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Indicação | Klaus (Netflix) para quem adora animações

O que você espera de um filme?

Sergio Pablos trabalhou em mais de 14 animações fazendo parte da produção ou da equipe de apoio. Esfolando-se em departamentos técnicos.

Se você não reconhece o nome, saiba que ele ganhou notoriedade principalmente após ter um roteiro produzido e bem aceito pelo público (nada menos que o “Meu Malvado Favorito” de 2010) e outro que é bom, mas não conquistou tantos fãs (Pé Pequeno de 2018), em ambos trabalhando também como produtor executivo.

Agora ele resolveu dirigir a sua primeira animação e, honestamente, o resultado rivaliza com as melhores do gênero.

Klaus é um filme produzido pela Netflix, com elenco de peso, lindas imagens, roteiro agradável e direção de primeira categoria. Não deve em nada para os clássicos e pode fazer você se divertir muito.

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Klaus, uma animação de Natal que não fica na mesmice

Filmes natalinos causam arrepios e preguiça em muitas pessoas.

Sabemos que o roteiro tentará passar uma mensagem mastigada, sabemos que haverá muita água com açúcar, personagens perfeitos, arcos dramáticos sem qualquer drama, além de histórias sem surpresas e, portanto, sem emoções.

Aí vem Klaus, pega todas essas verdades, mas consegue encaixar, costurar, dar ponto, de uma forma tão única e gostosa de assistir que encanta. Mesmo reconhecendo que tudo acabará bem, você ainda se emociona com o desenvolvimento da narrativa.

Eu estou escrevendo para quem gosta de animações

Pegue o seu filme preferido da Disney ou da Pixar e procure listar o que faz você gostar dele.

São arcos interessantes? Feitos para colocar camadas nos protagonistas e antagonistas, deixando que tudo fique em um lugar comum, reconhecível, ao mesmo tempo em que apresenta coisas novas? Klaus tem.

São atores e atrizes consagrados? Que já ganharam o mercado, dominaram certos nichos e ao reconhecer a voz deles (e até certos trejeitos e vícios de expressão) esses nomes dão mais cor aos personagens? Klaus também tem.

São as animações belíssimas, bem compostas, com cenas fugindo do clichê, desenvolvidas em estilo único? Ou então opções de enquadramento que trazem saudosismo, ao mesmo tempo que apresentam recursos narrativos interessantíssimos e subtextos visuais? Bem, Klaus também tem.

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Klaus é uma animação é completa, você reconhecerá no filme uma excelente história

Não há surpresas no roteiro, embora ele ainda faça você se emocionar com certas mudanças e certas características no perfil das personagens. Mas essa falta de “Pontos de virada inovadores” não tira qualquer mérito do todo, pois, como eu disse, a beleza está na junção de todas as coisas.

É a forma como o filme amarra tudo que vai atrair você.

As coisas estão todas ali, tudo o que é esperado, o que é aceito, o que faz parte da categoria “filmes de natal”, mas é esse pegar do kit completo e apresentar de uma maneira tal que fique belo, diferente e agradável.

Assuma, não há novidades em Toy Story também, mas mesmo assim, você assistiu e assistirá até o final.

Klaus pode não virar o novo grande sucesso comparável com os filmes imortais da Pixar, mas certamente ele foge do estereótipo filmes esquecíveis que são lançados no final do ano.

Cinco estrelas dadas com gosto.

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Abaixo deixo o trailer e o link para a página com os detalhes técnicos e a equipe presente no elenco, menção especial para J.K. Simmons e Rashida Jones.

Página do filme no IMDB

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Trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=taE3PwurhYM
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E se Stranger Things fosse um anime dos anos 80? [VÍDEO]

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Eleven e seus amigos pelos traços dos animadores do estúdio Humouring the Fates / Reprodução.

O estúdio Humouring the Fates recriou a série de sucesso Stranger Things em um anime curto, reunindo os momentos mais épicos da primeira e segunda temporadas em 1:48 minutos. Como resultado, a versão curta foi a mais próxima possível do estilo retrô das animações dos anos 80. Confira abaixo.

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Humouring the Fates é um grupo de animadores independentes com sede nos EUA, criando e recriando animações de artistas do mundo todo. Eles trabalham, principalmente, com desenhos em 2D, 3D estilizado e gráfico de jogos de 16 bits. Para conhecer melhor o trabalho deles entre no site.

Stranger Things foi inspirado no anime ‘Akira’

Além das influências evidentes , como filmes, músicas e a ficção científica, outro universo dos anos 80 serviu para criação da série. O filme de animação Akira, de 1988, é por certo, um clássico dos animes. O anime de longa-metragem teve a direção de Katsuhiro Otomo e foi baseado no aclamado mangá japonês de mesmo nome.

Um dos showrunners da série da Netflix, disse ter se inspirado no anime. “Akira foi obviamente uma grande inspiração”, disse Ross Duffer. Em 2016 o irmão de Ross, Matt, explicou como foi a inspiração. “Eu não via [Akira] por um longo tempo. Mas vi um anime chamado Elfen Lied que é claramente inspirado por Akira. E isso foi realmente influente. Quando eu o assisti eu pensei que era um E.T. ultravioleta. Havia um monte de coisas lá que eu realmente gostei e que me inspirou na série, essas coisas são particularmente relacionadas com a Eleven,” disse Matt Duffer ao Daily Beast.

