Camino: A Breaking Bad Movie, para melhor ou pior, uma tentativa de se desapegar do passado, seja por diálogos com Mike Ehrmantraut (Jonathan Banks) ou pela paz de uma nova vida nos confins gélidos do Alasca, onde a fotografia assume um branco profundo, que suprime a melancolia dos quadros pintados antes.

El Camino não é Breaking Bad, nem deveria ser. O filme aposta em uma realidade e estilo desapegado da forma estabelecida pelo material original, ao mesmo tempo que é por meio de apelos que o filme revela seus momentos de cortar o coração. É uma continuação que honra seu antecessor e opta por um caminho próprio, que pode ou não agradar os fãs. Dito isto, este fã, que vos escreve se sentiu muito agradado.

https://www.youtube.com/watch?v=2ir8eLkz2tQ

Para assistir ao filme, clique aqui.

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