Pokémen: A teoria de que humanos são uma espécie de Pokémon

Saudações, como meu primeiro artigo aqui para o “Fanboys x Geeks”, trago uma poketeoria. Antes, penso ser importante explicar o que seja uma teoria. Basicamente, uma teoria é um conjunto de teses que explicam um fenômeno. Uma tese, por sua vez, é uma afirmação comprovada sobre algum fenômeno, enquanto uma hipótese [1] é uma afirmação ainda não comprovada. Portanto, uma hipótese que se mostre verdadeira vira uma tese e esta, sozinha ou agrupada a outras teses, pode constituir uma teoria.

Assim, o que eu lhes trago é uma teoria sobre o universo da franquia Pokémon que surgiu como uma tímida hipótese ainda durante a Primeira Geração – ao menos eu me lembro de discutir a respeito com alguns amigos e de ver gente discutindo isso – só começando a evoluir para tese a partir da Terceira Geração, com Pokémon Emerald, se fortalecendo ainda mais com os jogos da Quarta Geração. E, aqui, eu a apresento como teoria no sentido anteriormente discorrido porque há teses suficientes para comprová-la.

No caso, as teses que constituem a teoria de que humanos são uma espécie de Pokémon (ou apenas Pokémen, para encurtar) são: 1) Há ao menos uma evidência nos jogos da Primeira Geração quanto ao parentesco entre humanos e Pokémon; 2) Há classificações de Pokémon que evidenciam o parentesco; 3) Os humanos possuem poderes e tipos; 4) Há entradas na Pokédex que evidenciam o parentesco; 5) Há evidências gritantes em jogos da Quarta Geração. Além disso, também trato de outras duas coisas: 6) O problema na “lógica do Criador”; e 7) possibilidades à vista.

1 – Bill, o Pokémon.

Pokémon Red, Blue e Yellow são os jogos da chamada Primeira Geração e já neles havia uma evidência quanto ao parentesco entre humanos e Pokémon, evidência essa que é um tantinho complicada de entender e que tem a ver com o autoproclamado pokemaníaco Bill, pesquisador responsável pelo sistema de transporte de pokebolas na região de Kanto.

Quando se chega à casa de Bill, localizada em Sea Cottage, ao norte da cidade de Cerulean, o mesmo não está na forma humana, mas sim na de um Pokémon ou na forma mista de humano e Pokémon, pois, como ele explica, algo deu errado durante uma experiência de teletransporte que ele estava fazendo e o mesmo acabou fundido a um monstrinho de bolso que não se sabe qual é. Pois é aqui que reside a evidência.

Podemos ver Red, Pikachu e Bill transformando num Pokémon ou fundido a algum monstrinho de bolso.

Da mesma forma que um gato não pode cruzar com um cachorro de modo a gerar descendência, não são todas as espécies Pokémon que podem procriar entre si. E, da mesma forma que no mundo real um cruzamento com descendência entre espécies (mesmo que a cria seja estéril) só ocorre se elas forem aparentadas, na realidade de Pokémon, apenas os espécimes de espécies pertencentes a um mesmo grupo podem cruzar entre si. Sobre esses grupos, aqui chamados ovígrupos, eu falarei mais adiante.

O fato é que, se tomarmos a reprodução dos Pokémon como parâmetro, podemos assumir que Bill só poderia ter se fundido com um Pokémon que fosse geneticamente aparentado aos humanos, pois, do contrário, a fusão não seria completa, tendo consequências trágicas, fatais. Agora, considerando que ele estava fazendo uma experiência com teletransporte e que o primeiro Pokémon que o Bill capturou foi um Abra, pode-se considerar que o monstro de bolso ao qual ele se fundiu tenha sido um Abra, um Kadabra ou um Alakazam. O que faz muito sentido, como será melhor explicado adiante.

2 – A categoria e o ovígrupo “humanoide”.

Dentre as várias maneiras de se classificar um Pokémon, há duas que são importantes para a Teoria: A classificação por category (categoria) e a por egg group. A primeira já foi chamada de specie (espécie) e consiste na identificação da criatura a partir de características biológicas, como traços fisiológicos, comportamento ou habilidades especiais. Quanto à segunda classificação, ela determina quais Pokémon são capazes de cruzar entre si de modo a gerar descendência. Agora, como achei que as possíveis traduções para egg group (grupo de ovo, grupo ovo ou grupo oval) não soam muito bem, preferi cunhar o termo ovígrupo (em analogia com o termo “ovíparo”), porque, se for para parecer estranho, que seja um estranho arrumado.

