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História de João e Maria

História de João e Maria 8

História de João e Maria, embora, seja antiquíssima, contudo, essa história é muito boa para ensinar as crianças da atualidade. Principalmente, sobre o cuidado, ao receber o convite de pessoas estranhas. Embora João e Maria, estivessem perdidos na floresta, ao aceitarem o convite da bruxa eles quase morreram!

História de João e Maria

Mais uma história com final feliz, onde o mal foi vencido pelas atitudes inteligente de crianças. No entanto, nunca deve se confiar em pessoas estranhas e entrar na casa delas se estar acompanhado dos pais ou responsáveis.

 

Leia a História de João e Maria

Era uma vez, bem lá pertinho da floresta encantada, onde forasteiros vinha de longe, em busca de uma tal fonte da juventude, que segundo contavam, que dela bebesse jamais ficaria velho, morava um pobre e viúvo lenhador, com seus dois filhinhos: Joãozinho e Maria!

Já cansado de lutar sozinho, o homem decidiu casar-se novamente. Contudo, sua segunda esposa, era muito má e não gostava das crianças. Sempre houvera escassez na casa do lenhador, mas, naquela época as coisas haviam agravado ainda mais, pois não havia comida suficiente para todos.

 Muito preocupado, o lenhador falou com sua parceira:
— Mulher, o que será de nós agora? Vamos morrer de fome, e as crianças serão as primeiras.
— Eu já sei como faremos! — disse a madrasta, que era muito malvada. — Amanhã daremos a João e Maria um pedaço de pão, depois os levaremos à mata e lá os abandonaremos.


O lenhador ficou aborrecido com aquela ideia, cruel, mas a mulher, esperta, esperou que ele dormisse , para executar seu plano.

Joãozinho se prepara

As crianças que estavam escutado atrás da porta se desesperaram, e Maria desatou a chorar!  Mas, seu irmão logo tratou de consolá-la:
— Não chore Maria! Eu já sei o que iremos fazer.
Esperou que a madrasta se descuidasse e saiu da cabana.Ao ver no chão algumas pedrinhas brancas que brilhavam muito, as escondeu no bolso. Depois voltou para a cama.

No dia seguinte, ao amanhecer, a madrasta acordou as crianças.
As crianças foram com o pai e a madrasta cortar lenha na floresta. Aproveitando da distração do marido, a mulher maldosa levou as crianças para mais distante e lá foram abandonadas.

João havia marcado o caminho com as pedrinhas e, ao anoitecer, conseguiram voltar para casa.
O pai ficou contente, mas a madrasta, não. Mandou-os dormir e trancou a porta do quarto. Como era malvada, ela planejou levá-los ainda mais longe no dia seguinte.

João ouviu a madrasta novamente tentando convencer ao pai, para que pudesse abandoná-los, mas, quando o menino quis sair do quarto para apanhar as pedrinhas, a porta estava  trancado. Maria desesperada pranteava, no entanto, João pediu-lhe para ficar calma.

Ao amanhecer, receberam para comer um pedaço de pão velho. João, em vez de comer o pão, guardou-o. Enquanto caminhavam pela floresta, João ia jogando as migalhas de pão no chão, para marcar o caminho da volta.

As crianças ficam perdidas

Chegando a uma clareira, a madrasta ordenou que esperassem até que ela colhesse algumas frutas, por ali. Mas, na verdade, era um truque para deixá-los por ali. Sabendo disse João consolava a irmã:

– Não chore Maria! Eu marquei o caminho de volta com migalhas de pão, gora, é só seguir a trilha que eu fiz, e cegaremos em casa, portanto, fique tranquila! Mas, o inesperado aconteceu! Os passarinhos haviam comido todas as migalhas de pão deixadas no caminho.

As crianças caminharam muito, até que chegaram a uma casinha toda feita com chocolate, biscoitos e doces. Esfaimados, correram e começaram a comer. De repente, apareceu uma velhinha, dizendo:

– Entrem, entrem, entrem, que lá dentro tem muito mais para vocês.
Mas a velhinha era uma bruxa que os deixou comer bastante até caírem no sono. Deitou-os em camas confortáveis, e quando acordaram, achavam que estavam no céu, parecia tudo perfeito.

Porém a bruxa malvada tinha outras intenções e aprisionou João numa jaula para que ele engordasse. Ela queria devorá-lo bem gordo. E fez que a pobrezinha da Maria, se tornou sua escrava.

 João está gordinho?

Todos os dias João tinha que mostrar o dedo para a bruxa saber, se ele estava engordando. O menino, muito esperto, percebendo que a bruxa enxergava pouco, mostrava-lhe um ossinho de galinha. E ela ficava furiosa, reclamava com Maria:
– Esse menino, não há meio de engordar.
– Dê mais comida para ele!

Passaram-se alguns dias até que numa manhã assim que a bruxa acordou, cansada de tanto esperar, foi logo gritando:
– Hoje eu vou fazer uma festança.

– Maria, ponha um caldeirão bem grande, com água até a boca para ferver.
– Dê bastante comida paro seu o irmão, pois é hoje que eu vou comê-lo ensopado.
Assustada, Maria começou a chorar.
— Acenderei o forno também, pois farei um pão para acompanhar o ensopado. Disse a bruxa.

