Tag: Cinerama

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Crítica | Tolkien

John Ronald Reuel Tolkien, ou simplesmente J. R. R. Tolkien, como é mais conhecido, é considerado o pai da moderna literatura fantástica. Isso se deve a grande popularidade de suas criações literárias, como O Hobbit Senhor dos Anéis; livros conhecidos mundialmente e que se tornaram marcos na literatura fantástica. Mas…como foi a vida de Tolkien? De onde ele tirava inspiração para criar as suas obras? É tentando responder à estas questões que a cinebiografia do escritor chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 23 de maio, em circuito nacional.

Leia também >>> Crítica | John Wick 3: Parabellum

Tolkien, aborda basicamente a infância e a juventude do escritor. Apesar disso, o filme se inicia na Primeira Guerra Mundial, conflito do qual Tolkien participou. E é ali, no calor da batalha, onde em meio ao caos, o criador fica em segundo plano para dar lugar a um homem que transporta o espectador de volta ao passado, para contar através de suas lembranças, como tudo começou.

O público é apresentado então, a John, um garoto que se torna órfão, e é adotado por uma aristocrata inglesa, que mantém um lar adotivo. Em sua nova realidade, John tenta se adaptar às mudanças, e conhece Edith, que também vive ali, e por quem o garoto viria a se apaixonar. Logo John começa a frequentar a prestigiada escola local, e é recebido com hostilidade no início por outros garotos, especialmente por Gilson, filho do diretor do colégio. Após uma briga, Jhon e Gilson são obrigados a conviver por mais tempo juntos, e acabam dando início a uma bela amizade, à qual se juntarão Geoffrey e Sam, alunos do colégio, e amigos de longa data de Gilson.

Conforme a amizade dos garotos vai se tornando mais sólida, os os mesmos vão traçando planos para o futuro, trocando confidências, e jurando amizade eterna, numa espécie irmandade, que inspira lealdade e parceria, o que rende bons momentos.

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? Fox Searchlight / Divulgação

Os quatro garotos dão lugar à quatro jovens, que dividem anseios e o desejo de entrarem para as prestigiadas universidades londrinas. Nesse arco da história, é introduzida a paixão de John por línguas, que fica evidente através de cenas onde John, interpretado nesta fase por Nicholas Hoult, anda às voltas com dialetos imaginários. A relação com Edith (Lilly Collins) se intensifica, e ambos se apaixonam.

Praticamente em todo o filme, está estampada a elegância e o requinte londrinos. A junção da fotografia, figurino e direção de arte, trazem uma atmosfera distinta, destacada através de xícaras de chá e peças tocadas ao piano, bem ao estilo das produções da BBC. A delicadeza e a poesia são características notáveis no filme, seja por meio da trilha sonora, quase “etérea”, conduzida naturalmente e de forma bastante agradável através das cenas, ou por meio da presença constante do elemento fantástico, retratado através da imaginação fértil de John, inclusive nas cenas da guerra, onde colunas de fumaça viram dragões enormes e ameaçadores. Por falar nisso, o fantástico se mostra essencial para John, já que sua rica imaginação claramente o ajuda a improvisar um “escape” da realidade cruel da batalha.

Nicholas Hoult e Lilly Collins estão muito bem como John e Edith. Atuam de maneira simpática, e ajudam o roteiro, que oscila entre o enxuto e o levemente cansativo. O filme é dirigido por Dome Karukoski, que tem apenas quatro filmes no currículo, sendo que nenhum merece ser citado…até agora.

Tolkien, no fim das contas, é sobre amizade, amor, e a forma como a arte e a imaginação podem transformar inteiramente uma vida. Um filme que talvez não tenha tanto destaque, mas se destaca por sua tímida beleza, em todos os sentidos.

Assista ao trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=I60-KNyabNg
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Crítica | John Wick 3: Parabellum

Keanu Reeves está de volta no terceiro capítulo como o alvo mais temido pelos associados da Alta Cúpula. John Wick 3: Parabellum foi a principal estréia da semana, chegando a obter 98% de aprovação pelo site de avaliações Rotten Tomatoes (nos primeiros dias).

Veja também: Liga da Justiça: Black Suit edition apresenta seu primeiro trailer

No terceiro filme realizado por Chad Stahelski – subtitulado de Parabellum – inicia-se a caçada para capturar a cabeça de Wick. Como resultado, uma recompensa de US$ 14 milhões.

O que é “parabellum” ?

O termo foi usado pelo autor romano Públio Flávio Vegécio Renato, durante a época de grande poder do Império Romano (séculos IV e V). Usado, portanto, para táticas de guerra. “Se vis pacem, para bellum” (latim), significando, “se queres a paz prepare-se para a guerra”.

Agora que o período da “graça , concedido por Winston (Ian McShane), acabou, John terá que passar pelo submundo e vencê-lo.

Ao fim do segundo capítulo Winston deu a Wick uma hora “de graça”, antes de ser efetivamente excommunicado. Ou seja, banido. Ao começo do terceiro filme, o relógio já conta somente 20 minutos.

Nesse período John pode receber qualquer ajuda, inclusive dos que prestam serviço à Alta Cúpula. Então ele se vê numa fuga, numa Nova York chuvosa, onde surgem caçadores de todos os lados. Diante disso, ele vai em busca de ajuda e munição nos lugares do submundo que têm fidelidade com a Cúpula.

