Como combater o preconceito e bullying, é um texto, que retrata a vida de dois garotos. Os quais vivem em uma sociedade, onde um suposto padrão de beleza é quem dita as regras.

Esse conto nos mostra que necessitamos olhar os alunos e pessoas de forma diferenciada, buscando enxergar e dar espaço, para que desenvolvam seus talentos, e dessa forma, também estaremos ensinando aos alunos, como combater o preconceito e bullying .

Muitos projetos e soluções, acabam se perdendo devido ao julgamento pela imagem. Quantos jovens e adolescentes brilhantes, foram sufocados, devido ao desprezo sofrido?

Como combater o preconceito e bullying

Pessoas brilhantes, chegaram ao suicídio, devido ao bullying. Saber ouvir a dor da criança e do jovem é um trabalho nosso, assim como é importante, atentar à forma como eles são tratados pelos colegas na escola.

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Como combater o preconceito e bullying

O propósito deste diálogo é acompanhar uma das 10 atividades: Cidadania, Preconceito e Bullying,  no entanto, poderá ser encenado sempre que houver necessidade de ensinar a turminha ou mesmo a comunidade: como combater o preconceito e bullying

Personagens:

  • Voz oculta (narrador)
  • Guto: um garoto que vivia isolado, por se sentir excluído da turma.
  • Rafael que também se afastava de todos, devido sofrer pelo preconceito.

Como combater o preconceito e bullying

Guto caminhava solitário naquela tarde fria. Por algumas vezes olhava para os lados, observando se alguém estava se aproximando.

Era tenso viver daquela maneira, mas não dava para enfrentar os colegas, os quais não perdiam tempo para humilha-lo. Nunca diziam seu nome corretamente, Atordoando-o com apelidos terríveis. Isso, era extremamente desagradável, e o constrangia diante de meninas e senhoras.

Por não possuir amigos, sempre se isolava, e passava tempos trancado em um quarto da casa, o qual considerava como sua oficina. Naquele dia porém, sentiu desejo de dar uma volta na rua, mas, não deveria ser visto por ninguém!  Não desejava ser zombado.

 Uma dor intensa, fez que seu peito doer,  como se estivesse sido pressionado contra a parede. Olhou a ponte, viu o rio lá embaixo…  Algo dizia dentro dele que um inútil, não deveria mais viver !

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Decisão

Ao aproximar-se mais da ponte, resolveu olhar, para ver se alguém o observava. Foi quando enxergou Rafael, que em desespero, se aproximava. Como nunca haviam conversado antes, demorou um pouco para que se olhassem nos olhos.

Guto tomou coragem, e já esquecendo do que iria fazer, levantou os olhos e perguntou ao menino:

– Rafael, o que aconteceu para você estar desse jeito?  Parece estar desesperado! Aconteceu algo grave?

– É Guto, só você mesmo, para não rir de mim! Mas o grupo do Tony, é só isso que sabem fazer!

– E por qual motivo eu riria de você Rafael? Sempre te admirei, por  você ter as notas mais altas de nossa classe, é um colega com talento nato.  Como te admiro!

– Você está falando sério?  Como assim, por que me admira? Todos os meninos de nossa classe, vivem rindo de minha magreza, dizem que pareço um caniço de estilingue, e você vem me dizer que me admira?

– Sim, e por que não? Se eu tivesse seu corpo e suas notas, que me importaria a zombaria?

– Você me deixou curioso Guto! Disse que, caso estivesse em meu lugar, não se importaria com a zombaria, por que então, você sempre sai de perto quando eles te maltratam?

CONFISSÃO

É que me sinto sem chão!  Eu sei que poderia revidar, talvez minhas forças físicas, fossem suficientes para impor o respeito, mas, não é isso que quero.

– E o que você quer então?

– Que nossos colegas, não nos humilhassem tanto!  Não apenas eu, mas a todos os que sofrem com isso!  Preconceito, bullying, é um atraso de vida!  Sabe, o dia em que o professor pediu que o grupo levasse uma invenção para a escola? Um mini gerador de energia?

– Sim, lembro!

– Pois é, eu havia terminado de construir um. Quando pensei em mostra-lo, temi. Não sei o que acontece comigo, mas eu desejava ser útil, na escola, na sociedade, no entanto, tenho medo! O temor de não ser aceito, e ter que voltar para meu canto, envergonhado.

– Eu pensei que era o único a me sentir desse jeito! Posso te entender Guto, sofro a mesma dor ! Quantas vezes quis nascer com outro corpo, ser outra pessoa como o Alan!  Já viu como vive rodeado de amigos, e das meninas mais gatas da escola?

– Sim, já vi! Só, que não me iludo com isso, pois sei que os bajuladores, vivem atrás dele, por ser o filho do prefeito! O que querem são os benefícios próprios, e não a amizade dele.

– Sabe que não tinha pensado dessa forma?

– Bom, já que estamos do mesmo lado, gostaria de ser seu amigo, você me aceita Guto?

– Claro que sim! E mais, temos que fazer algo para acabar com esse preconceito e bullying na escola, como faremos?

– Já sei!  Podemos pedir ao professor que permita o grupo dos inventores se apresentar na feira de ciências.

-E aí?

– Convidamos todos os alunos que sofrem com preconceito e bullying que se ajuntem a nós. Como você é um inventor, e eu sou bom de cálculo, repartimos a tarefa da feira, e vamos ganhar o prêmio de melhor invento! Não foi assim que grandes cérebros venceram o preconceito?

– Estou dentro! Vamos provar para todos, que o Peso é diferente dos valores!

Resultado da ação contra o Preconceito

A ideia espalhou-se pela escola! Adolescentes e crianças que viviam isoladas, devido ao preconceito, começaram  a se agrupar e mostrarem seus talentos.

Não demorou muito, para que os dois adolescentes se tornassem populares, devido as habilidades, carisma, e respeito que demonstrava pelos colegas.

Reflita bem nisso!

Quem afirma, que os valores dos quais a humanidade necessita, está preso simplesmente à um corpo escultural? À músculos definidos, ou aparência perfeitas?

Infelizmente há meninas e meninos, que não querem ficar na escola, ou participarem do que lhes é oferecido. Ocasionalmente são maltratados, ofendidos com insultos, contudo, ninguém se importa, ou procura saber o motivo da criança ou adolescente, isolar-se do grupo. Isso é sério!

Poderão ser encarados, como preguiçosos, antissociais ou folgados! Quando dentro daquelas cabecinhas, ninguém é capaz de calcular, o medo, a vergonha e insegurança, que dia e noite os atormentam, feito uma caixa de marimbondos.

Guto e Rafael se ajudaram, e juntos venceram um grande desafio, mas, há crianças e adolescentes, que não dizem nada! Apenas sofrem calados.

Finalizando o texto: Como combater o preconceito e bullying

Necessitamos atentar mais, para aquele menino quietinho, que não quer participar de nada!  Por que será?   Que tal reservar um tempo para escutá-lo? Que tal ensinarmos os demais na classe, como combater o preconceito e bullying ?

Será bom trabalharmos com a turma, questões como estas. Vamos lá, nós podemos mudar muitas coisas!

Se você gostou, curta, compartilhe,  e deixe seu comentário, é muito importante para nós !

Continue nos seguindo, temos mais novidades para vocês.

Autor: Elaine Costa

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