Trouxemos aqui Interlúdio (1946) e outras Alfred Hitchcock, como demonstração do que poderá ser feito.

Alfred Hitchcock, é um clássico exemplo de que o tipo de criação a qual se tem na infância, influenciará o resto de sua vida. Criado rigorosamente com princípios católicos e doutrinas Jesuítas, esse autor trouxe para as telas expressões e sentidos agregados em sua personalidade.

Interlúdio (1946)

Sir Alfred Joseph Hitchcock, foi um diretor e produtor britânico. Considerado um dos cineastas mais influentes da história do cinema e conhecido como “o Mestre do Suspense”, ele dirigiu 53 longas-metragens ao longo de seis décadas de carreira.

Alfred Hitchcock

Quem assiste aos filmes de Alfred Hitchcock, percebe logo como os atos, considerados socialmente incorretos, são punidos. Tudo o que lhe aconteceu quando pequeno, o inspirou e por certo, foi responsável pela identidade artística de Hitchcock, levando a oferecer incrível filmes de suspense para os fãs.Portanto, que tal conhecermos um pouco sobre ele?

Quem foi Alfred Hitchcock?

Alfred Joseph Hitchcock, nasceu em 13 de agosto de 1899, em Londres, Inglaterra, Reino Unido. Ele foi um cineasta britânico. Considerado o “Mestre dos filmes de suspense”, foi pioneiro em muitas técnicas do gênero, também foi um dos mais conhecidos e populares realizadores de todos os tempos.

Ele era filho de Emma e William Hitchcock, um vendedor de frutas e verduras os quais, além de Alfred tinha mais dois filhos. A figura de seu pai esteve sempre presente. Quando tinha cinco anos, ele o enviou à polícia com uma carta e um policial ao terminar de ler trancou Hitchcock em uma cela por alguns minutos, dizendo: “Isto é o que se faz com as crianças más.”

Hitchcock nunca entendeu a razão para esta piada, porque seu pai o chamava de seu “cordeiro sem manchas”. Sua infância foi disciplinada e um tanto solitária.

O impacto do catolicismo em sua vida ocorreu durante os seus anos de escola, no Convento Howrah, em Poplar.

Educação de Alfred Hitchcock:

O centro jesuíta deixou uma profunda impressão em Hitchcock. Hitchcock se explicaria anos depois:

“O método de punição, é claro, foi muito dramático. O aluno devia decidir quando ir para a punição imposta a ele. Devia se dirigir para a sala especial onde estava o sacerdote encarregado de aplicar a punição.

Era algo como ir para a sua execução. Eu acho que foi mau. Eles não usavam o mesmo tipo de cinto que assolavam as crianças em outras escolas, era um de borracha”.

Hitchcock lembrava desses anos com amargura e ao mesmo tempo como uma grande influência em seu trabalho. “Se você tiver sido educado com os jesuítas como eu fui, esses elementos seriam importantes. Eu me sentia aterrorizado pela polícia, pelos jesuítas, pela punição, por um monte de coisas. Estas são as raízes do meu trabalho.”

A inserção de Alfred Hitchcock no cinema:

Em 1920, aos vinte e um anos, o jovem Hitchcock leu em uma revista que uma empresa de cinema dos Estados Unidos, a Famous Players-Lasky Company, iria criar um estúdio em Londres.

Hitchcock apresentou-se nos escritórios da Famous, levando consigo alguns esboços de letreiros para filmes mudos, que tinha projetado com a ajuda de seu chefe, no departamento de publicidade da Henley. Imediatamente, a empresa o contratou como desenhista de letreiros.

No primeiro ano trabalhou como letrista, em vários filmes, e no ano seguinte passou a ser responsável por cenários, e pequenos diálogos em novos filmes. Ele escrevia sob a direção de George Fitzmaurice, que também lhe ensinou as primeiras técnicas de filmagem.

Seu primeiro amor:

Nos estúdios, Hitchcock conheceu Alma Reville, uma rapariga da mesma idade, nascida em Nottingham. Extremamente pequena e magra, e grande fã de cinema, ela trabalhou nos estúdios de uma empresa londrina desde os 16 anos, a Film Company, e logo passou a trabalhar na Famous.

Alma e Hitchcock colaboraram em vários filmes dirigidos por Graham e Cutts, e em 1923 viajaram para a Alemanha para produzir um filme cujo roteiro ele mesmo havia escrito, The prude’s fall. No navio de retorno a Inglaterra, Hitchcock declarou-se a Alma e logo iniciaram um longo noivado.

Nos primeiros anos trabalharam juntos em filmes da produtora de Michael Balcon, a Gainsbouroug Pictures Ltda., como por exemplo The blackguard, um filme para o qual ele teve que viajar diversas vezes para a Alemanha, circustância em que aproveitou para conhecer a obra dos grandes diretores alemães da época, como Fritz Lang e Erich von Stronheim.

Primeiros filmes a dirigir:

Em 1925, Balcon lhe propôs dirigir uma co-produção anglo-alemã intitulada The Pleasure Garden. Era sua primeira oportunidade como diretor. O resultado, agradou os dirigentes do estúdio e naquele mesmo ano ele veio a dirigir outros dois filmes:

The mountain eagle (que não existe mais, o que apenas sobrou foram seis fotos) The Lodger: A Story of the London Fog, foi seu início no suspense, que mostra a história de uma família que desconfia que seu inquilino seja Jack, o Estripador. O três filmes estrearam em 1927.