Aqui o espectador descobre um pouco do passado de John. Como por exemplo, seu verdadeiro nome, onde iniciou seu preparo e onde provavelmente obteve sua tatuagem icônica.

O cenário nesta parte introduz um dos momentos com mais falas e menos ação na projeção. É também onde Anjelica Huston está, sem dúvidas, impecável.

O detalhe de haver mais conversas, traz mais foco para o enredo, já que as lutas em si podem deixar certo desgaste se for muito sequenciadas, porém menos atraente. Já que o público quer ver é a dança de ação pesada guiada por Wick.

Por outro lado, o longa-metragem lembra que uma ação tem consequências. No caso do protagonista, ele percorre nessa linha de enfrentar o que causou e tenta reparar primeiramente com uma conversa, depois com socos, facas e tiros.

Parabellum é interessante em esclarecer mais sobre o submundo da Alta Cúpula. Fazendo a platéia entender que não é somente o Continental que serve como extensão da Cúpula. Em meio à busca de Wick por uma redenção (solicitar o cancelamento do banimento e, consequentemente, da caçada), ele adentra outro território de associados. É no Casablanca, uma espécie de Continental marroquino, que Halle Berry aparece perigosamente.

John Wick continua o mesmo apresentado no primeiro longa, De Volta ao Jogo (2014). Exausto, ainda com menos ajuda, porém imbatível.

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? Niko Tavernise / Lionsgate

Nada impede o cara. Wick possui uma espécie de fagulha a lembrá-lo da perda da esposa e de incômodos conseguintes (primeiro longa) e da dívida com a organização criminosa (segundo longa). Mesmo exausto, confuso e sozinho ele volta ao modo boogeyman.

O personagem-título tem uma raiva contida e justificável diante do que ele não gostaria de praticar. E o mesmo sempre volta a preparação, à ida ao sótão e a rever suas munições. No caso de Parabellum, ele não tem armas de prontidão, mas consegue atravessar o submundo com as melhores pancadarias coreografadas.

Aliás, falta de munição nunca é um problema para Wick. Depois de usar um lápis, sua habilidade é mais uma vez mostrada ao alterar várias armas em uma só e utilizar seu cinto e um livro como alternativas.

O diretor Chad Stahelski só tem evoluído em seu trabalho intenso e épico ao lado de Reeves. Curiosamente, Chad era quem fazia o dublê de Keanu na trilogia Matrix. Sem dúvidas, isso não é mais necessário. Keanu atingiu uma habilidade simbólica para dispensar dublês. 90% de Parabellum é pura contribuição física do próprio ator.

Wick, o Baba Yaga, surpreende e silencia os cinemas em suas cenas finais, mas ele deve voltar para um quarto capítulo com muita fúria e um contrato em aberto com o submundo.

John Wick 3: Parabellum parece dividir sua projeção em três partes: lutas sem armas, enredo e lutas com armas. O roteiro é bem difuso, mas as lutas servem em cheio a fome por elas.

Assista ao trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=IaCjKkrAW4k


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Não estamos sós – 5 filmes sobre Óvnis

O universo é imenso e seria muita prepotência de nossa parte acharmos que somos seus únicos habitantes. Mas fica o questionamento: será que há vida inteligente lá fora? Caso sim, será que nos comunicamos com estes seres? Ou os relatos, os avistamentos, os indícios e achados arqueológicos estranhos e instigantes, não passam de um imaginário mais que fértil? Apenas por uma necessidade absurda de explicar os mistérios do mundo exterior.

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Cena final do filme “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, de Steven Spielberg.

Muitas perguntas sem respostas, e algumas respostas guardadas à sete chaves envolvidas em meio a muitos segredos. Confira cinco filmes que responderão várias dúvidas, mas que colocarão aquela pulga atrás da orelha… Afinal, estamos sozinhos?

1) Fogo no céu (1993), de Robert Lieberman

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Cena do filme “Fogo no Céu”, de Robert Lieberman.

Baseado na suposta abdução de Travis Walton, em 1975, que estarreceu os EUA.
Um grupo de lenhadores estava a voltar para casa quando, de repente, uma luz estranha lhes chama a atenção. Travis, que fazia parte do grupo, sai do carro para checar o que estava acontecendo e, ao chegar próximo, a luz se intensifica e Travis some. Os amigos, assustados, vão até a polícia tentar explicar o que ocorrera – um processo de homicídio é aberto e investigações ocorrem. Cinco dias depois, Travis retorna extremamente abalado, contando cada detalhe de sua abdução, tornando-se um dos casos ufológicos mais bem documentados da história.

2) Super 8 (2011), de J. J. Abrams

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Cena do filme “Super 8”, de J. J. Abrams

Um grupo de amigos, amantes do cinema, ao tentarem gravar um curta metragem, captam um acidente estranho de trem, que mobiliza o exército e forças policiais locais. Ao longo dos dias, desaparecimentos e fenômenos bizarros passam a atormentar a pequena cidadela de Lillian, levantando a dúvida entre os amigos: tudo de estranho que está acontecendo, tem a ver com seres extraterrestres? A resposta é sim, e eles vão descobrir da pior maneira possível.

3) Contatos imediatos do terceiro grau (1977), de Steven Spielberg

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Cena do filme “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, de Steven Spielberg.

