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  • A canção do sul | O filme que a Disney não quer que você veja.

Em 1946, Walt Disney lançou uma adaptação cinematográfica das histórias do tio remus. A canção do sul, misturou música, live-action e animação, foi um grande sucesso na época e ainda ganhou um Oscar de melhor canção original e James Baskett que interpretou o tio Remus, recebeu um Oscar honorário. O que fez dele o primeiro ator negro a receber um Oscar.

Mesmo sendo relançado várias vezes, o estúdio o retirou de circulação em 1986. Ou seja é impossível achar uma cópia legal do filme. E ele nao retorna aos cinemas tão cedo.

O que é a canção do sul?

Walt Disney conseguiu seu grande sucesso adaptando contos de fadas europeus em filmes animados. Mas na década de 30, Walt queria fazer algo mais americanizado.

Por isso ele comprou o direito das obras de Joel Chandler Harris, que eram uma coletânea de contos afro-americanos que surgiram nos navios negreiros e eram transmitidos oralmente através das gerações.

Esses contos mostram o gentil tio Remus, que contam histórias de um coelho, uma raposa e um urso. Essas histórias tinham como objetivo passar lições de vida e educar sobre o passado.

A Disney transformou essas histórias em a canção do sul, um filme que mistura o mundo real com animações. No mundo real temos Johnny, um garoto de 7 anos que se muda para uma plantação na Georgia e se torna amigo das crianças locais.

Ele também fica amigo do tio Remus, um homem idoso que lhe conta várias fábulas ao longo da história. No final os personagens animados que fazem parte das fábulas entram para o mundo real e caminham com as crianças e o tio Remus para o pôr do sol.

Mas porque a canção do sul gerou tanta polêmica?

Simplesmente por racismo. As histórias feitas por Joel Chandler Harris, os críticos e acionistas da Disney sempre disseram que o filme é cheio de estereótipos raciais, tanto que aconselharam Walt a não fazer este filme.

Mas a Disney fez o filme mesmo assim. E tentou passar a lição que o racismo era coisa do passado e que negros e brancos podem viver juntos em completa harmonia.

O problema é que nunca fica claro em que época o filme se passa, e os negros são mostrados como inferiores aos brancos.

Também não fica claro o que os personagens afro-americanos estão fazendo nas plantações. Eles estão todos trabalhando com um belo sorriso no rosto e cantando músicas animadas, mas sem ganhar nada em troca por isso. Seriam eles escravos? Talvez!

O tio Remus também é cercado de controvérsias, ele parece ser um estereótipo do “negro mágico”. Um personagem do folclore americano que sempre aparece para dar conselhos sábios aos brancos. Além de perpetuar a mística relação entre senhor-escravo.

Além disso, os personagens das histórias do tio Remus usam um dialeto afro-americano super exagerado e mal educado. O que mais uma vez reforça estereótipo.

A NAACP e o congresso nacional negro, se uniram contra o filme e fizeram o possível para boicotar o filme. Mesmo assim ele foi relançado diversas vezes em 1956, 1972, 1973, 1980 e 1986 quando finalmente desapareceu.

Então nunca mais veremos este sucesso da Disney?

A Disney entrou recentemente em uma era de remakes, trazendo de volta grandes clássicos com novas adaptações em live-action. Mas nada indica que este grande sucesso da sua história irá retornar algum dia.

Em 86 o filme completou 40 anos, e esta foi a última vez que ele foi exibido. De lá para cá a Disney usou os personagens animados em algumas atrações de seus parques.

O CEO da Disney, Bob Iger, disse sobre o filme: “Eu o assisti recentemente e cheguei a conclusão que não devemos trazer ele de volta. O filme é bom, mas tem muita coisa errada com ele… E com certeza se tornaria ofensivo nos dias de hoje para muita gente.”

É possível achar algumas versões piratas na internet. Porém os críticos afirmam que ele permanecerá assim, escondido.

Mas existem aqueles que são a favor de um remake para consertar os erros que existem no filme.

