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Rita Hayworth, foi uma atriz que superou diversos obstáculos, e dificuldades durante sua carreira. Ela chegou ao auge de sua fama, interpretando ” Gilda”, que ficou historicamente marcada na história do cinema norte americano.

Rita Hayworth – Melhores filmes

Rita fez outros filmes de sucesso como ” Uma loira com açúcar”, e outros que  a levaram a tempos de glória e exaltação.

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Quem foi Rita Hayworth

Margarita Carmen Cansino, nome  verdadeiro de  Rita Hayworth, nasceu em 17 de outubro de 1918 no Brooklyn, New York City, New York, Estados Unidos. Era filha do dançarino flamenco Eduardo Cansino, natural de Castilleja de la Cuesta, e de Volga Hayworth, chefes de uma famosa família de dançarinos ciganos espanhóis.

Seu pai queria que ela se tornasse dançarina, enquanto a mãe desejava que ela fosse atriz. Seu avô, Antonio Cansino, era o maior expoente de Dança Clássica Espanhola, sua escola de dança em Madrid era mundialmente famosa, e foi ele quem deu a Rita, sua primeira lição de dança.

Assim que ela fez três anos e meio, começou a ter aulas de dança. Ela não gostava, mas não teve coragem de contar para o pai. Durante vários anos ela frequentou diariamente aulas de dança no Carnegie Hall, sob a instrução de seu tio Angel Cansino.

Criança talentosa

Com oito anos de idade, sua família se mudou para o oeste de Hollywood, onde criaram sua própria Escola de dança. Famosos artistas de Hollywood receberam treinamento do próprio Eduardo Cansino, incluindo James Cagney e Jean Harlow.

Com a Grande Depressão, os negócios da família faliram. Os Musicais já não estavam na moda, e ninguém mais tinha tempo para aulas de dança em um período econômico tão difícil. Mas quando um sócio do sobrinho de Cansino, que estava dançando em um musical quebrou a perna, sua mãe sugeriu que Rita fizesse o papel.

A ideia de Volga deu um grande plano para Eduardo: fazer parceria com a filha no número de vaudeville que ele já possuía, chamado “The Dancing Cansinos”.

Como Rita não tinha idade suficiente para trabalhar nas casas noturnas e bares da Califórnia, ela e seu pai viajaram pela fronteira até a cidade de Tijuana no México, um local turístico popular para os cidadãos de Los Angeles, no início da década de 1930. Rita trabalhou em lugares como o Foreign Club e o Caliente Club.

A grande descoberta

Foi no “Caliente Club”, em 1935, que Rita foi descoberta pelo diretor da Fox Film Corporation, Winfield Sheehan. Uma semana depois, Rita foi levada para Hollywood, para fazer um teste na Fox. Impressionado com o seu desempenho, Sheehan, assinou um contrato de seis meses com Rita (Agora conhecida como Rita Cansino).

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Durante seu período na Fox, Rita apareceu em cinco filmes, nos quais seus papeis não foram nem importantes nem memoráveis. Estreou como coadjuvante/secundária em Sob o Luar dos Pampas (Under the Pampas Moon, 1935), um faroeste passado na Argentina, estrelado por Warner Baxter.

Foi escalada para vários outros papéis pequenos, nos quais se destacou por seus dotes para a dança e por sua beleza. Com o final de seu contrato de seis meses, o então Produtor Executivo Darryl F. Zanuck não se interessou por ela e não renovou seu contrato.

O primeiro casamento de Rita Hayworth

Em 1937, já com 18 anos, casou-se com seu empresário, Edward Judson, que tinha o dobro de sua idade. Mesmo, ela tendo sido abandonada pela Fox, Judson conseguiu para ela vários papeis em filmes independentes, e finalmente conseguiu marcar um teste com a Columbia Pictures, estúdio que tentava se firmar como um dos grandes de Hollywood e, por isso, necessitava ardentemente de estrelas importantes.

O Chefão do estúdio, Harry Cohn, logo assinou um contrato de longo prazo. Rita começou a fazer pequenos papeis nos filmes da Columbia. Cohn disse que a imagem de Rita era muito mediterrânea, o que causou que ela fizesse vários papéis Hispânicos.

Rita passou por uma dolorosa eletrólise para aumentar a testa e acentuar o Pico de Viúva. Quando estreou na Columbia, ela havia mudado a cor do seu cabelo, de castanho para um tom de ruivo, e passara a se chamar Rita Hayworth (Usando o nome de solteira de sua mãe).

Transição

Rita passou por uma difícil transição de dançarina de cabaré para estrela de cinema. Ela era, em primeiro lugar, uma dançarina, tornar-se atriz foi uma maneira de ganhar a vida.

A colunista de fofocas Louella Parsons, achou que Rita Hayworth não seria bem sucedida. Ela a conheceu justamente quando ela estava começando, e a viu como uma garota “tímida” e que “não podia olhar estranhos nos olhos” e cuja voz era tão baixo que mal podia ser ouvida.

A Columbia, parecia não saber o que fazer com ela. Em 1935, quando tinha 17 anos, ela foi retirada do elenco de Ramona e substituída por Loretta Young. “Foi a pior decepção da minha vida”, disse Rita. Ela ficou arrasada, mas não desistiu. Rita continuou a aparecer em uma série infindável de produções B, ora como protagonista, ora como coadjuvante/secundária.

Em 1939, Cohn pressionou o diretor Howard Hawks a usar Rita para um papel pequeno, mas importante, em Paraíso Infernal (Only Angels Have Wings), um grande sucesso de bilheteria estrelado por Cary Grant e Jean Arthur.

Cohn começou a ver Rita Hayworth, como sua primeira estrela (o estúdio nunca teve oficialmente grandes estrelas sob contrato, com exceção de Jean Arthur, que estava tentando sair do seu contrato com a Columbia).

A guinada no sucesso

No ano seguinte, Harry Cohn, começou a construir Rita Hayworth, usando-a em filmes como Melodias do Meu Coração (Music in My Heart), Protegida do Papai (The Lady In Quenstion) e Anjos da Broadway (Angels Over Broadway).

Mas sua sorte só começou realmente a mudar quando foi emprestada à MGM para fazer o terceiro papel feminino de Uma Mulher Original (Susan and God, 1940), de George Cukor, drama estrelado por Joan Crawford e Fredric March.

No ano seguinte, novo empréstimo, agora para a Warner Bros., onde foi o segundo nome feminino em Uma Loira com Açúcar (The Strawberry Blonde, 1941), comédia de Raoul Walsh, com James Cagney e Olivia de Havilland. Um sucesso de bilheteria, que deu grande popularidade para Rita Hayworth, que imediatamente se tornou uma das mais quentes de Hollywood.

A Warner ficou tão impressionada com ela, que tentou comprar seu contrato da Columbia, mas Harry Cohn se recusou a libera-la.

