Diga não à idiotalização do estudante

Olá pessoal, neste post vamos falar sobre a Diga não à idiotalização do estudante. espero que vocês gostem e curtam a discussão!

Diga não à idiotalização do estudante

A observação faz do escritor um eterno aprendiz. E foi pela observação que aprendi mais uma novidade do século XXI: a idiotalização do estudante. Isso não é assunto banal. Precisamos conversar sobre a forma como os estudantes estão sendo construídos enquanto sujeitos sociais.

Diga não à idiotalização do estudante

É sabido por todos que o sistema educacional e escolar brasileiro não vive um grande século. Digo isso porque além dos atrasos sistemáticos na aprovação de políticas públicas que beneficiam os estudantes, professores e a comunidade escolar como um todo nesse último século, ainda encontramos a implantação quase que experimental de dezenas de métodos pedagógicos, como se a sala de aula fosse um espaço de experiência científica.

A tensão vivida dentro do sistema escolar reflete as tendências para a construção da sociedade. A formação intelectual, moral e social da população passa pelas salas de aula. Entretanto, não é incomum sentirmos uma sensação paradoxal quando analisamos o discurso da escola e as práticas reais que acontecem na formação dos alunos.

Lidar com a consciência crítica e globalizada da nossa atual sociedade não é tarefa fácil para uma escola que ainda sobrevive de suas bases tradicionais. As próprias ferramentas de avaliação institucional e individual mostram isso. O ENEM, por exemplo, é um bom exemplo para pensarmos sobre essa situação.

Um dos marcadores mais expressivos na correção das redações e nos índices de erros nas respostas é o chamado analfabetismo funcional. Os estudantes conseguem ler ou escrever, mas não conseguem relacionar dialogicamente essas duas coisas com suas idéias, articulando um todo discursivo. Então o nível de compreensão ou de expressão através da leitura e da escrita é bem abaixo do esperado.

Diga não à idiotalização do estudante – Motivos da idiotalização

Mas quais são os motivos que levam á idiotalização do estudante? São muitos! Porém, eles se relacionam intimamente. Vou listar alguns principais:

– A educação por números, e não por resultados. Muito se fala sobre as taxas de analfabetismo no Brasil, há pelo menos setenta anos corremos contra o tempo para que nossos números cheguem praticamente ao zero. Só que faço uma pergunta: quem diz que estar alfabetizado corresponde a estar letrado? São duas coisas muito diferentes!

– O segundo motivo complementa o primeiro: a educação de mostruário, com a exibição de números que agradam as agências internacionais mas que não correspondem à verdade das salas de aula. O aluno avança sem estar amadurecido o suficiente em nível cognitivo e até mesmo emocional. Os resultados são déficits cada vez maiores de aprendizado.

– Por ultimo, sem esgotar muitos outros que podem ser aqui elencados, está a idéia de que os jovens são incapacitados intelectuais, que devem ser empurrados a todo custo através dos caminhos da escolarização. Nesse meandro se insere a baixa valorização do professor, a banalização dos conteúdos, a formação apenas para a diplomação, dentre muitos outros fatores.

Diga não à idiotalização do estudante – Como evitar a idiotalização

Todos os dias nos deparamos nas universidades com jovens que inevitavelmente são reprovados em disciplinas cujos conteúdos são mais densos, e vários deles acabam desistindo. Os índices de evasão são cada vez mais crescentes, e eles são diretamente proporcionais ao nível alcançado pelo estudante.

Outro fator que não pode ser esquecido é a oferta de empregos cada vez mais crítica no nosso país. Vemos muitos jovens, recém egressos de cursos superiores, trabalhando em funções que não correspondem às suas formações. Não se valoriza o profissional e muito menos se estuda para o futuro. Trata-se de uma cultura de acumulação de diplomas, mas sem aplicabilidade real na vida. Quando não se tem objetivo, qualquer lugar é o destino. Eis ai mais um elemento da idiotalização.

Uma boa estratégia é utilizar a tão famosa transdiciplinaridade. Quando o aluno consegue relacionar os conteúdos, as teorias e os pensamentos, sua estrutura mental se torna cada vez mais preparada para as adversidades e os desafios.

Não queremos que nossos jovens se tornem sujeitos iletrados para o mundo. A educação precisa seguir lado a lado com a atualidade, com a discussão político-social, as tecnologias e as questões do dia a dia. Educar não é apenas ensinar as primeiras letras, cálculos e fórmulas.

Um bom exemplo é mostrarmos o quanto podem ser empreendedores em suas próprias vidas, procurar soluções auto-sustentáveis e planejar o futuro conforme as condições subjetivas e objetivas de vida. Não é apenas viver para onde o vento leva, mas sim viver com sentido.

Por isso, sejamos adultos e formadores conscientes do nosso papel de transformação social. Preparemos nossos alunos para que possam de fato exercer um papel consciente e crítico no sistema social. Digamos não à idiotalização do estudante e sim ao desenvolvimento de uma sociedade consciente, justa e dinâmica.

Fim do post sobre Diga não à idiotalização do estudante

Obrigada por ter acompanhado mais esse post do Demonstre. Espero que tenha gostado da discussão desse post.

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