Clássico de Steven Spielberg, Contatos narra a história de Roy Neary (Richard Dreyfuss), pai de família que teve o famigerado contato imediato. Logo após isso, não consegue esquecer do evento traumático, levando sua família à loucura e tentando provar sua veracidade.

4) Estranhas criaturas (1998), de Dean Alioto

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Crna do filme “Estranhas Criaturas”, de Dean Alioto.

No estilo Found Footage, o longa de Alioto narra a história de uma família que, em pleno dia de Ação de Graças, se vê ameaçada por seres extraterrestres. O estilo de filmagem dá ao longa uma estética própria, sensação de urgência e perigo.

5) MIB: Homens de preto – Internacional (2019), de F. Gary Gray

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Trailer do filme MIB IV. Junho nos cinemas.

A personagem de Tessa Thompson teve uma experiência com extraterrestres na infância e não teve sua memória apagada. Em busca de respostas, entrará para a Men in black, descobrindo coisas além do que imaginava.

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Cena do filme “MIB IV”, de F. Gary Gray.

MIB IV será lançado em 13 de Junho no Brasil. Além de Tessa Thompson, contaremos com as atuações de Liam Neeson, Rebecca Ferguson, Chris Hemsworth e grande elenco.

Se há ou não vida inteligente lá fora, o importante é buscarmos conhecimento. E aí, você acredita?

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Crítica | Cemitério Maldito

Cemitério Maldito é uma obra literária do escritor Stephen King. Depois de sua primeira adaptação para o cinema feita em 1989, dirigida por Mary Lambert, um remake acaba de estrear para felicidade dos fãs, sendo um dos filmes mais aguardados do ano.

A história retrata a mudança de uma família para o campo, a qual descobre que perto do novo lar existe um cemitério indígena, que carrega uma lenda sobre poder ressuscitar os mortos ali enterrados.

O longa é dirigido pela dupla Kevin Kölsch e Dennis Widmyer, que fizeram um bom trabalho, mas como toda adaptação de obra para o cinema teve lá seus problemas. Faltou a singularidade que sempre é trabalhada nas obras de King, não explorando muito a ideia de divertimento e ao mesmo tempo a contribuição do próprio terror. Tinha tudo para dar certo, diretores com muita experiência na área e atores que nos cativam do começo ao fim, mas o roteiro saiu dos padrões do livro deixando clara a falta de muitos aspectos importantes não presentes no cenário criado.

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Paramount Pictures.

Um dos principais personagens é o doutor Louis Creed (Jason Clarke), que se muda com sua família para Ludlow e consequentemente são vizinhos do cemitério indígena. A base do foco é quando ele começa a descobrir melhor sobre a história do território em que estão morando, graças ao seu vizinho Jud (John Lithgow), Louis descobre que o solo deste cemitério pode ressuscitar os mortos, mas não da maneira positiva do “jogo”, ou seja, morto às vezes é melhor do que vivo.

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Paramount Pictures.

O mais decepcionante é ver a falta de exploração na adaptação da história. Na investigação dos fatos, por exemplo, vemos várias cenas trazendo o mistério e a busca para saber mais sobre o próprio cemitério maldito, mas ele não usa flashbacks, entusiasmo ou mesmo a propagação do suspense que até faz a adaptação de Lambert ser melhor no quesito, infelizmente não conseguindo nutrir os recursos que o livro tanto nos dá.

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Paramount Pictures.

Por mais que o roteiro de Buhler tenha sido alterado, ele apenas se dá ao trabalho de mudar o foco do desfecho, mas todos queriam uma cena pós-créditos, uma forma de indício de continuação do filme, porém para infelicidade dos fãs isso não ocorre.

Mesmo tendo a falta de roteiro, Kölsch e Widmyer exercem bem seus trabalhos como um cartão de visita para futuros projetos. Trazendo mise-en-scène, os dois defendem bem sua preferência de algo tradicional e não computadorizado – o truque do trabalho é a utilização dos efeitos sonoros carregados de propósito, sem dúvidas um exemplo excelente na construção da temática.

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Paramount Pictures.

O elenco é bem estruturado e nos cativa de forma que prende a atenção, principalmente a esposa de Louis, Rachel (Amy Seimetz), tanto como uma vítima como mãe ela não é mais a mesma depois do que ocorre com Ellie (Jeté Laurence), esse conflito do casal entre o pai querer trazer Ellie e a nova filha para a mãe, Seimetz consegue entregar seus sentimentos em vida para Rachel.

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Paramount Pictures.

O mais interessante e revelador é no final um ótimo cover da icônica canção Pet Sematary pela banda Glam Punk Starcrawler. No final das contas Cemitério Maldito é uma nova adaptação de apresentação ao novo público e para que as pessoas comecem a ter uma noção das obras de Stephen King, fazendo mais uma das suas popularidades aumentar e logo voltando para seu descanso debaixo da terra.

Às vezes morto não é melhor ou pior: apenas não faz diferença.

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Teoria diz que o Maestro pode estar chegando ao MCU

Vingadores: Ultimato colocou vários personagens clássicos dos quadrinhos em uma batalha épica. Além disso, o filme apresentou o reino quântico e deu início ao multiverso do MCU; Ultimato também pode ter nos dado uma versão maligna do Hulk.