Mais sucesso

Ainda em 1941, seu sucesso na Warner Bros. levou-a a ser emprestada à Fox, para interpretar Dona Sol na superprodução Sangue e Areia (Blood and Sand), drama de Rouben Mamoulian, estrelado por Tyrone Power e Linda Darnell. Este filme lançou-a como o símbolo sexual por excelência de toda aquela década.

Nos anos que se seguiram, Rita brilhou em musicais da Columbia, como Ao Compasso do Amor (1941), Bonita Como Nunca (1942), ambos com Fred Astaire e Modelos (1944), com Gene Kelly, firmando-se como uma das maiores dançarinas das telas e a maior estrela romântica dos anos 1940. Porém, a chegada do sucesso profissional coincidiu com a crise em seu casamento, que acabou em divórcio em 1942.

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A fama de maior estrela da década e de uma das mulheres mais desejadas e famosas do mundo consolidou-se ao estrelar, no auge de sua beleza, o clássico noir Gilda (1946), de Charles Vidor, ao lado de Glenn Ford, com quem já atuara antes em Protegida do Papai (1940), também de Vidor.

Declínio

O marcante, ainda que brevíssimo, strip-tease de Rita ajudou a engrossar a enorme bilheteria que o filme recebeu em todo o mundo. Gilda, o filme mais importante de sua carreira, também marcou o início de seu lento declínio em Hollywood.

Assim como, na frase precisa da campanha publicitária, “nunca houve uma mulher como Gilda”, assim também nunca mais Rita conseguiu repetir esse êxito, apesar de ter continuado a trabalhar em produções de sucesso.

Com Orson Welles, com quem se casara em 1943, Rita estrelou A Dama de Xangai (The Lady from Shanghai, 1948). O filme não agradou nem aos fãs nem à crítica, em parte porque Welles pediu-lhe que cortasse o cabelo e o pintasse de louro.

Novas apresentações

No mesmo ano, Os Amores de Carmen (The Loves of Carmen), também de Charles Vidor, reuniu-a novamente com Glenn Ford. A química funcionou outra vez e o filme foi sucesso. Em 1952, fez Uma Viúva em Trinidad (Affair in Trinidad), de Vincent Sherman, atuando pela quarta vez ao lado de Ford.

Seus dois filmes do ano seguinte foram dois grandes escândalos, pelo seus temas: Salomé (Salome, 1953), de William Dieterle, com Stewart Granger, onde fez o personagem bíblico que pediu a execução de João Batista e A Mulher de Satã (Miss Sadie Thompson, 1953), de Curtis Bernhardt, com Jose Ferrer, em que Rita interpreta uma pecadora que seduz um reverendo.

Seu último grande sucesso foi Meus Dois Carinhos (1957), de George Sidney, com Rita dividindo a cena com Frank Sinatra e Kim Novak, considerada a nova rainha da Columbia. Na hora de decidir quem encabeçaria o elenco, Sinatra resolveu a questão: “O direito de ter o nome em primeiro lugar pertence a Rita Hayworth. Ela é a Columbia Pictures e sempre será”.

Mais trabalhos

Rita ainda faria vários outros filmes, inclusive na Europa, mas seus dias de glória e sua época já eram coisa do passado. Trabalhou pela quinta vez com Glenn Ford, em O Dinheiro É a Armadilha (1966), de Burt Kennedy, e encerrou a carreira com A Ira Divina (1972), ao lado de Robert Mitchum. Coincidentemente, este último é um faroeste, como seu primeiro trabalho.

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Casamentos e morte

Rita casou-se cinco vezes: a primeira com Edward C. Judson (1937- 1942); a segunda com Orson Welles (1943-1948), com quem teve uma filha, Rebecca; a terceira com o príncipe Aly Khan (1949-1953), com quem teve princesa Yasmin Aga Khan; a quarta com o cantor Dick Haymes (1953-1955), e a última com James Hill (1958-1961).

Todos seus casamentos terminaram em divórcio. Considerada por muitos a mulher mais bonita da história do cinema, a despeito de Greta Garbo e Marilyn Monroe, a atriz definia seu insucesso no amor com a seguinte frase, que resiste à passagem do tempo: “A maioria dos homens se apaixona por Gilda, mas acorda comigo”.

Morreu na casa de sua filha, Yasmin, em Nova Iorque, aos sessenta e nove anos, vítima do mal de Alzheimer, do qual padecia desde a década de 1960, mas que só foi diagnosticado em 1980. Está sepultada no Cemitério de Holy Cross em Culver City, Califórnia.

Rita Hayworth – Melhores filmes

Segue-se abaixo, a listagem de alguns dos filmes mais famosos de Rita, onde é possível, conferir os trabalhos da atriz.

Uma Loira com Açúcar (1932)

Os autores criaram nesse filme , uma comédia iluminada, repleta de romance sentimental, que fala de um companheiro, que pensa ter sido feito de idiota”.

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Sinopse do filme “Uma loira com açúcar”- Rita Hayworth

Em Nova Iorque, no ano de 1890, Biff Grimes (James Cagney) se apaixona por uma moça da sociedade, Virginia Brush (Rita Hayworth), mas seu falso companheiro Hugo Barnstead (Jack Carson) passa-lhe a perna e acaba casando-se com ela, além de envolver Biff em seus negócios obscuros e lucrar em cima disso.

Curiosidades  do filme: Uma loira com açúcar

  • Tanto o diretor de Uma Loira com Açúcar, Raoul Walsh, quanto sua estrela James Cagney chegaram ao projeto procurando uma mudança de ritmo.
  • Cagney tinha ganhado sua fama com a Warner no início dos anos 1930 interpretando os caras durões, mas ele também tinha mostrado seus talentos em papéis mais leves e musicais.
  • Ele saiu do estúdio em 1938 com um contrato que lhe deu mais controle para escolher papéis e trouxe seu irmão mais novo William Cagney a bordo como um assistente do produção. Mas Cagney logo se viu puxado de volta aos papéis antigos e em 1940, ele queria qualquer personagem que o levasse longe dos gângsteres.
  • O crítico contemporâneo Bosley Crowther elogiou Strawberry Blonde no New York Times, chamando-o de “luxurioso, afetuoso e completamente vitorioso”.
  • Parte de sua “qualidade amável e contagiante”, ele escreveu, veio de seu elenco, outra parte veio do roteiro dos mesmos escritores de Casablanca Julius J. e Philip G. Epstein: “eles pegaram a pequena peça, One Sunday Afternoon.

Ficha Técnica do filme: Uma loira com açúcar

Título: Uma Loira com Açúcar
Título Original: The Strawberry Blonde
Ano: 1941
Direção: Raoul Walsh
Roteiro: Julius J. Epstein, Philip G. Epstein
Gênero: Comédia/Romance
Nacionalidade: Estados Unidos

Elenco

James Cagney

T. L. Grimes

Olivia de Havilland

Amy Lind

Rita Hayworth

Virginia Brush

Alan Hale

Velho William Grimes

Jack Carson

Hugo Barnstead

George Tobias

Nicholas Pappalas

Una O’Connor.

Mrs. Timothy Mulcahey

George Reeves

Harold

Creighton Hale

Secretário

Jack Mower

Limpador de estrada

Motivos para ver : Uma loira com açúcar

Esse filme hoje é reconhecido pelo American Film Institute como um dos 100 melhores romances do cinema americano, só nisso já dá para sentir a qualidade não é? Vai conseguir ficar sem assistir?

Paraíso Infernal (1939)- Rita Hayworth

Nesse filme, quando Rita Hayworth , não conseguiu interpretar muito bem a cena em que está bêbada, Hawks disse a Cary Grant para jogar um balde de água na sua cabeça, secar o cabelo dela, e apenas dizer suas falas.

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Sinopse do filme: Paraíso Infernal com Rita Hayworth

Quando o navio San Luis faz uma parada no porto de Barranca, para entregar malotes e carregar bananas, a cantora de cabaré Bonnie Lee deixa o barco por algumas horas para conhecer a cidade.

Ela encontra um bando de pilotos americanos que trabalham para um holandês warm-hearted. Ele é o dono de um hotel miserável e também da Barranca Airways, liderada por Geoff Carter. A única maneira de sair voando de Barranca é através de uma passagem a 14.000 pés acima do solo.

Como o tempo muitas vezes está tempestuoso e nebuloso, os vôos são extremamente difíceis, e vários pilotos já perderam suas vidas. Bonnie se apaixona por Geoff, que a faz lembrar de seu pai, um trapezista que trabalhou sem rede de segurança.

Ela decide deixar o barco e passar alguns dias no hotel. Mas Geoff está com medo de ficar amarrado a uma mulher. Ele quer continuar seu estilo de vida cheia de riscos.

Prêmios:

  • Foi indicado ao Oscar de 1940 nas categorias de Melhores Efeitos Especiais e Melhor Fotografia – Preto e Branco.

Curiosidades:

  • Inspirou a série televisiva de 1983, Tales of the Gold Monkey.
  • Howard Hawks lembrou que, logo após o lançamento do filme, um crítico disse “Este é o único filme que Hawks já fez que não contém nada de verdade nele”. Então o diretor escreveu uma carta ao crítico dizendo: “Exatamente tudo que está naquele filme é verdade. Eu conheci as pessoas que estão nele e tudo mais sobre elas. Mas é que nesse caso a verdade é mais estranha que a ficção.”

Ficha técnica do filme Paraíso Infernal com Rita Hayworth

Título: Paraíso Infernal
Título Original: Only Angels Have Wings
Ano: 1939
Direção: Howard Hawks
Roteiro: Jules Furthman
Gênero: Aventura/Drama/Romance
Nacionalidade: Estados Unidos

Elenco

Cary Grant

Geoff Carter

Jean Arthur

Bonnie Lee

Richard Barthelmess

Bat Kilgallen – MacPherson

Rita Hayworth

Judy MacPherson

Thomas Mitchell

Kid Dabb

Allyn Joslyn

Les Peters

Sig Ruman

Dutchy

John Carroll

Gent Shelton

Don ‘Red’ Barry

Tex

Pat Flaherty

Mike

Lucio Villegas

Doutor

Pat Flaherty

Mike

Motivos para ver o filme de Rita Hayworth – Paraíso infernal

Porque, ele é considerado um dos melhores filmes de Howard Hawks, especialmente pelo seu retrato real da profissão dos pilotos, a sua atmosfera, e as sequências de voo. É muita adrenalina, vai perder?

Bonita Como Nunca (1942) -Rita Hayworth

Tudo começa em uma dança de casamento, que dá o que falar! Você precisa assistir e conferir.

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Sinopse do filme: Bonita como nunca com Rita Hayworth

Robert “Bob” Davis (Fred Astaire) é um bailarino americano, que está à procura de um emprego em Buenos Aires depois de perder o seu dinheiro. Xavier Cugat, um amigo de Bob o convida para dançar em um casamento, a fim de chamar a atenção do pai da noiva.

As quatro filhas de Acuña estão se preparando para o casamento da mais velha, pois segundo a tradição familiar as mais velhas se casam primeiro. A bela Maria (Rita Hayworth), que é a próxima a se casar, é notoriamente exigente com seus pretendentes.

Prêmios:

  • Foi indicado ao Oscar de 1943 nas categorias Melhor Som, Melhor Canção Original e Melhor Trilha Sonora – Musical

Curiosidades:

  • O filme é uma reformulação do musical argentino de 1941 “Los martes, orquídeas” dirigido por Francisco Múgica.

Ficha técnica do filme Bonita como nunca, com Rita Hayworth

Titulo: Bonita Como Nunca
Titulo Original: You Were Never Lovelier
Ano: 1942
Direção: William A. Seiter
Roteiro: Delmer Daves, Ernest Pagano, Michael Fessier
Gênero: Musical/Romance
Nacionalidade: Estados Unidos

Elenco

Fred Astaire

Robert

Rita Hayworth

Maria Acuña

Adolphe Menjou

Eduardo Acuña

Barbara Brown

Delfina Acuña

Adele Mara

Lita Acuña

Gus Schilling

Fernando

Isobel Elsom

Maria Castro

Leslie Brooks

Cecy Acuña

Larry Parks

Motivos para ver o filme de Rita Hayworth – Bonita como nunca

Romântico, interessante, e claro, uma ótima opção para quem gosta de desafios!

Modelos (1944) – Rita Hayworth

Esse foi o quarto filme musical de Rita Hayworth: os dois primeiros tiveram como parceiro Fred Astaire. Ainda vale dizer que, voz da atriz foi dublada para cantar, por Martha Mears.

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Sinopse do filme: Modelo, com Rita Hayworth

Uma dançarina de uma discoteca do bairro norte americano do Brooklyn ganha um concurso para posar para a capa de uma famosa revista, sem saber que o dono da mesma tinha sido apaixonado pela sua avó.

A sua vida de repente muda e ela começa a integrar-se na alta sociedade, sendo cortejada por um homem rico que mais tarde pede-a em casamento. Encantada com todo o glamour que a cerca, ela se esquece de muitas outras coisas.

Prêmios:

  • Ganhou o Óscar e 1945 na categoria Melhor Banda Sonora
  • Foi indicado nas categorias de Melhor Fotografia – Colorida, Melhor Som, Melhor Canção Original (“Long Ago and Far Away”), Melhor Direcção de Arte – Colorida

Curiosidades:

  • A Columbia deu a Kelly quase que o completo controle do filme, e muitas das ideias dele contribuíram para que a produção obtivesse um sucesso duradouro. Ele removeu muitas das paredes acústicas do palco, para que pudesse juntamente com Hayworth e Silvers dançar ao longo da rua em uma única tomada.
  • Ele também usou um truque cinematográfico para que aparentasse dançar com seu reflexo no espelho, no número “Alter-Ego Dance”, usando de “sobreposição” para dar ao seu “duplo” uma transparência fantasmagórica.
  • Gene Kelly voltaria a interpretar o personagem Danny McGuire após 36 anos, no filme Xanadu de 1980.

Ficha técnica do filme Modelo, com Rita Hayworth

Título: Modelos
Título Original: Cover Girl
Ano: 1944
Direção: Charles Vidor
Roteiro: Erwin S. Gelsey, Marion Parsonnet, Paul Gangelin, Virginia Van Upp, John H. Kafka
Gênero: Comédia/Musical
Nacionalidade: Estados Unidos

Elenco

Rita Hayworth

Rusty Parker/Maribelle Hicks

Gene Kelly

Danny McGuire

Lee Bowman

Noel Wheaton

Leslie Brooks

Maurine Martin

Eve Arden

Cornelia Jackson

Otto Kruger

John Coudair

Anita Colby

Srta. Colby

Phil Silvers

Genius

Motivos para ver o filme de Rita Hayworth – Modelo

São muitas emoções! Você irá se apaixonar ao ver esse fantástico filme!

Gilda (1946)- Rita Hayworth

Conta-se que Gilda, foi o primeiro papel dramático vivido por Rita Hayworth no cinema, e um divisor de águas em sua carreira, já que a marcou para sempre como uma “mulher fatal”.

De acordo com o The New York Times, seu desempenho foi tão impressionante que os cientistas atômicos batizaram uma bomba atômica com o nome de “Gilda” e pintaram uma imagem de Hayworth nela.

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Sinopse do filme: Gilda, com Rita Hayworth

Johnny Farrell é um vigarista em jogos de cartas que tem sua vida salva por Ballin Mundson, dono de um famoso clube noturno em Buenos Aires, que oculta um cassino, atividade proibida na Argentina naquela época, e Johnny é promovido a gerente. A situação estava indo bem, mas tudo muda ao surgimento de Gilda.

Curiosidades:

  • Gilda foi o primeiro papel dramático vivido por Rita Hayworth no cinema, e um divisor de águas em sua carreira, já que a marcou para sempre como uma “mulher fatal”.
  • Orson Welles, por ser casado com Hayworth,contou a uma entrevista, com a biógrafa Barbara Leaming: “Rita costumava voar com crises de raiva o tempo todo, mas o mais angustiante foi quando ela descobriu que eles iriam colocá-la na bomba atômica. Quase enlouquecida, ela estava tão zangada. Ela queria ir para Washington para realizar uma conferência de imprensa, mas Harry Cohn não a deixaria porque seria antipatriótico. “
  • Gilda foi exibido em competição no Festival de Cannes de 1946, a primeira vez que o festival foi realizado.
  • Em 2013, o filme foi selecionado para a preservação no registro nacional de filme dos Estados Unidos pela Biblioteca do Congresso como sendo “cultural, historicamente ou esteticamente significativo.”

Ficha técnica do filme Gilda, com Rita Hayworth

Título: Gilda
Título Original: Gilda
Ano: 1946
Direção: Charles Vidor
Roteiro: E.A. Ellington, Marion Parsonnet, Jo Eisinger, Ben Hecht
Gênero: Drama/Noir/Romance
Nacionalidade: Estados Unidos

Elenco

Rita Hayworth

Gilda

Glenn Ford

Johnny Farrell/narrador

George Macready

Ballin Mundson

Joseph Calleia

Detetive Maurice Obregon

Steven Geray

Tio Pio

Joe Sawyer

Casey

Gerald Mohr

Capitão Delgado

Robert E. Scott

Gabe Evans

Donald Douglas

Thomas Langford

Lionel Royce

Alemão

George J. Lewis

Huerta

Motivos para ver o filme de Rita Hayworth – Gilda

Se você gosta de filmes quentes, essa e uma das qualidades desse filme. Gilda chegou a ser considerado, um dos filmes mais eróticos daquela época.

A Dama de Shanghai (1947)- Rita Hayworth

As filmagens  desse filme, ocorreram em 1946, mas seu lançamento nos cinemas foi apenas no ano seguinte. Isto aconteceu porque Harry Cohn, chefe da Columbia Pictures, ordenou seu adiamento por considerar que A Dama de Shanghai arruinaria a carreira de Rita Hayworth.

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Sinopse do filme: A dama de Shanghai com Rita Hayworth

Narrado e protagonizado por Michael O’Hara, envolvido em um caso escabroso com uma loira misteriosa. Elsa ‘Rosalie’ Bannister foi salva de um grupo de ladrões pelo jovem Michael. Como agradecimento, ela o convida para trabalhar no iate de seu milionário marido. Michael aceita o emprego, mas não pelo dinheiro, e sim para ficar mais próximo de Elsa.

Curiosidades:

  • A decisão de Orson Welles em fazer com que sua esposa Rita Hayworth cortasse seus longos cabelos e os pintasse de loiro para o filme gerou grande polêmica na época, sendo apontado como um dos motivos do filme ter fracassado nas bilheterias.
  • O iate visto em cena pertencia ao ator Errol Flynn, que navegava com ele nos intervalos das filmagens. Flynn também aparece em uma pequena ponta, como um dos figurantes na cena do restaurante.
  • Embora A Dama de Shanghai tenha recebido muitas críticas, o filme cresceu em estatura ao longo dos anos, e muitos críticos atuais têm louvado sua estética e trabalho de câmera.
  • O filme foi considerado um desastre na América no momento do seu lançamento, embora a cena final em um corredor de espelhos tenha se tornado uma das grandes pérolas do cinema noir. Pouco depois do lançamento, Welles e Hayworth finalizaram seu divórcio.

Ficha técnica do filme: A dama de Shanghai, com Rita Hayworth

Titulo: A Dama de Shanghai
Titulo Original: The Lady from Shanghai
Ano: 1947
Direção: Orson Welles
Roteiro: Sherwood King, Orson Welles, William Castle, Charles Lederer, Fletcher Markle
Gênero: Drama/Crime/Noir
Nacionalidade: Estados Unidos

Elenco

Orson Welles

Michael O’Hara

Rita Hayworth

Elsa Bannister

Everett Sloane

Arthur Bannister

Glenn Anders

George Grisby

Ted de Corsia

Sidney Broome

Erskine Sanford

O juiz

Gus Schilling

Goldie Goldfish

Carl Frank

Advogado Galloway

Louis Merrill

Jake

Evelyn Ellis

Bessie

Philip Van Zandt

Policial

Edward Peil Sr.

Guarda

Motivos para ver o filme de Rita Hayworth – A dama de Shanghai

Embora tenham muitas criticas com respeito a esse filme, existe também o lado misterioso dele, que não deixa de ser curioso e interessante para quem assiste. Na verdade, as divergências, ocorreram mais por conta dos produtores, que não se simpatizaram com alguns preparos para a produção. Portanto, se quer conferir, é melhor assistir!

Fim

Se você conferiu conosco, mais um catálogo, trazendo  Rita Hayworth e seus melhores filmes, fique atento pois teremos muito mais, para compartilhar com você! No entanto, caso desejar dar uma olhada nesse link, verá diversas opções já disponíveis, onde  você poderá, assistir e se divertir!

Um grande abraço, e até breve!

Rita Hayworth, foi uma atriz que superou diversos obstáculos, e dificuldades durante sua carreira. Ela chegou ao auge de sua fama, interpretando ” Gilda”, que ficou historicamente marcada na história do cinema norte americano.

Rita Hayworth – Melhores filmes

Rita fez outros filmes de sucesso como ” Uma loira com açúcar”, e outros que  a levaram a tempos de glória e exaltação.

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Quem foi Rita Hayworth

Margarita Carmen Cansino, nome  verdadeiro de  Rita Hayworth, nasceu em 17 de outubro de 1918 no Brooklyn, New York City, New York, Estados Unidos. Era filha do dançarino flamenco Eduardo Cansino, natural de Castilleja de la Cuesta, e de Volga Hayworth, chefes de uma famosa família de dançarinos ciganos espanhóis.

Seu pai queria que ela se tornasse dançarina, enquanto a mãe desejava que ela fosse atriz. Seu avô, Antonio Cansino, era o maior expoente de Dança Clássica Espanhola, sua escola de dança em Madrid era mundialmente famosa, e foi ele quem deu a Rita, sua primeira lição de dança.

Assim que ela fez três anos e meio, começou a ter aulas de dança. Ela não gostava, mas não teve coragem de contar para o pai. Durante vários anos ela frequentou diariamente aulas de dança no Carnegie Hall, sob a instrução de seu tio Angel Cansino.

Criança talentosa

Com oito anos de idade, sua família se mudou para o oeste de Hollywood, onde criaram sua própria Escola de dança. Famosos artistas de Hollywood receberam treinamento do próprio Eduardo Cansino, incluindo James Cagney e Jean Harlow.

Com a Grande Depressão, os negócios da família faliram. Os Musicais já não estavam na moda, e ninguém mais tinha tempo para aulas de dança em um período econômico tão difícil. Mas quando um sócio do sobrinho de Cansino, que estava dançando em um musical quebrou a perna, sua mãe sugeriu que Rita fizesse o papel.

A ideia de Volga deu um grande plano para Eduardo: fazer parceria com a filha no número de vaudeville que ele já possuía, chamado “The Dancing Cansinos”.

Como Rita não tinha idade suficiente para trabalhar nas casas noturnas e bares da Califórnia, ela e seu pai viajaram pela fronteira até a cidade de Tijuana no México, um local turístico popular para os cidadãos de Los Angeles, no início da década de 1930. Rita trabalhou em lugares como o Foreign Club e o Caliente Club.

A grande descoberta

Foi no “Caliente Club”, em 1935, que Rita foi descoberta pelo diretor da Fox Film Corporation, Winfield Sheehan. Uma semana depois, Rita foi levada para Hollywood, para fazer um teste na Fox. Impressionado com o seu desempenho, Sheehan, assinou um contrato de seis meses com Rita (Agora conhecida como Rita Cansino).

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Durante seu período na Fox, Rita apareceu em cinco filmes, nos quais seus papeis não foram nem importantes nem memoráveis. Estreou como coadjuvante/secundária em Sob o Luar dos Pampas (Under the Pampas Moon, 1935), um faroeste passado na Argentina, estrelado por Warner Baxter.

Foi escalada para vários outros papéis pequenos, nos quais se destacou por seus dotes para a dança e por sua beleza. Com o final de seu contrato de seis meses, o então Produtor Executivo Darryl F. Zanuck não se interessou por ela e não renovou seu contrato.

O primeiro casamento de Rita Hayworth

Em 1937, já com 18 anos, casou-se com seu empresário, Edward Judson, que tinha o dobro de sua idade. Mesmo, ela tendo sido abandonada pela Fox, Judson conseguiu para ela vários papeis em filmes independentes, e finalmente conseguiu marcar um teste com a Columbia Pictures, estúdio que tentava se firmar como um dos grandes de Hollywood e, por isso, necessitava ardentemente de estrelas importantes.

O Chefão do estúdio, Harry Cohn, logo assinou um contrato de longo prazo. Rita começou a fazer pequenos papeis nos filmes da Columbia. Cohn disse que a imagem de Rita era muito mediterrânea, o que causou que ela fizesse vários papéis Hispânicos.

Rita passou por uma dolorosa eletrólise para aumentar a testa e acentuar o Pico de Viúva. Quando estreou na Columbia, ela havia mudado a cor do seu cabelo, de castanho para um tom de ruivo, e passara a se chamar Rita Hayworth (Usando o nome de solteira de sua mãe).

Transição

Rita passou por uma difícil transição de dançarina de cabaré para estrela de cinema. Ela era, em primeiro lugar, uma dançarina, tornar-se atriz foi uma maneira de ganhar a vida.

A colunista de fofocas Louella Parsons, achou que Rita Hayworth não seria bem sucedida. Ela a conheceu justamente quando ela estava começando, e a viu como uma garota “tímida” e que “não podia olhar estranhos nos olhos” e cuja voz era tão baixo que mal podia ser ouvida.

A Columbia, parecia não saber o que fazer com ela. Em 1935, quando tinha 17 anos, ela foi retirada do elenco de Ramona e substituída por Loretta Young. “Foi a pior decepção da minha vida”, disse Rita. Ela ficou arrasada, mas não desistiu. Rita continuou a aparecer em uma série infindável de produções B, ora como protagonista, ora como coadjuvante/secundária.

Em 1939, Cohn pressionou o diretor Howard Hawks a usar Rita para um papel pequeno, mas importante, em Paraíso Infernal (Only Angels Have Wings), um grande sucesso de bilheteria estrelado por Cary Grant e Jean Arthur.

Cohn começou a ver Rita Hayworth, como sua primeira estrela (o estúdio nunca teve oficialmente grandes estrelas sob contrato, com exceção de Jean Arthur, que estava tentando sair do seu contrato com a Columbia).

A guinada no sucesso

No ano seguinte, Harry Cohn, começou a construir Rita Hayworth, usando-a em filmes como Melodias do Meu Coração (Music in My Heart), Protegida do Papai (The Lady In Quenstion) e Anjos da Broadway (Angels Over Broadway).

Mas sua sorte só começou realmente a mudar quando foi emprestada à MGM para fazer o terceiro papel feminino de Uma Mulher Original (Susan and God, 1940), de George Cukor, drama estrelado por Joan Crawford e Fredric March.

No ano seguinte, novo empréstimo, agora para a Warner Bros., onde foi o segundo nome feminino em Uma Loira com Açúcar (The Strawberry Blonde, 1941), comédia de Raoul Walsh, com James Cagney e Olivia de Havilland. Um sucesso de bilheteria, que deu grande popularidade para Rita Hayworth, que imediatamente se tornou uma das mais quentes de Hollywood.

A Warner ficou tão impressionada com ela, que tentou comprar seu contrato da Columbia, mas Harry Cohn se recusou a libera-la.

Mais sucesso

Ainda em 1941, seu sucesso na Warner Bros. levou-a a ser emprestada à Fox, para interpretar Dona Sol na superprodução Sangue e Areia (Blood and Sand), drama de Rouben Mamoulian, estrelado por Tyrone Power e Linda Darnell. Este filme lançou-a como o símbolo sexual por excelência de toda aquela década.

Nos anos que se seguiram, Rita brilhou em musicais da Columbia, como Ao Compasso do Amor (1941), Bonita Como Nunca (1942), ambos com Fred Astaire e Modelos (1944), com Gene Kelly, firmando-se como uma das maiores dançarinas das telas e a maior estrela romântica dos anos 1940. Porém, a chegada do sucesso profissional coincidiu com a crise em seu casamento, que acabou em divórcio em 1942.

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A fama de maior estrela da década e de uma das mulheres mais desejadas e famosas do mundo consolidou-se ao estrelar, no auge de sua beleza, o clássico noir Gilda (1946), de Charles Vidor, ao lado de Glenn Ford, com quem já atuara antes em Protegida do Papai (1940), também de Vidor.

Declínio

O marcante, ainda que brevíssimo, strip-tease de Rita ajudou a engrossar a enorme bilheteria que o filme recebeu em todo o mundo. Gilda, o filme mais importante de sua carreira, também marcou o início de seu lento declínio em Hollywood.

Assim como, na frase precisa da campanha publicitária, “nunca houve uma mulher como Gilda”, assim também nunca mais Rita conseguiu repetir esse êxito, apesar de ter continuado a trabalhar em produções de sucesso.

Com Orson Welles, com quem se casara em 1943, Rita estrelou A Dama de Xangai (The Lady from Shanghai, 1948). O filme não agradou nem aos fãs nem à crítica, em parte porque Welles pediu-lhe que cortasse o cabelo e o pintasse de louro.

Novas apresentações

No mesmo ano, Os Amores de Carmen (The Loves of Carmen), também de Charles Vidor, reuniu-a novamente com Glenn Ford. A química funcionou outra vez e o filme foi sucesso. Em 1952, fez Uma Viúva em Trinidad (Affair in Trinidad), de Vincent Sherman, atuando pela quarta vez ao lado de Ford.

Seus dois filmes do ano seguinte foram dois grandes escândalos, pelo seus temas: Salomé (Salome, 1953), de William Dieterle, com Stewart Granger, onde fez o personagem bíblico que pediu a execução de João Batista e A Mulher de Satã (Miss Sadie Thompson, 1953), de Curtis Bernhardt, com Jose Ferrer, em que Rita interpreta uma pecadora que seduz um reverendo.

Seu último grande sucesso foi Meus Dois Carinhos (1957), de George Sidney, com Rita dividindo a cena com Frank Sinatra e Kim Novak, considerada a nova rainha da Columbia. Na hora de decidir quem encabeçaria o elenco, Sinatra resolveu a questão: “O direito de ter o nome em primeiro lugar pertence a Rita Hayworth. Ela é a Columbia Pictures e sempre será”.

Mais trabalhos

Rita ainda faria vários outros filmes, inclusive na Europa, mas seus dias de glória e sua época já eram coisa do passado. Trabalhou pela quinta vez com Glenn Ford, em O Dinheiro É a Armadilha (1966), de Burt Kennedy, e encerrou a carreira com A Ira Divina (1972), ao lado de Robert Mitchum. Coincidentemente, este último é um faroeste, como seu primeiro trabalho.

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Casamentos e morte

Rita casou-se cinco vezes: a primeira com Edward C. Judson (1937- 1942); a segunda com Orson Welles (1943-1948), com quem teve uma filha, Rebecca; a terceira com o príncipe Aly Khan (1949-1953), com quem teve princesa Yasmin Aga Khan; a quarta com o cantor Dick Haymes (1953-1955), e a última com James Hill (1958-1961).

Todos seus casamentos terminaram em divórcio. Considerada por muitos a mulher mais bonita da história do cinema, a despeito de Greta Garbo e Marilyn Monroe, a atriz definia seu insucesso no amor com a seguinte frase, que resiste à passagem do tempo: “A maioria dos homens se apaixona por Gilda, mas acorda comigo”.

Morreu na casa de sua filha, Yasmin, em Nova Iorque, aos sessenta e nove anos, vítima do mal de Alzheimer, do qual padecia desde a década de 1960, mas que só foi diagnosticado em 1980. Está sepultada no Cemitério de Holy Cross em Culver City, Califórnia.

Rita Hayworth – Melhores filmes

Segue-se abaixo, a listagem de alguns dos filmes mais famosos de Rita, onde é possível, conferir os trabalhos da atriz.

Uma Loira com Açúcar (1932)

Os autores criaram nesse filme , uma comédia iluminada, repleta de romance sentimental, que fala de um companheiro, que pensa ter sido feito de idiota”.

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Sinopse do filme “Uma loira com açúcar”- Rita Hayworth

Em Nova Iorque, no ano de 1890, Biff Grimes (James Cagney) se apaixona por uma moça da sociedade, Virginia Brush (Rita Hayworth), mas seu falso companheiro Hugo Barnstead (Jack Carson) passa-lhe a perna e acaba casando-se com ela, além de envolver Biff em seus negócios obscuros e lucrar em cima disso.

Curiosidades  do filme: Uma loira com açúcar

  • Tanto o diretor de Uma Loira com Açúcar, Raoul Walsh, quanto sua estrela James Cagney chegaram ao projeto procurando uma mudança de ritmo.
  • Cagney tinha ganhado sua fama com a Warner no início dos anos 1930 interpretando os caras durões, mas ele também tinha mostrado seus talentos em papéis mais leves e musicais.
  • Ele saiu do estúdio em 1938 com um contrato que lhe deu mais controle para escolher papéis e trouxe seu irmão mais novo William Cagney a bordo como um assistente do produção. Mas Cagney logo se viu puxado de volta aos papéis antigos e em 1940, ele queria qualquer personagem que o levasse longe dos gângsteres.
  • O crítico contemporâneo Bosley Crowther elogiou Strawberry Blonde no New York Times, chamando-o de “luxurioso, afetuoso e completamente vitorioso”.
  • Parte de sua “qualidade amável e contagiante”, ele escreveu, veio de seu elenco, outra parte veio do roteiro dos mesmos escritores de Casablanca Julius J. e Philip G. Epstein: “eles pegaram a pequena peça, One Sunday Afternoon.

Ficha Técnica do filme: Uma loira com açúcar

Título: Uma Loira com Açúcar
Título Original: The Strawberry Blonde
Ano: 1941
Direção: Raoul Walsh
Roteiro: Julius J. Epstein, Philip G. Epstein
Gênero: Comédia/Romance
Nacionalidade: Estados Unidos

Elenco

James Cagney

T. L. Grimes

Olivia de Havilland

Amy Lind

Rita Hayworth

Virginia Brush

Alan Hale

Velho William Grimes

Jack Carson

Hugo Barnstead

George Tobias

Nicholas Pappalas

Una O’Connor.