Ela empurrou Maria para perto do forno e disse: Entre e veja se o forno está bem quente para que eu possa colocar o pão.

O fim da bruxa má

A bruxa pretendia fechar o forno quando Maria estivesse lá dentro, para assá-la e comê-la também. Mas Maria percebeu a intenção da bruxa e disse:
– Ih! Como posso entrar no forno, não sei como fazer?
– Menina boba! disse a bruxa.

-Há espaço suficiente, até eu poderia passar por ela.
A bruxa se aproximou e colocou a cabeça dentro do forno. Maria, então, deu-lhe um empurrão e ela caiu lá dentro.

A bruxa desesperada gritava:

– Água Mariazinha!

Porém a menina respondia;

– Azeite vovozinha!

Deixando a malvada no fogo que acendera, Mariazinha correu para libertar seu irmão.

Retornando para casa

Felizes com a libertação, correram para longe daquele lugar. Encheram seus bolsos com tudo que conseguiram e partiram rumo a floresta. Depois de muito andarem atravessaram um grande lago com a ajuda de um cisne.

Andaram mais um pouco e começaram a reconhecer o caminho. Viram de longe a pequena cabana do pai. Ao chegarem na cabana encontraram o pai triste e sozinho. A madrasta havia morrido quando os viu, o pai ficou muito feliz e foi correndo abraça-los.

Joãozinho colocou as mãos no bolso e tirou algumas pedrinhas que ainda estavam esquecidas ali e viu que elas brilhavam ainda mais. Seu pai logo reconheceu que se tratava de pedras preciosas e deram pulos de alegria!

Não haveria mais preocupação com dinheiro e comida, pois agora estavam ricos! Mudaram-se para uma fazenda com muita fartura, e assim foram felizes para sempre.

Autoria: Irmãos Grimm        —-                                 Adaptação: Elaine Costa

Sobre os irmãos Grimm, autores da história de João e Maria

Jacob e Wilhelm Grimm foram dois irmãos que até hoje fazem muito sucesso por suas histórias e contos que fazem a imaginação de criança e adultos e foram e são inspiração para diversos filmes.

Alemães, os irmãos Grimm viveram nos séculos 18 e 19 e foram ambos acadêmicos, linguistas, poetas e escritores. Eles dedicaram as suas vidas ao registro de diversas fábulas infantis, ganhando muita notoriedade na época, que com o tempo tomou proporções globais.

Mais ainda, foram responsáveis por grandes contribuições para a língua alemã, tendo ambos trabalhado na criação e na divulgação do Dicionário Definitivo da Língua Alemã, obra que não chegaram a completar por causa de suas mortes.

Os contos de fada eram até então fábulas que faziam parte da cultura local, ou seja, eram passadas de boca em boca por pais e filhos.

Exercícios de leitura para fundamental I- História de João e Maria

Por que a madrasta de João e Maria queria que o pai deles os abandonasse na floresta?

O que na realidade eram as pedrinhas que João havia encontrado

Qual era a intenção da velhinha ao oferecer comida e chocolate para as crianças?

Quando pessoas estranhas nos oferecem para entrar na casa delas e comer algo, longe de nossos pais, o que devemos fazer?

Escreva uma pequena história, contando como João e Maria viveram com seu pai, depois que voltaram para casa.

Proposta de atividade/dinâmica: História de João e Maria

Vamos brincar de corre Cotia? Essa brincadeira estimula: Coordenação motora, equilíbrio, direção, atenção, concentração, esquema corporal, agilidade e força muscular.

  1. todos os participantes, com exceção de uma criança, ficarão sentados, formando um círculo.
  2. A criança que ficou de fora da roda será o “pegador”. Com um lencinho nas mãos ele caminhará lentamente em volta da roda enquanto os demais cantam a cantiga.
  3. Quando acabar a cantoria e os participantes esconderem o rosto, o “pegador” irá colocar o lenço atrás de um dos colegas, sem que ninguém perceba.
  4. Depois de alguns instantes ele anunciará que todos devem olhar para trás para saber quem está com o lenço.
  5. A partir daí todos olharão e quando o participante que está com o lenço perceber que o mesmo está atrás dele, começará a perseguição: o “pegador” deverá correr na tentativa de ocupar o lugar vago.
  6. Se ele for pego antes de sentar, o “pegador” deverá continuar na mesma função. Conseguindo sentar, o jogador que encontrou o lenço se tornará o novo “pegador”.

Corre cotia

Corre cotia, na casa da tia.

Corre cipó, na casa da avó.

Lencinho na mão, caiu no chão.

Moça bonita, do meu coração.

– Posso jogar?

-Pode!

– Ninguém vai olhar?

– Não!

Outra versão da história de João e Maria

Veja uma versão um pouco diferente da história de João e Maria

Fim

Gostou da história de João e Maria?  Se desejar ler mais histórias como estas, temos diversas outras no blog, portanto, não perca tempo! Mergulhe no mundo de sabedoria, o qual pode ser encontrado, nas histórias, que embora sejam infantis, carregam um mundo de lições, das quais todos podemos aprender!

Um grande abraço, e até a próxima!