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Em Ultimato, Bruce Banner se uniu ao Hulk criando uma nova personalidade, conhecida como o professor Hulk. Combinando a inteligência de Banner e a força do Hulk, o vingador usou a manopla para restaurar o mundo do jeito que era, este feito lhe custou o braço direito.

Banner sofreu grandes perdas, e levando em conta as portas abertas do multiverso, isso poderá nos dar uma versão cinematográfica do Maestro.

O Maestro foi criado em 92 por Peter David e George Perez; Ele veio de um futuro alternativo onde uma guerra nuclear destruiu todos os super-heróis. Hulk passa a absorver radiação em grande quantidade, e isso o deixa cada vez maior e mais poderoso. Juntando grandes porções de radiação e décadas de ressentimento pela péssima forma que foi tratado pela humanidade, Hulk enlouquece e assim surge o Maestro.

O Maestro governa o que sobrou da humanidade com mãos de ferro. Até que um grupo de rebeldes usam uma máquina do tempo para que o professor Hulk, vá ao futuro para salvá-los.

Já que as linhas do tempo estão divergindo no MCU; Um desses futuros alternativos, pode de alguma forma envolver o Maestro.

A Marvel confirmou que a exposição de Loki à joia da Mente, revelou os lados mais obscuros de sua personalidade. Assim sendo, ao experimentar brevemente o poder das joias do infinito e descobrir que o poder dessas jóias existem em níveis atômicos; Poderia em alguma realidade alternativa desencadear os fatores que criaram o Maestro.

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O fato de que Bruce Banner sofrer de Transtorno dissociativo de identidade, fez dele o personagem mais imprevisível da Marvel. Ele pode despertar várias personalidades diferentes, cada uma mais poderosa que a outra. Então se juntarmos o seu grande desafeto pelo mundo; O sentimento de culpa por nao ter ressuscitado a Nath; E o despertar do seu lado obsessivo por ter experimentado o poder das joias, poderia em algum lugar no tempo despertar a personalidade mais obscura do Hulk.

Se isso acontecer os Vingadores terão de enfrentar um inimigo imbatível.

Vingadores: Ultimato já está nos cinemas.

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Recomendação | O experimento de Milgram

Analisar mais profundamente o comportamento humano, ou ao menos tentar, pode trazer à tona fatos obscuros.

Após a Segunda Guerra Mundial, o pesquisador, professor e psicólogo social, Stanley Milgram (1933 – 1984) inicia um de seus experimentos mais notáveis de sua carreira, o qual tinha como objetivo medir o quanto uma pessoa estaria disposta a obedecer ordens, mesmo em circunstâncias de sofrimento alheio por suas ações. A partir desse estudo o diretor Michael Almeryda desenvolve o longa intitulado O experimento de Milgram (2015), com Peter Sarsgaard, Winona Ryder e Jim Gaffigan.

No ano de 1962, inicialmente 40 homens com idade de 20 a 50 anos aceitam participar de uma pesquisa na Universidade de Yale, EUA, cujo tema era a punição como método de aprendizagem. O participante ficava em uma sala lendo uma sequência de palavras, enquanto em outra sala o suposto aluno deveria repetir tal sequência, sem erros. Caso houvesse, o mesmo era punido com choques, os quais começavam em uma potência de 15 volts, aumentando até 450 volts.

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A divisão de salas entre o participante e o suposto aluno permitiam que, a cada choque que o aluno recebia, o participante escutava o grito de sofrimento do aluno. E após isso, era reiniciado a atividade com uma nova sequência de palavras.

Durante o desenvolvimento do experimento, por mais gritos que os alunos dessem na sala ao lado, os participantes era orientados por um membro da equipe a prosseguir com a sequência de palavras, mas isso não os impediria de, se achassem correto, interromper suas próprias ações.

Também são inseridas mulheres no experimento, e nota-se que alguns padrões de comportamento em comparação com os de homens são distintos, revelando que as mulheres eram um pouco mais suscetíveis a interromper o procedimento por causa do sofrimento alheio.

Por se tratar de um estudo verídico, ainda mais da área da psicologia social, o longa foge do convencional, tanto no roteiro como nos planos de filmagem. Há constantes quebras de cenário, onde a cena se dispõem no segundo plano para que o foco seja o personagem principal, no caso, o próprio Milgram (Sarsgaard) explicando cada parte do processo do experimento.

Para aqueles que não se interessam por pesquisas na área da psicologia e do comportamento humano, esse pode não ser o filme mais indicado. Indiscutivelmente, o foco é o experimento de Milgram, pois através dele se aprofunda nas questões pertinentes ao comportamento humano, sociedade, mecanismos de desvio de personalidade, entre outros nesta linha.

Assista ao trailer:

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Crítica | Pokémon – Detetive Pikachu

A franquia japonesa Pokémon surgida nos anos 90 que trata de exóticas criaturas treinadas e usadas em um esporte de combate, é uma das mais populares e rentáveis do mundo. Iniciada em jogos, ela logo se ramificou para várias mídias, ganhando filmes, séries, animes, mangás e diversos colecionáveis. Quando o mundo se deu conta, a franquia já era uma febre mundial.

Em parceria com a Warner Bros. Pictures, o conceito ganha seu primeiro live-action, ainda que sofrendo bastante desconfiança, visto a má fama que adaptações de longas originados de jogos tendem a ter, pela possível dificuldade em tornar as criaturas convincentes nesse novo formato, sem perder suas características.

Curiosamente, a produção não é uma adaptação direta do jogo clássico, e sim de um dos seus derivados, talvez por que este traz o mais adorado dos Pokémon, o Pikachu, permitindo uma grande interação com o protagonista. Obviamente, ela serve de pano de fundo para diversas referências às outras mídias e elementos famosos da franquia.

O distanciamento da ideia básica do jogo já se mostra na apresentação deste universo no filme. O mundo já vive em perfeita harmonia com os Pokémon e as batalhas não existem mais (apenas de forma ilícita). O jovem Tim (Justice Smith), por motivos pessoais, não se envolve muito com essas criaturas, mas tudo muda quando precisa lidar com o desaparecimento de seu pai, envolvido em um grande mistério. Contando com a ajuda de um Pikachu falante e viciado em café (com voz e trejeitos de Ryan Reynolds) e mais uma amiga com vocação para repórter investigativa (Kathryn Newton), eles partem para uma aventura repleta de surpresas e perigos.

O impressionante é que o maior dos desafios é muito bem superado: os monstros realmente convencem desde o início, por mais estranhos e diferentes que sejam um dos outros. A jogada em criar um tom semi-realista foi perfeita, pois consegue respeitar fielmente o visual dos personagens e ainda assim funciona organicamente com o filme, sem prejudicar a imersão daquele universo. Os fãs irão se deleitar com a profusão de Pokémon que surgem na tela, muitos deles espalhados pelos cenários, e por isso rever o filme deverá ser divertido e até necessário para se encontrar mais criaturas e referências (a direção de arte e edição mostra cuidado em misturar letreiros, cores e detalhes que remetem às diversas vertentes da franquia). Pikachu está bem engraçado e obviamente brilha, especialmente pela qualidade da computação gráfica, que valoriza até suas expressões, mas os Pokémon de maior destaque das séries também ganham suas cenas.

Pokémon – Detetive Pikachu consegue o feito de realizar uma boa adaptação para o cinema sem trazer grandes prejuízos ao seu material-fonte, agradando aos veteranos e sendo acessível aos iniciados. Apesar do Pikachu de Reynolds sempre que tem chances, destilar uma piadinha mais maliciosa, o filme é assumidamente bobinho e tende mais ao juvenil, sem que isso seja um demérito, mas é indicado também para toda a família. 


Há humor e aventura, mas a trama é bem simples, com algum excesso de didatismo e muitas soluções fáceis. Isso torna o conjunto esquecível e perde-se a chance de criar algo marcante. Outro ponto negativo foi a utilização de Ken Watanabe, um bom ator desperdiçado em um fraco e descartável papel. Também faz falta uma exploração melhor dos poderes dos Pokémon, mas dificilmente o filme não encantará os apreciadores e fãs da franquia, ao verem suas criaturas favoritas materializadas na tela e encontrando diversas referências e easter-eggs ao longo do caminho.

Assista ao trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=NrRUr3_kQDQ

Acesse o site oficial do filme, clicando aqui.

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Teoria | O que a Marvel pode fazer com a Viúva Negra?

Ano que vem, teremos finalmente um filme solo da Viúva Negra, mas existe um problema. Como farão para trazer a Natasha de volta?
A decisão da Natasha de se sacrificar para que Clint tivesse sua família de volta, é um dos pontos mais emocionantes de Ultimato. Entretanto esse sacrifício deixou um gosto amargo na boca.

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Vingadores: Ultimato

Johansson sempre teve uma participação menor no MCU, seu personagem fez várias aparições mas nunca foi protagonista da sua própria história. A morte da Nath deixa uma impressão que ainda não vimos tudo que está incrível personagem tem a nos mostrar, e o pior eles nem ao menos fizeram um funeral para ela.

Segundo alguns rumores, o filme solo da Viúva Negra será um prequel se passando logo após o primeiro filme dos vingadores. O que seria um pouco triste, não me entenda mal qualquer filme com ela seria incrível, mas poderiam explorar melhor a sua história. Por exemplo; Poderiam finalmente contar o que houve em Budapeste, ou mostrar o seu passado como espiã russa, e todo o mistério que envolve a sala vermelha.

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Mas o que realmente precisamos é de um filme atual sobre a Viúva Negra, pois convenhamos; Seria um pouco prepotente achar que os fãs se empolgaram em ver uma história sobre o passado de alguém que o estúdio não quer manter vivo.

Se a Marvel realmente quer manter a Natasha morta, o mais sensato seria passar o seu manto para outra pessoa. Mas eles sabem que nós queremos a viúva negra que aprendemos a amar durante esses 11 anos de MCU.

Como a Viúva Negra pode retornar ao MCU?

A Marvel poderia ter seguido por um caminho diferente em Ultimato. Poderiam ter dado algum sinal no pós crédito que ela está viva. Sabemos que o professor Hulk tentou trazer a Natasha de volta; E estava frustrado por ter falhado em sua missão. Mas e se ele não tiver realmente falhado? Uma possibilidade é que Nath pode ter voltado a vida e está em algum país distante ou em outro mundo. Ou talvez quando o Capitão devolveu a joia da alma para o Caveira, pode ter exigido a alma da Nath.
Segundo os roteiristas de Ultimato; Christopher Markus e Stephen McFeely, se a Nath for ressuscitada a joia da alma volta para o Caveira Vermelha. Mas será que isso não criaria algum desastre na linha do tempo?

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Mesmo que ela não tenha voltado a viver, ela pode esta vivendo no mundo da alma; Nos quadrinhos, existe um lugar criado dentro da joia da alma para manter aqueles que foram sacrificados em um tipo de paraíso. A Nath pode estar neste mundo esperando ser resgatada, o que daria uma boa história para um futuro filme.

Nos quadrinhos, foi revelado a pouco tempo que existem vários clones da Natasha adormecidos. Caso ela venha a falecer um dos clones é ativado, com todas as suas memórias intactas. Acho que isso também daria um bom tema para o filme.

Mas tudo isso não passa de teoria, teremos que esperar os primeiros teasers de Viúva Negra surgir para descobrir como teremos a Natasha de volta.

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Vingadores: Ultimato quebra recordes ao redor do mundo

Vingadores: Ultimato foi sem duvida o filme mais aguardado do ano, não é atoa que ate agora ja quebraram cerca de 12 recordes mundiais.

Marvel Studios’ AVENGERS: ENDGAME L to R: Captain Marvel/Carol Danvers (Brie Larson), Black Widow/Natasha Romanoff (Scarlett Johansson), War Machine/James Rhodey (Don Cheadle), Thor (Chris Hemsworth), Captain America/Steve Rogers (Chris Evans) and Rocket (voiced by Bradley Cooper)

Esse é o registro de alguns dos recordes que já foram quebrados

  • Maior estreia mundial: Ultimato arrecadou US $ 1,2 Bilhões em todo o mundo. O recorde anterior foi de Guerra infinita US $ 640 milhões no mesmo fim de semana do ano passado.
  • O mais rápido a atingir 1 Bilhão em todo o mundo: Ultimato precisou de apenas 5 dias para atingir 1 bilhão, o recorde anterior foi de Guerra infinita com 11 dias.
  • Na América do norte, a estreia foi de  US $ 350 milhões, US $ 93 milhões a mais que Guerra infinita, US $ 102 milhões acima de “Star Wars: The Force Awakens“, os dois recordistas anteriores.
  • Maior bilheteria diária: Ultimato atingiu na América do norte sexta-feira (US $ 156,7 milhões, incluindo recorde de US $ 60 milhões em visualizações), sábado (US $ 109 milhões) e domingo (cerca de US $ 84,3 milhões).
  • Maior abertura na China:  US $ 330,5 milhões, esta foi a maior estreia em filmes locais ou ocidentais de todos os tempos. No dia de abertura arrecadou US $ 107,8 milhões.
  • Maior estreia internacional: US $ 859 milhões fora da América do norte, bateu o recorde anterior pertencente a Velozes e Furiosos com US $ 443 milhões.
  • Maior abertura de fim de semana em 44 países: incluem Austrália, China, Coréia, Brasil, México, Argentina, Espanha e Reino Unido / Irlanda. Também estabeleceu as maiores receitas em um único dia em 29  países, incluindo Austrália, China, Coréia, Brasil, México, Argentina, Espanha, Reino Unido / Irlanda.
  • Maior fim de final de semana doméstico: Ultimato levou a bilheteria norte-americana ao seu primeiro fim de semana de 400 milhões de dólares, destruindo o recorde de 314 milhões de dólares estabelecido há um ano quando Guerra civil estava passando.
  • Maior participação de mercado: Ultimato teve a maior participação do mercado em um único fim de semana, entre os filmes que abriram mais de US $ 150 milhões, com 87% do total das bilheterias. A última marca foi realizada por “Avengers: Age of Ultron”, com 82% do mercado total, quando abriu com US $ 233 milhões em 2015.
  • Recorde Imax: Ultimato quebrou o recorde mundial de abertura do Imax com US $ 91,5 milhões, 92% acima do recorde anterior de “Star Wars: The Force Awakens“.
  • Maior venda em 3D: Cerca de US $ 540 milhões em vendas de ingressos em todo o mundo foram gerados pelo formato 3D. Guerra infinita foi o recordista anterior com  US $ 366 milhões.
  • Maior lançamento norte americano: Ultimato estreou em 4.662 cinemas na América do Norte, superando a contagem de 4.529 cinemas de meu Malvado favorito 3.

Vingadores: ultimato está disponível nos cinemas

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Vingadores | Final de Steve Rogers não é um furo de roteiro

Aviso: Está matéria está repleta de Spoilers então se ainda não viu ultimato, sugiro que retorne depois.

A forma que ultimato trata a viagem no tempo, causou muita discussão e teoria. eles usam a viagem do tempo para pegar as pedras, em momentos específicos do passado e assim poder desfazer o estalar de Thanos. As consequências desses efeitos, tem sido a causa de todos os debates. entre eles o que mais confunde a mente de todos é o final.

Retirar as jóias do tempo de seus locais de origem poderiam criar muitos problemas. Por isso Rogers, viaja para o passado e passa a devolver as jóias aos seus locais de origem. Mas em vez de retornar para 2023 ele vai para 1940 e tem uma vida com Carter, a sua eterna amada. No final vemos um capitão mais velho passando o manto para o falcão.

Muitos tem reclamado que isso é uma falha no roteiro e gerou buracos no MCU. Mas esse não é o caso, vou tentar explicar o que aconteceu de fato.

Não estou dizendo que o filme não tem falhas. E a forma que trata a viagem no tempo é no mínimo inconsistente, incoerente e várias vezes quebra as próprias regras estabelecidas no filme.

No entanto uma coisa permanece a mesma, só é perigoso viajar no tempo se não retornar as joias ao seu local de origem.

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Creditos: MCU

Se Steve retornou para Peggy, significa que os filme do Capitão América nunca aconteceram?

O fato de Steve Rogers viver uma vida com Peggy não anula a sua vida como Capitão América. O Capitão que casa com Peggy é de 2023, o cara que derrotou Thanos, e voltou no tempo para ter uma vida feliz. Ou seja, haviam 2 Steve Rogers no século 20. O picolé que se tornou um vingador e o Steve que casou com Peggy.

Então Rogers reescreveu a vida de Peggy e todo o MCU?

Creditos: MCU

O MCU nunca revelou quem era o marido de Carter; Apenas dizem que ele era um soldado da segunda guerra que foi salvo pelo Capitão América. Podemos supor assim que o marido sempre foi Steve que viveu discretamente usando um pseudônimo qualquer. E fazendo o possível para não estragar seu próprio futuro.

Assim sendo, o casamento deles, não muda a vida de Carter, e não altera a sua importância para o MCU. Apenas revela um segredo escondido por tanto tempo.

Agora quem conseguir explicar como o Homem Aranha que voltou a vida em 2023 está em um filme solo em 2019 me conta por favor.

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Top 5 filmes para amar Stanley Kubrick

Kubrick foi, de acordo com vários estudiosos do cinema, o melhor e mais genial de todos os diretores da Sétima Arte! Inventou estilos, criou filmes ousadíssimos e gravou a chegada do homem à lua (teorias da conspiração também fazem parte do Currículo invejável do diretor). Conheça agora cinco filmes fantásticos de Stanley Kubrick, que nos deixou há vinte anos mas que ficará eternamente no mundo do cinema!

1) Dr. Fantástico (1964)

Com Peter Sellers, George C. Scott, Sterling Hayden. Comédia.

https://youtu.be/1gXY3kuDvSU

Refinada, “Dr. Fantástico” é uma sátira corajosa das fortes tensões da Guerra Fria, revelando o medo dos altos escalões dos governos – EUA e URSS – de uma possível guerra nuclear. O filme conta a história dos presidentes dos Estados Unidos e da União Soviética que, a todo custo, tentam parar um avião-bombardeio mandado por um general enlouquecido que quer iniciar um novo conflito armado.

Curiosidade: Peter Sellers, muito genialmente, interpretou três personagens no longa.

2) Barry Lyndon (1975)

Com Ryan O’Neal, Hardy Krüger, Marissa Berenson. Drama Histórico.

https://youtu.be/9lzSoKOs1fc

A ascensão e queda de Redmond Barry – desde sua fuga por ter assassinado um homem, passando pelos exércitos Britânico e Prussiano, até sua subida às altas classes da aristocracia – tornando-se Barry Lyndon -, e, por fim, sua derrocada. Um filme belíssimo que, apesar de não ter sido sucesso de público, crítica e bilheteria, configura na lista dos 100 melhores filmes da Time Magazine.

Curiosidade: Kubrick não queria luzes artificiais neste projeto, ordenando a John Alcott (“2001 – Uma Odisseia no Espaço”, e “Laranja Mecânica”), que fizesse toda a iluminação natural – no caso, a Europa do Século XVIII -, advindas do céu nublado Irlandês e velas. Para realizar o feito, a produção do filme, em conjunto à NASA, fizeram lentes especiais para a ambientação da narrativa, que captasse com perfeição seus ambientes soturnos.

3) Laranja Mecânica (1971)

Com Malcolm McDowell, Patrick Magee, James Marcus. Distopia Cyberpunk.

https://youtu.be/SPRzm8ibDQ8

A história de Alex DeLarge, tirano de pequenos poderes que, em um mundo pós-apocalíptico, violenta de várias formas seus familiares, amigos, conterrâneos, poder público e governo, em suma. Preso e “Ressocializado” – Tratamento Ludovico -, volta às ruas e torna-se vítima daqueles que outrora violentara.

Curiosidade: Na Inglaterra, o filme influenciou – direta ou indiretamente -, alguns jovens desajustados a cometerem violências de forma bizarramente análoga aos Drugs de Alex. Kubrick, sofrendo pressão dos poderes públicos e governamentais, retira o longa dos cinemas ingleses. Agora um clássico, o filme volta às terras da rainha nos anos 00’s.

4) O Iluminado (1980)

Com Jack Nicholson, Shelley Duvall, Danny Lloyd. Suspense.

https://youtu.be/5Cb3ik6zP2I

Inspirado no livro homônimo de Stephen King, “O Iluminado” conta a história de uma família que, durante o rigoroso inverno americano, zela um gigantesco e misterioso hotel. Ao decorrer da narrativa, coisas bizarras passam a acontecer, culminando na loucura do patriarca da família.