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Akira (1988)

Tanto Akira quanto Elfen Lied retratam jovens com habilidades psíquicas, ou psicocinéticas, assim como Eleven. No primeiro, experimentos secretos são feitos com três jovens por militares japoneses, sendo que um deles escapa e se torna um alvo com poderes.

Elfen Lied (2004)

O segundo, também vindo de um mangá, é uma série que centraliza a história na personagem principal, Lucy. Ela é produto de uma experiência onde se cria uma espécie evoluída chamada diclonius. A personagem também possui a capacidade de psicocinese.

Stranger Things é uma série de ficção científica sobrenatural ambientada na década de 1980. Em resumo, um projeto secreto ligado ao governo envolvendo uma usina nuclear causa efeitos misterosos. Diante disso, os habitantes de Hawkins vivenciam aventuras sobrenaturais com o intuito de encontrarem um garotinho desaparecido.

Netflix/Divulgação

Criada, escrita e dirigida pelos irmãos Matt e Ross Duffer, a série já está na sua 3ª temporada. Desta vez, Eleven (Millie Bobby Brown) e seus amigos passam por uma nova luta contra forças sobrenaturais. É 1985, e eles estão de férias. Além disso, há um novo shopping em Hawkins que será o ponto de encontro para um perigo evoluído.

A série original Netflix estreou sua terceira temporada na última quinta-feira (04/07), e já é a mais assistida da plataforma em apenas quatro dias.

Fonte: Jovem Nerd.

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Crítica | Toy Story 4: Os outros podem ser até bem melhores do que eu?

"O tempo vai passar, os anos vão confirmar 
As três palavras que proferi:
'Amigo estou aqui"

É no clima da consagrada trilha sonora da franquia, dublada ou original (You’ve Got A Friend In Me) que nós fãs recebemos Toy Story 4 crescemos com os filmes, crescemos com os personagens e seus dramas existências. E eis o grande trunfo das sequencias: a “evolução emocional” de cada filme.

Mas será que a Pixar conseguiu manter esses atributos sem ser redundante, tendo em vista que o filme anterior já havia dado um fechamento satisfatório para uma trilogia?

Mas vamos à crítica de Toy Story 4:

Os personagens continuamente estiveram em consonância com a questão proposta de cada uma das sequências. Isto é, os filmes sempre foram bem desenvolvidos e o resultado final das obras nunca deixou a desejar. Muito pelo contrario, os filmes são equilibrados, evolventes, necessários e progressivos.

Poderia-se afirmar que Toy Story 4 não inova em sua temática central, ou seja, estamos novamente lidando com situações de abandono e seus conflitos decorrentes.

Há um susto: nos primeiros 40 minutos do filme ele é prolixo e oferece mais do mesmo sem mostrar de imediato a que veio.

Em resumo: demorou um pouco mais do que deveria para engatar a sua razão para ser. O propósito (plot principal) do filme atrasa para ser demonstrado porque as subtramas tardam para serem efetivamente desenvolvidas. Como resultado: houve comprometimento de ritmo e e equilíbrio no trabalho.

No entanto, logo na primeira cena há um flashback que nos mostra uma personagem omitida no 3º filme. Aqui entendemos o porquê de sua omissão.

No decorrer do desenvolvimento dessa personagem (o que ocorre muito após os 40 minutos de filme) o mote do longa é justificado (lealdade x liberdade): eis o pretexto para a existência de Toy Story 4 e essa saga é muito bem executada.

Assim sendo, progressivamente, percebemos indícios de que o protagonista (Woody) está mais perturbado e esgotado no que diz respeito à sua condição.

As demais histórias da trama, como de costume nas boas narrativas, ajudam de forma eficaz e fluída a contar e estruturar a aventura central.

Os personagens novos

Há poucos personagens novos, mas dois em especial são de extrema importância para o filme, o Garfinho (Forky) e a Gabby Gabby.

Forky é carismático, original, tem alívio cômico e é bem desenvolvido, mas não só: Forky é um personagem complexo e parece ser um arquétipo oposto ao Woddy.

Gabby Gabby que, inicialmente, poderia ser interpretada de maneira errônea, também tem uma história digna e importante para ser contada dentro do enredo.

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Divulgação/Toy Story – Disney

Os outros personagens secundários não são muito trabalhados. Isso não chega a ser um ponto negativo, haja vista que eles já possuíam a simpatia do público.

Em relação aos aspectos técnicos do filme é unanimidade que a animação evoluiu muito. Está extraordinária a ponto de aparentar ser live-action em alguns momentos. O 3D não está carregado e, portanto, bem utilizado.

Contudo, isso não é essencial para a apreciação do filme. Maiores elogios à Pixar nesse quesito são desnecessários.

O desfecho do filme responde à pergunta inicial desta crítica, que em outras palavras poderia ser traduzida como “há algo mais para ser contado nessa história?” E a resposta é, sem dúvidas: – Há!

E as últimas cenas deixaram mais que clara a resposta à essa indagação. E a que custo? Bem, vejam e sintam, é só o que devo dizer!

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Conclusão

Não é o melhor filme da franquia, pelas razões de ritmo e equilíbrio ocorridas no início do longa e apontadas acima. Contudo, o filme é a materialização do que a saga propõe, a mencionada “evolução emocional”, e isso, levando em conta o crescimento não só dos personagens, como também do público.

Por fim, assistindo ao filme de fato somos convencidos de que faltava contar o que Toy Story 4 contou.

Que acabe por aqui! Está tudo certo agora, não que já não estivesse…

Confira o trailer: