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Ser a favor de cotas de tela é ser contra o cinema e sua arte

Vivemos em uma sociedade de livre concorrência, todos tem direito e podem criar seus próprios negócios e lucrar ou não com eles.

Como em todo país civilizado, existem mercados internos e mercados externos, que distribuem seus produtos ao público geral. Mas o que acontece se o produto interno não estiver lucrando o esperado, e o externo for de interesse geral?

Deve haver uma intervenção estatal para que o produto interno se torne mais interessante? Bem, essa é a lógica proposta pela maioria dos cineastas brasileiros revoltados com Vingadores: Ultimato ter mais salas de cinema que De Pernas Pro Ar 3.

Além disso, veja nossa outra matéria sobre o assunto: https://cineramaclube.com.br/produtores-nacionais-exigem-cota-apos-perderem-espaco-pra-vingadores/

A falta de senso dos cineastas

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Vamos começar por uma lógica básica, sobre oferta e demanda: quanto maior a demanda de pessoas que querem assistir Vingadores: Ultimato, maior será a oferta desse filme nas sessões de cinema.

A questão não gira em torno da síndrome de vira-lata do brasileiro, e sim de noções básicas de serviços.

É fato, nenhuma distribuidora de cinema irá sair no prejuízo podendo mudar essa situação.

Imagine que um cinema, possui 20 salas ao todo em seu espaço vigente. Agora, pense que existam 8 salas lotadas para Vingadores: Ultimato, e o resto para filmes diversos, sendo que centenas de pessoas ficaram na fila esperando por mais ingressos. Obviamente, se ainda ocorrer uma demanda alta de público para o filme, mais salas se disponibilizarão para o mesmo.

É irracional pensar que o cinema deve deixar de lucrar por seus serviços, mantendo salas meio vazias de um produto nacional, ao invés de lotar sessões com outro produto.

Cotas para filmes nacionais

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A lei de cotas de telas para produções nacionais esse ano ainda está para ser aprovada pelo presidente Jair Bolsonaro. Se for aprovada, podemos imaginar a situação: pessoa A quer ver o filme A, mas as sessões estão lotadas e restaram sessões pro filme nacional B. Provavelmente, ela não verá o filme B e ainda deixará de contribuir para o cinema.

Além disso, o cinema estará restringindo a pessoa A a ter o seu direito de assistir o que quiser.

Existem produções estrangeiras, que adiaram seus filmes por causa de Vingadores: Ultimato, porque sabiam que é um dos filmes mais aguardados da história. Ignorar esse fato, e simplesmente marcar a sua produção nacional perto de tal data, e dizer que deve haver uma restrição de filmes estrangeiros, é uma total ofensa á sétima arte. Pior ainda, isso se trata de uma ofensa á liberdade do indivíduo em si, e de sua preferência.

Ademais, se há um clamor pelas cotas a favor da sua produção, porque ela está perdendo o espaço, você admite que ela não possui tanta qualidade para atrair o público.

Incoerências

Ao mesmo tempo que, se baseando ainda na lei da oferta e demanda, se você restringe sessões de outros filmes, e as salas para as produções nacionais permanecerem vazias, a empresa não vai ignorar o prejuízo. Esse prejuízo refletirá nos valores dos ingressos, que aumentarão e afastarão mais ainda o público do filme. Ou seja, empresa e cineastas nacionais se afundam no prejuízo, o público fica insatisfeito e todos saem perdendo.

Então, cineastas brasileiros, preservem o nosso cinema. Não se atentem ao sucesso alheio, e sim tentem fazer o próprio.

O Brasil é um país amante da sétima arte, e merecemos um tratamento melhor e menos intervenções estatais nos serviços que nos são oferecidos.

Vingadores: Ultimato e De Pernas Pro Ar 3 estão em cartaz nos cinemas brasileiros.

Comments (5)

  • Vai escrever um post desse pelo menos se preocupe em pesquisar as coisas melhor “essa é a lógica proposta pela maioria dos cineastas brasileiros revoltados com Vingadores: Ultimato ter mais salas de cinema que De Pernas Pro Ar 3” a revolta não é Vingadores ter mais sala que o filme Brasileiro, ele teria de qualquer jeito e nem precisa ser “”””””o lançamento da década””””” Shazam já teria. É apenas pessoas querendo que um filme não monopolize o mercado inteiro. “Ain oferta e demanda”, aí eu pergunto, a demanda deve ser gigante assim nos EUA também né? E por que Vingadores lá não chega a ocupar nem 20% das salas do país? Não é curioso? O diretor de Cine Holliúdy disse que estava lotando as salas no Ceará (ou seja, tem demanda), mas mesmo assim perdeu duas salas pra Shazam! por algo que você não coloca nessa continha pq não entende do mercado nacional, algo chamado lobby, pressão dos grandes estúdios. Se a Warner faz pressão nos exibidores imagina a Disney. Cê ficou sabendo que eles obrigaram exibidores a voltar com Capitã Marvel para os cinemas com a ameaça de não deixar passar Ultimato lá, pois é, isso acontece nos EUA imagina num mercado desamparado como o nosso, vão deitar e rolar.

    Aí na sua bio “apoiador da indústria cinematográfica nacional” nossa não parece, principalmente quando você dá a entender que o público não se interessa por conta da qualidade do cinema nacional ora porra a gente tá falando de filme da Marvel né, 2/3 deles não prestam, não é sobre qualidade essa discussão. Porque tudo o que o mercado nacional não precisa é de gente que não tem empatia pelos filmes do próprio país. Ninguém quer que De Pernas bata de frente com Vingadores (assim como n bateu de frente com O Hobbit e Crepusculo Amanhecer 2 na época do lançamento do segundo filme), a gente só quer que o filme possa ter espaço também porque ele tem seu público como o 1 teve e como o 2 teve. E nem é necessariamente sobre esse filme em questão, mas desde que o juiz derrubou a lei anti monopólio no fim do ano passado, práticas como essa serão comuns com blockbusters hollywoodianos.

    Os seus exemplos são ridículos, cara, “Além disso, o cinema estará restringindo a pessoa A a ter o seu direito de assistir o que quiser.” mano, a gente não tá falando de duas salas de cinema, a gente tá falando de um complexo que pode ter 10 ou mais salas e destina apenas UMA pra produções nacionais se digladiarem nos horários, serio que é essa UMA FUCKING SALA que estará restringindo a pessoa A de ter o seu direito de assistir o que quiser? PQP. Vocês estão defendendo o direto do consumidor de só ter uma opção pra assistir, que é o que tá acontecendo em muitas cidades hoje no Brasil. Cadê o direito da mãe de família que quer ver De Pernas Pro Ar e não pode porque só tem Vingadores na cidade dela? Certamente essa demanda existe, o filme já tinha feito 1 milhão de público e os dois primeiros lucraram bem.

    Você acha que AVATAR, a maior bilheteria da história, precisou fechar 90% das salas do país pra fazer o sucesso que fez aqui? Não. A França tem mecanismo anti monopólio, a Índia, China também tem. Se nem nos EUA, O MAIOR MERCADO DE VINGADORES, eles não chegam a 20% das salas, você quer mesmo convencer que se trata simplesmente oferta x demanda?

  • Vai escrever um post desse pelo menos se preocupe em pesquisar as coisas melhor “essa é a lógica proposta pela maioria dos cineastas brasileiros revoltados com Vingadores: Ultimato ter mais salas de cinema que De Pernas Pro Ar 3” a revolta não é Vingadores ter mais sala que o filme Brasileiro, ele teria de qualquer jeito e nem precisa ser “”””””o lançamento da década””””” Shazam já teria. É apenas pessoas querendo que um filme não monopolize o mercado inteiro. “Ain oferta e demanda”, aí eu pergunto, a demanda deve ser gigante assim nos EUA também né? E por que Vingadores lá não chega a ocupar nem 20% das salas do país? Não é curioso? O diretor de Cine Holliúdy disse que estava lotando as salas no Ceará (ou seja, tem demanda), mas mesmo assim perdeu duas salas pra Shazam! por algo que você não coloca nessa continha pq não entende do mercado nacional, algo chamado lobby, pressão dos grandes estúdios. Se a Warner faz pressão nos exibidores imagina a Disney. Cê ficou sabendo que eles obrigaram exibidores a voltar com Capitã Marvel para os cinemas com a ameaça de não deixar passar Ultimato lá, pois é, isso acontece nos EUA imagina num mercado desamparado como o nosso, vão deitar e rolar.

    Aí na sua bio “apoiador da indústria cinematográfica nacional” nossa não parece, principalmente quando você dá a entender que o público não se interessa por conta da qualidade do cinema nacional ora porra a gente tá falando de filme da Marvel né, 2/3 deles não prestam, não é sobre qualidade essa discussão. Porque tudo o que o mercado nacional não precisa é de gente que não tem empatia pelos filmes do próprio país. Ninguém quer que De Pernas bata de frente com Vingadores (assim como n bateu de frente com O Hobbit e Crepusculo Amanhecer 2 na época do lançamento do segundo filme), a gente só quer que o filme possa ter espaço também porque ele tem seu público como o 1 teve e como o 2 teve. E nem é necessariamente sobre esse filme em questão, mas desde que o juiz derrubou a lei anti monopólio no fim do ano passado, práticas como essa serão comuns com blockbusters hollywoodianos.

    Os seus exemplos são ridículos, cara, “Além disso, o cinema estará restringindo a pessoa A a ter o seu direito de assistir o que quiser.” mano, a gente não tá falando de duas salas de cinema, a gente tá falando de um complexo que pode ter 10 ou mais salas e destina apenas UMA pra produções nacionais se digladiarem nos horários, serio que é essa UMA FUCKING SALA que estará restringindo a pessoa A de ter o seu direito de assistir o que quiser? PQP. Vocês estão defendendo o direto do consumidor de só ter uma opção pra assistir, que é o que tá acontecendo em muitas cidades hoje no Brasil. Cadê o direito da mãe de família que quer ver De Pernas Pro Ar e não pode porque só tem Vingadores na cidade dela? Certamente essa demanda existe, o filme já tinha feito 1 milhão de público e os dois primeiros lucraram bem.

    Você acha que AVATAR, a maior bilheteria da história, precisou fechar 90% das salas do país pra fazer o sucesso que fez aqui? Não. A França tem mecanismo anti monopólio, a Índia, China também tem. Se nem nos EUA, O MAIOR MERCADO DE VINGADORES, eles não chegam a 20% das salas, você quer mesmo convencer que se trata simplesmente oferta x demanda?

    • Fez esse texto gigante, e só bostejou. Mas beleza! É seu direito. Só que, por gentileza, poderia citar as fontes do seus cálculos, quero saber como você chegou no cálculo de 20% nos EUA.

      Agora a real: O público de “De Pernas Pro Ar 3”, não se compara ao público de Vingadores 4 (só EM SONHO), até porque, se você esteve dormindo, durante a pré-venda, os sites caíram no Brasil e nos maiores provedores internacionais como Fandango ,AMC Theaters e um outro aí. As sessões se esgotaram em 1 minuto em alguns cinemas (principalmente salas IMAX). Agora o fato é: Todo mundo queria ver o filme, e automaticamente, correram para outras sessões (especiais e normais). Inclusive, sessões em que o ingresso custa R$80,00 a inteira, lotaram para a pré-estreia (00h01). Pode ter certeza, que muita gente ainda não conseguiu ver o filme, por diversos fatores (desde falta de grana, até não ter lugar disponível nas sessões desejadas). Atualmente as salas especiais, como IMAX, ainda estão lotando. Então, pequeno gafanhoto, existe um PÚBLICO ENORME, querendo ver o filme e nem todos se importam com salas especiais, apenas querem desfrutar de um filme (um dos mais aguardados por sinal) em qualquer sala. Então, isso é LEI DA OFERTA X DEMANDA. É ABSOLUTAMENTE NORMAL, com o público que deseja assistir Vingadores, que complexos “gigantescos”, com mais de 10 salas, reproduzam o filme em ~95% das salas. Estamos na 2ª semana do filme, e ele continua lotando salas. Eu mesmo gostaria de assistir 4DX e vou ter que aguardar a 3ª semana.

      Isso não é monopólio, isso é um fato. Existiu um grande caminho até aqui. O cinema nacional, ao invés de querer apelar pra mimimi, deveriam ter prestado atenção nas escolhas que faziam. Este filme estava com hype até mesmo antes de lançar o trailer. Era um filme aguardado desde 2018.

      Até a Disney, atrasou a pré-venda de Vingadores 4 para conseguir faturar um pouco mais e/ou concluir alguma meta em Capitã Marvel. Pois só pra constar, a pré-venda de Vingadores: Guerra Infinita começou no dia 22 de abril, 2018 =D! (e por esse período, o twitter já ficou louco, ansiosamente aguardando).

  • A defesa de cotas para filmes nacionais é de um corporativismo com retoques de autoritarismo absurdo. Abram um cinema e passem o filme que quiserem, até lá, respeitam a escolha dos consumidores e a propriedade privada.

  • Só fazem filme porcaria e querem que as pessoas gastem 30 no minimo pra ver. Vão sonhando, não é obrigando ao cinema exibir que vou ver, não tem ingresso pro filme que quero pq a sala ta com filme nacional, viro as costas e vou embora, quem fica com o prejuizo é o dono do cinema.

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