Curiosidade: A cena em que Wendy, segurando um taco de basebol, discute com Jack em uma escada, foi repetida 127 vezes até chegar à perfeição! É a cena com mais takes do cinema falado. Veja-a abaixo:

https://youtu.be/C1eEl86rXsc

5) De Olhos Bem Fechados (1999)

Com Nicole Kidman, Tom Cruise. Drama.

https://youtu.be/YEfyfcEdW4Y

O filme mais misterioso de Kubrick. Não precisamente sobre a narrativa em si apresentada, mas sim, pelo que ela transcreve do mundo real ao ficcional. Encontros secretos da alta sociedade, seitas, rituais, orgias, tudo de mais podre e que deve permanecer escondido sob a máscara social – todo esse mundo, desde as falsas aparências até a essência insuportável do Ser Humano, são retratadas no último longa do diretor.
“De Olhos Bem Fechados” conta a história do casal Alice e Bill Harford que, em uma discussão de relacionamento, revelam segredos íntimos, desses que guardamos com toda a atenção do mundo na parte mais escondida da nossa alma. Tal conversa abala Bill, fazendo-o realizar alguma fantasia escondida, por Nova York (ou, pelo menos, tentar). Sua necessidade de vingar-se dos desejos da esposa o faz parar em um ritual satânico, em uma mansão afastada da cidade de NY, pondo-o em risco por saber demais sobre a High Society local.

Vale leitura: O Misterioso simbolismo de Kubrick

Curiosidade: Como dito no texto de apresentação da matéria, Stanley Kubrick está envolto em várias teorias da conspiração – desde a chegada do homem à lua (dizem que tudo não passou de um grande teatro montado, coreografado e dirigido por Kubrick); até a sua morte, que aconteceu algumas semanas antes do corte final aprovado pelos executivos da Warner Bros., em Março de 1999. Dizem as más línguas que o corte original de Kubrick contava além do que devia, desagradando o estúdio. Dias depois da primeira apresentação, Kubrick falece, despertando em nós uma dúvida inerente: Kubrick foi assassinado por saber demais?, ou por contar demais? Ou foi apenas o destino agindo de forma simples e sádica?

Claro que coincidências acontecem – queremos acreditar que coisas mirabolantes e loucas saiam dos roteiros dos filmes e transbordem para o mundo real que, geralmente, é chato e sem os brilhos da ficção. Porém, com verdade ou com mentira, o mistério ficará no ar para sempre, assim como a filmografia do eterno Stanley Kubrick, o mais perfeccionista e genial diretor de todos os tempos!

Para saber mais! Três canais sobre cinema que se debruçaram sobre o grande Kubrick!

https://youtu.be/vEZosji3cdc
Canal Pipocando sobre o diretor Stanley Kubrick.
https://youtu.be/16mWQOyGmd0
Canal Cinemardem sobre o diretor Stanley Kubrick.
https://youtu.be/xi7nNpxwM_s
Canal Gustavo Cruz sobre como Kubrick faz um filme.
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Star Wars: The Rise of Skywalker | Divulgado o primeiro trailer do filme

O nono filme franquia Star Wars é com certeza um dos filmes mais aguardados do ano. Muitos fãs já estavam impacientes com a demora do lançamento de um trailer para saciar a curiosidade.

Hoje, durante o painel do filme na Star Wars Celebration, a Disney divulgou o primeiro trailer fantástico de Star Wars – Episódio IX, o último filme da nova trilogia, e revelou que o longa se chamará Star Wars: The Rise of Skywalker.

Confira o trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=adzYW5DZoWs

De acordo com o diretor J.J. Abrams o longa não se passará imediatamente após o episódio XIII da saga, passando-se algum tempo após os acontecimentos de Os Últimos Jedi,mas não houve a confirmação de quanto tempo se passará entre os filmes.

Mas, além do trailer, também foi divulgada uma imagem inédita do filme que mostra Rey, Poe, finn, Chewbacca, BB-8 em um contro com o androide C3PO em um planeta inóspito ao lado da Millenium Falcon. Confira:

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Star Wars: Episódio IX / Imagem divulgada na Star Wars Celebration

A expectativa em cima do filme é muito grande. O episódio IX marcará o fim da nova trilogia e pretende trazer muitas surpresas; mas parte dessa expectativa também se dá pela aparição póstuma de Carrie Fisher, a eterna princesa Leia. Durante o painel do longa na Star Wars Celebration, o diretor J.J. Abrams revelou que a atriz não será recriada em CGI:

“A ideia de usar CGI sempre esteve fora de questão”, disse Abrams. “Todo dia fico chateado por ela não estar aqui, porque sempre estamos trabalhando com ela nas cenas”.

E enquanto o longa não ganha mais informações oficiais a produção vive em meio a rumores. Um desses rumores apontam uma possível trama romântica entre Rey e Kylo Ren; Algo que já era esperado pelos fãs da saga desde “O Despertar da Força“.

Tal rumor aponta que o filme começará um um ponto onde Kyle Ren estará em conflito e dividido entre o lado lado sombrio e o lado da luz. Tal sentimento se dá pela sua paixão por Rey, que tentará reparar a relação entre os dois.

Além de rumores sobre o possível romance de Rey e Kylo, um rumor aponta que uma nova criatura será apresentada no longa. A criatura é chamada de Oráculo e assume a forma de um bebê, sendo descrito como uma espécie de parasita alienígena. Kylo entrará em contato com a criatura em algum momento do filme.

Star Wars: The Rise of Skywalker tem estreia agendada para 19 de dezembro nos cinemas nacionais.