Em 2 de dezembro de 1926, casou-se com Alma de acordo com rituais católicos, e se estabeleceram em Cromwell Road, em Londres. Na estreia, os filmes foram bem recebidos pelo público e críticos. Neles, o diretor aparecia discretamente como figurante, sem ser incluído como parte do elenco ou roteiro, era a sua maneira de assinatura em seus filmes, que mais tarde se tornou tão popular.

Sucesso:

Em 1929, Hitchcock obteve o seu primeiro sucesso no Reino Unido com Blackmail, filme este que abriria um período de vários clássicos do suspense dirigidos por ele ainda em solo britânico.

Em 1933 foi trabalhar na Gaumont-British Picture Corporation, e o seu primeiro filme para a companhia chamou-se The Man Who Knew Too Much (O Homem que Sabia Demais), de 1934, que seria refilmado em 1956 com outros atores.

Hitchcock estabeleceu algumas inovações que caracterizaram seu estilo, uma delas é a introdução de um recurso de roteiro que virou uma de suas marcas registradas, o personagem inocente que é perseguido ou punido por um crime que não cometeu.

Cidadania  EUA:

Ele se mudou para Hollywood em 1939 e tornou-se um cidadão dos EUA em 1955. Durante uma carreira de mais de meio século, Hitchcock criou para si estilo de direção distinta e reconhecível.

Ele criava takes que maximizavam a ansiedade, o medo ou a empatia, e utilizou um sistema de edição inovador. Suas histórias, muitas vezes apresentam fugitivos no dentro da lei ao lado de personagens femininas “loiras frias”.

Filmes de Hitchcock também trazem muitos temas da psicanálise e apresentam fortes conotações sexuais. Através de suas aparições em seus próprios filmes , entrevistas, trailers, e o programa de televisão Alfred Hitchcock Presents, ele tornou-se um ícone cultural.

Hitchcock dirigiu mais de cinqüenta filmes em uma carreira de seis décadas. Muitas vezes considerado como o maior cineasta britânico, ele ficou em primeiro lugar em uma pesquisa de críticos de cinema de 2007 no jornal britânico Daily Telegraph, que afirmou:

Fim de carreira e partida:

“Sem dúvida o maior cineasta a emergir destas ilhas, Hitchcock fez mais do que qualquer diretor na composição do cinema moderno, que seria totalmente diferente sem ele. Seu talento era para a narrativa, que cruelmente retinha as informações cruciais, e envolvia as emoções do público como nenhum outro”.

A revista MovieMaker o descreveu como o cineasta mais influentes de todos os tempos e é amplamente considerado como um dos artistas mais importantes do cinema.

Em 1980 Alfred Hitchcock recebeu a KBE da Ordem do Império Britânico, das mãos da Rainha Elizabeth II. Ele morreu quatro meses depois, de insuficiência renal, em sua casa em Los Angeles. O corpo de Hitchcok foi cremado, e suas cinzas espalhadas.

Confira a seguir, os seus melhores filmes.

Interlúdio (1946) – Alfred hitchcock

Amar a uma pessoa e casar-se com outras, são contratempos que levarão à continuas confusões. Interlúdio é assim, um filme para suspirar!

Sinopse do filme: Interlúdio

Após seu pai alemão ser condenado como espião, uma jovem mulher (Ingrid Bergman) passa a se refugiar em bebida e homens. É assim que se aproxima de um agente do governo (Cary Grant), que pergunta se ela concorda em ser uma espiã americana no Rio de Janeiro, onde nazistas amigos do pai dela estão operando.

Ela acaba se casando com um espião nazista, mas se apaixona pelo seu contato no governo americano.

Ficha técnica do filme Interlúdio de Alfred Hitchcock

Título: Interlúdio
Título Original: Notorious
Ano: 1946
Direção: Alfred Hitchcock
Roteiro: Ben Hecht, Alfred Hitchcock, Clifford Odets
Gênero: Suspense/Noir/Romance
Nacionalidade: Estados Unidos

Elenco Interlúdio (1946):

Cary Grant T.R. Devlin
Ingrid Bergman Alicia Huberman
Claude Rains Alexander Sebastian
Louis Calhern Capitão Paul Prescott
Leopoldine Konstantin Madame Anna Sebastian
Reinhold Schünzel Dr. Anderson
Moroni Olsen Walter Beardsley
Ivan Triesault Eric Mathis
Wally Brown Sr. Hopkins
Charles Mendl Comodoro
Virginia Gregg Arquivista
Ricardo Costa Dr. Julio Barbosa
Eberhard Krumschmidt Emil Hupka
Alexis Minotis Joseph
Fay Baker Ethe

Motivos para ver o filme interlúdio

Esse filme mostra que paixão e responsabilidade por estar inseridos em lugares completamente diferentes. Pode  escolher a quem se unirá, mas, não se sabe por quem se apaixonará. Um filme que vale a pena assistir.

Fim de Interlúdio (1946)

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Alfred hitchcock – Melhores filmes

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