Em 1946, Walt Disney lançou uma adaptação cinematográfica das histórias do tio remus. A canção do sul, misturou música, live-action e animação, foi um grande sucesso na época e ainda ganhou um Oscar de melhor canção original e James Baskett que interpretou o tio Remus, recebeu um Oscar honorário. O que fez dele o primeiro ator negro a receber um Oscar.

Mesmo sendo relançado várias vezes, o estúdio o retirou de circulação em 1986. Ou seja é impossível achar uma cópia legal do filme. E ele nao retorna aos cinemas tão cedo.

O que é a canção do sul?

Walt Disney conseguiu seu grande sucesso adaptando contos de fadas europeus em filmes animados. Mas na década de 30, Walt queria fazer algo mais americanizado.

Por isso ele comprou o direito das obras de Joel Chandler Harris, que eram uma coletânea de contos afro-americanos que surgiram nos navios negreiros e eram transmitidos oralmente através das gerações.

Esses contos mostram o gentil tio Remus, que contam histórias de um coelho, uma raposa e um urso. Essas histórias tinham como objetivo passar lições de vida e educar sobre o passado.

A Disney transformou essas histórias em a canção do sul, um filme que mistura o mundo real com animações. No mundo real temos Johnny, um garoto de 7 anos que se muda para uma plantação na Georgia e se torna amigo das crianças locais.

Ele também fica amigo do tio Remus, um homem idoso que lhe conta várias fábulas ao longo da história. No final os personagens animados que fazem parte das fábulas entram para o mundo real e caminham com as crianças e o tio Remus para o pôr do sol.

Mas porque a canção do sul gerou tanta polêmica?

Simplesmente por racismo. As histórias feitas por Joel Chandler Harris, os críticos e acionistas da Disney sempre disseram que o filme é cheio de estereótipos raciais, tanto que aconselharam Walt a não fazer este filme.

Mas a Disney fez o filme mesmo assim. E tentou passar a lição que o racismo era coisa do passado e que negros e brancos podem viver juntos em completa harmonia.

O problema é que nunca fica claro em que época o filme se passa, e os negros são mostrados como inferiores aos brancos.

Também não fica claro o que os personagens afro-americanos estão fazendo nas plantações. Eles estão todos trabalhando com um belo sorriso no rosto e cantando músicas animadas, mas sem ganhar nada em troca por isso. Seriam eles escravos? Talvez!

O tio Remus também é cercado de controvérsias, ele parece ser um estereótipo do “negro mágico”. Um personagem do folclore americano que sempre aparece para dar conselhos sábios aos brancos. Além de perpetuar a mística relação entre senhor-escravo.

Além disso, os personagens das histórias do tio Remus usam um dialeto afro-americano super exagerado e mal educado. O que mais uma vez reforça estereótipo.

A NAACP e o congresso nacional negro, se uniram contra o filme e fizeram o possível para boicotar o filme. Mesmo assim ele foi relançado diversas vezes em 1956, 1972, 1973, 1980 e 1986 quando finalmente desapareceu.

Então nunca mais veremos este sucesso da Disney?

A Disney entrou recentemente em uma era de remakes, trazendo de volta grandes clássicos com novas adaptações em live-action. Mas nada indica que este grande sucesso da sua história irá retornar algum dia.

Em 86 o filme completou 40 anos, e esta foi a última vez que ele foi exibido. De lá para cá a Disney usou os personagens animados em algumas atrações de seus parques.

O CEO da Disney, Bob Iger, disse sobre o filme: “Eu o assisti recentemente e cheguei a conclusão que não devemos trazer ele de volta. O filme é bom, mas tem muita coisa errada com ele… E com certeza se tornaria ofensivo nos dias de hoje para muita gente.”

É possível achar algumas versões piratas na internet. Porém os críticos afirmam que ele permanecerá assim, escondido.

Mas existem aqueles que são a favor de um remake para consertar os erros que existem no filme.

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