Mrs. Timothy Mulcahey

George Reeves

Harold

Creighton Hale

Secretário

Jack Mower

Limpador de estrada

Motivos para ver : Uma loira com açúcar

Esse filme hoje é reconhecido pelo American Film Institute como um dos 100 melhores romances do cinema americano, só nisso já dá para sentir a qualidade não é? Vai conseguir ficar sem assistir?

Paraíso Infernal (1939)- Rita Hayworth

Nesse filme, quando Rita Hayworth , não conseguiu interpretar muito bem a cena em que está bêbada, Hawks disse a Cary Grant para jogar um balde de água na sua cabeça, secar o cabelo dela, e apenas dizer suas falas.

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Sinopse do filme: Paraíso Infernal com Rita Hayworth

Quando o navio San Luis faz uma parada no porto de Barranca, para entregar malotes e carregar bananas, a cantora de cabaré Bonnie Lee deixa o barco por algumas horas para conhecer a cidade.

Ela encontra um bando de pilotos americanos que trabalham para um holandês warm-hearted. Ele é o dono de um hotel miserável e também da Barranca Airways, liderada por Geoff Carter. A única maneira de sair voando de Barranca é através de uma passagem a 14.000 pés acima do solo.

Como o tempo muitas vezes está tempestuoso e nebuloso, os vôos são extremamente difíceis, e vários pilotos já perderam suas vidas. Bonnie se apaixona por Geoff, que a faz lembrar de seu pai, um trapezista que trabalhou sem rede de segurança.

Ela decide deixar o barco e passar alguns dias no hotel. Mas Geoff está com medo de ficar amarrado a uma mulher. Ele quer continuar seu estilo de vida cheia de riscos.

Prêmios:

  • Foi indicado ao Oscar de 1940 nas categorias de Melhores Efeitos Especiais e Melhor Fotografia – Preto e Branco.

Curiosidades:

  • Inspirou a série televisiva de 1983, Tales of the Gold Monkey.
  • Howard Hawks lembrou que, logo após o lançamento do filme, um crítico disse “Este é o único filme que Hawks já fez que não contém nada de verdade nele”. Então o diretor escreveu uma carta ao crítico dizendo: “Exatamente tudo que está naquele filme é verdade. Eu conheci as pessoas que estão nele e tudo mais sobre elas. Mas é que nesse caso a verdade é mais estranha que a ficção.”

Ficha técnica do filme Paraíso Infernal com Rita Hayworth

Título: Paraíso Infernal
Título Original: Only Angels Have Wings
Ano: 1939
Direção: Howard Hawks
Roteiro: Jules Furthman
Gênero: Aventura/Drama/Romance
Nacionalidade: Estados Unidos

Elenco

Cary Grant

Geoff Carter

Jean Arthur

Bonnie Lee

Richard Barthelmess

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Rita Hayworth

Judy MacPherson

Thomas Mitchell

Kid Dabb

Allyn Joslyn

Les Peters

Sig Ruman

Dutchy

John Carroll

Gent Shelton

Don ‘Red’ Barry

Tex

Pat Flaherty

Mike

Lucio Villegas

Doutor

Pat Flaherty

Mike

Motivos para ver o filme de Rita Hayworth – Paraíso infernal

Porque, ele é considerado um dos melhores filmes de Howard Hawks, especialmente pelo seu retrato real da profissão dos pilotos, a sua atmosfera, e as sequências de voo. É muita adrenalina, vai perder?

Bonita Como Nunca (1942) -Rita Hayworth

Tudo começa em uma dança de casamento, que dá o que falar! Você precisa assistir e conferir.

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Sinopse do filme: Bonita como nunca com Rita Hayworth

Robert “Bob” Davis (Fred Astaire) é um bailarino americano, que está à procura de um emprego em Buenos Aires depois de perder o seu dinheiro. Xavier Cugat, um amigo de Bob o convida para dançar em um casamento, a fim de chamar a atenção do pai da noiva.

As quatro filhas de Acuña estão se preparando para o casamento da mais velha, pois segundo a tradição familiar as mais velhas se casam primeiro. A bela Maria (Rita Hayworth), que é a próxima a se casar, é notoriamente exigente com seus pretendentes.

Prêmios:

  • Foi indicado ao Oscar de 1943 nas categorias Melhor Som, Melhor Canção Original e Melhor Trilha Sonora – Musical

Curiosidades:

  • O filme é uma reformulação do musical argentino de 1941 “Los martes, orquídeas” dirigido por Francisco Múgica.

Ficha técnica do filme Bonita como nunca, com Rita Hayworth

Titulo: Bonita Como Nunca
Titulo Original: You Were Never Lovelier
Ano: 1942
Direção: William A. Seiter
Roteiro: Delmer Daves, Ernest Pagano, Michael Fessier
Gênero: Musical/Romance
Nacionalidade: Estados Unidos

Elenco

Fred Astaire

Robert

Rita Hayworth

Maria Acuña

Adolphe Menjou

Eduardo Acuña

Barbara Brown

Delfina Acuña

Adele Mara

Lita Acuña

Gus Schilling

Fernando

Isobel Elsom

Maria Castro

Leslie Brooks

Cecy Acuña

Larry Parks

Motivos para ver o filme de Rita Hayworth – Bonita como nunca

Romântico, interessante, e claro, uma ótima opção para quem gosta de desafios!

Modelos (1944) – Rita Hayworth

Esse foi o quarto filme musical de Rita Hayworth: os dois primeiros tiveram como parceiro Fred Astaire. Ainda vale dizer que, voz da atriz foi dublada para cantar, por Martha Mears.

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Sinopse do filme: Modelo, com Rita Hayworth

Uma dançarina de uma discoteca do bairro norte americano do Brooklyn ganha um concurso para posar para a capa de uma famosa revista, sem saber que o dono da mesma tinha sido apaixonado pela sua avó.

A sua vida de repente muda e ela começa a integrar-se na alta sociedade, sendo cortejada por um homem rico que mais tarde pede-a em casamento. Encantada com todo o glamour que a cerca, ela se esquece de muitas outras coisas.

Prêmios:

  • Ganhou o Óscar e 1945 na categoria Melhor Banda Sonora
  • Foi indicado nas categorias de Melhor Fotografia – Colorida, Melhor Som, Melhor Canção Original (“Long Ago and Far Away”), Melhor Direcção de Arte – Colorida

Curiosidades:

  • A Columbia deu a Kelly quase que o completo controle do filme, e muitas das ideias dele contribuíram para que a produção obtivesse um sucesso duradouro. Ele removeu muitas das paredes acústicas do palco, para que pudesse juntamente com Hayworth e Silvers dançar ao longo da rua em uma única tomada.
  • Ele também usou um truque cinematográfico para que aparentasse dançar com seu reflexo no espelho, no número “Alter-Ego Dance”, usando de “sobreposição” para dar ao seu “duplo” uma transparência fantasmagórica.
  • Gene Kelly voltaria a interpretar o personagem Danny McGuire após 36 anos, no filme Xanadu de 1980.

Ficha técnica do filme Modelo, com Rita Hayworth

Título: Modelos
Título Original: Cover Girl
Ano: 1944
Direção: Charles Vidor
Roteiro: Erwin S. Gelsey, Marion Parsonnet, Paul Gangelin, Virginia Van Upp, John H. Kafka
Gênero: Comédia/Musical
Nacionalidade: Estados Unidos

Elenco

Rita Hayworth

Rusty Parker/Maribelle Hicks

Gene Kelly

Danny McGuire

Lee Bowman

Noel Wheaton

Leslie Brooks

Maurine Martin

Eve Arden

Cornelia Jackson

Otto Kruger

John Coudair

Anita Colby

Srta. Colby

Phil Silvers

Genius

Motivos para ver o filme de Rita Hayworth – Modelo

São muitas emoções! Você irá se apaixonar ao ver esse fantástico filme!

Gilda (1946)- Rita Hayworth

Conta-se que Gilda, foi o primeiro papel dramático vivido por Rita Hayworth no cinema, e um divisor de águas em sua carreira, já que a marcou para sempre como uma “mulher fatal”.

De acordo com o The New York Times, seu desempenho foi tão impressionante que os cientistas atômicos batizaram uma bomba atômica com o nome de “Gilda” e pintaram uma imagem de Hayworth nela.

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Sinopse do filme: Gilda, com Rita Hayworth

Johnny Farrell é um vigarista em jogos de cartas que tem sua vida salva por Ballin Mundson, dono de um famoso clube noturno em Buenos Aires, que oculta um cassino, atividade proibida na Argentina naquela época, e Johnny é promovido a gerente. A situação estava indo bem, mas tudo muda ao surgimento de Gilda.

Curiosidades:

  • Gilda foi o primeiro papel dramático vivido por Rita Hayworth no cinema, e um divisor de águas em sua carreira, já que a marcou para sempre como uma “mulher fatal”.
  • Orson Welles, por ser casado com Hayworth,contou a uma entrevista, com a biógrafa Barbara Leaming: “Rita costumava voar com crises de raiva o tempo todo, mas o mais angustiante foi quando ela descobriu que eles iriam colocá-la na bomba atômica. Quase enlouquecida, ela estava tão zangada. Ela queria ir para Washington para realizar uma conferência de imprensa, mas Harry Cohn não a deixaria porque seria antipatriótico. “
  • Gilda foi exibido em competição no Festival de Cannes de 1946, a primeira vez que o festival foi realizado.
  • Em 2013, o filme foi selecionado para a preservação no registro nacional de filme dos Estados Unidos pela Biblioteca do Congresso como sendo “cultural, historicamente ou esteticamente significativo.”

Ficha técnica do filme Gilda, com Rita Hayworth

Título: Gilda
Título Original: Gilda
Ano: 1946
Direção: Charles Vidor
Roteiro: E.A. Ellington, Marion Parsonnet, Jo Eisinger, Ben Hecht
Gênero: Drama/Noir/Romance
Nacionalidade: Estados Unidos

Elenco

Rita Hayworth

Gilda

Glenn Ford

Johnny Farrell/narrador

George Macready

Ballin Mundson

Joseph Calleia

Detetive Maurice Obregon

Steven Geray

Tio Pio

Joe Sawyer

Casey

Gerald Mohr

Capitão Delgado

Robert E. Scott

Gabe Evans

Donald Douglas

Thomas Langford

Lionel Royce

Alemão

George J. Lewis

Huerta

Motivos para ver o filme de Rita Hayworth – Gilda

Se você gosta de filmes quentes, essa e uma das qualidades desse filme. Gilda chegou a ser considerado, um dos filmes mais eróticos daquela época.

A Dama de Shanghai (1947)- Rita Hayworth

As filmagens  desse filme, ocorreram em 1946, mas seu lançamento nos cinemas foi apenas no ano seguinte. Isto aconteceu porque Harry Cohn, chefe da Columbia Pictures, ordenou seu adiamento por considerar que A Dama de Shanghai arruinaria a carreira de Rita Hayworth.

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Sinopse do filme: A dama de Shanghai com Rita Hayworth

Narrado e protagonizado por Michael O’Hara, envolvido em um caso escabroso com uma loira misteriosa. Elsa ‘Rosalie’ Bannister foi salva de um grupo de ladrões pelo jovem Michael. Como agradecimento, ela o convida para trabalhar no iate de seu milionário marido. Michael aceita o emprego, mas não pelo dinheiro, e sim para ficar mais próximo de Elsa.

Curiosidades:

  • A decisão de Orson Welles em fazer com que sua esposa Rita Hayworth cortasse seus longos cabelos e os pintasse de loiro para o filme gerou grande polêmica na época, sendo apontado como um dos motivos do filme ter fracassado nas bilheterias.
  • O iate visto em cena pertencia ao ator Errol Flynn, que navegava com ele nos intervalos das filmagens. Flynn também aparece em uma pequena ponta, como um dos figurantes na cena do restaurante.
  • Embora A Dama de Shanghai tenha recebido muitas críticas, o filme cresceu em estatura ao longo dos anos, e muitos críticos atuais têm louvado sua estética e trabalho de câmera.
  • O filme foi considerado um desastre na América no momento do seu lançamento, embora a cena final em um corredor de espelhos tenha se tornado uma das grandes pérolas do cinema noir. Pouco depois do lançamento, Welles e Hayworth finalizaram seu divórcio.

Ficha técnica do filme: A dama de Shanghai, com Rita Hayworth

Titulo: A Dama de Shanghai
Titulo Original: The Lady from Shanghai
Ano: 1947
Direção: Orson Welles
Roteiro: Sherwood King, Orson Welles, William Castle, Charles Lederer, Fletcher Markle
Gênero: Drama/Crime/Noir
Nacionalidade: Estados Unidos

Elenco

Orson Welles

Michael O’Hara

Rita Hayworth

Elsa Bannister

Everett Sloane

Arthur Bannister

Glenn Anders

George Grisby

Ted de Corsia

Sidney Broome

Erskine Sanford

O juiz

Gus Schilling

Goldie Goldfish

Carl Frank

Advogado Galloway

Louis Merrill

Jake

Evelyn Ellis

Bessie

Philip Van Zandt

Policial

Edward Peil Sr.

Guarda

Motivos para ver o filme de Rita Hayworth – A dama de Shanghai

Embora tenham muitas criticas com respeito a esse filme, existe também o lado misterioso dele, que não deixa de ser curioso e interessante para quem assiste. Na verdade, as divergências, ocorreram mais por conta dos produtores, que não se simpatizaram com alguns preparos para a produção. Portanto, se quer conferir, é melhor assistir!

Fim

Se você conferiu conosco, mais um catálogo, trazendo  Rita Hayworth e seus melhores filmes, fique atento pois teremos muito mais, para compartilhar com você! No entanto, caso desejar dar uma olhada nesse link, verá diversas opções já disponíveis, onde  você poderá, assistir e se divertir!

Um grande abraço, e até breve!

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