Enfim, o fato é que, na versão japonesa dos jogos, existe uma categoria denominada ひとがた ポケモン, onde ポケモン significa Pokémon eひとがた ou hito gamashita significaria “boneca, títere, fantoche”, ou seja, “Pokémon fantoche”. Tal nome foi traduzido pela Bulbapedia, entretanto, como humanoid Pokémon (Pokémon humanoide). A versão estadunidense, por sua vez, chama essa mesma categoria de Human Shape Pokémon, isto é, “Pokémon de forma humana”. O único Pokémon nessa categoria é Jynx, do tipo Gelo/Psíquico, mas o fato de haver ao menos um Pokémon identificado como tendo forma humana (claro, se considerarmos que a versão estadunidense não está equivocada) pode ser considerado como uma evidência, pois, se há similaridade na aparência, há possibilidade de parentesco – vide humanos e os demais primatas.

Quanto aos ovígrupos, dentre os quinze existentes, há um denominado human shape (forma humana) ou human-like (semelhante ao homem) e que conta com 37 espécies puras e 15 que também pertencem a outros ovígrupos. Dentre estes últimos, os dois que também pertencem ao ovígrupo bug (inseto) são do tipo Inseto, enquanto os dois que também pertencem ao ovígrupo grass (grama) são do tipo Planta e Planta/Noturno, os onze que pertencem ao ovígrupo field (campo) se dividindo entre os tipos Normal (03), Fogo (01), Fogo/Lutador (02), Lutador/Metálico (01), Lutador (03) e Lutador/Noturno (01).

Os 37 Pokémon puramente pertencentes ao ovígrupo human-like, por sua vez, assim se dividem: 02 do tipo Noturno/Metálico, 02 do tipo Fogo, 02 do tipo Elétrico, 01 do tipo Noturno/Fantasma, 01 do tipo Gelo/Psíquico, 01 do tipo Psíquico/Fada, 02 do tipo Venenoso/Lutador, 01 do tipo Lutador/Voador, 02 do tipo Lutador/Psíquico, 13 do tipo Lutador e 10 do tipo Psíquico.

Sawk

Ou seja, além de haver precedente para o parentesco entre humanos e Pokémon mediante a existência de monstrinhos de bolso classificados como sendo “semelhantes aos humanos” – e alguns são realmente semelhantes, chegando a possuir polegares opositores, por exemplo – nota-se uma predominância de Pokémon do tipo lutador, seguidos por muitos Pokémon do tipo psíquico. Por que isso é importante? Porque…

…3 – Os humanos possuem poderes e tipos.

Sim, isso mesmo. Assim como os demais Pokémon, os humanos possuem poderes e tipos. Quais seriam esses poderes e tipos?

Considerando que existem muitíssimos treinadores Pokémon praticantes de artes marciais, muitíssimos treinadores Pokémon dotados de poderes extra-sensoriais e pessoas que aparentemente não são nem um nem outro, pode-se assumir que os humanos caracterizam-se como uma espécie Pokémon atípica, com a possibilidade de um indivíduo nascer como sendo do tipo Normal ou do tipo Psíquico ou do tipo Normal/Psíquico.

Posteriormente, um humano Normal poderia permanecer no mesmo tipo, passar a ser Psíquico, Normal/Psíquico, Normal/Lutador ou Lutador. Por sua vez, um humano Psíquico (ou “ParaNormal”) poderia continuar como tal ou passar a ser Psíquico/Lutador, enquanto um humano do tipo Normal/Psíquico poderia continuar assim, tornar-se unicamente Psíquico ou passar a ser Lutador/Psíquico.

Os poderes, por sua vez, seriam correspondentes a esses tipos e não tão distantes da realidade no caso dos poderes do tipo Lutador, visto que boa parte não passa de técnicas de artes marciais (Golpe de Karatê, Chute Baixo, Submissão, etc.), e alguns do tipo Normal, como Attract (atrair), Block (bloquear), Body Slam (pancada corporal), Captive (cativar), Celebrate (celebrar) e mesmo Cut (cortar), Double Slap (tapa duplo), Leer (olhar penetrante) e Scratch (arranhar), entre outros. Completam o quadro os poderes do tipo Psíquico, habilidades extra-sensoriais que sabemos que humanos podem ter porque alguns treinadores as demonstram, como os das classes Psychic (que sempre aparecem levitando as suas pokebolas) e Hex Maniac (dita como a contraparte feminina da classe anterior), bem como os líderes de ginásio Sabrina, de Saffroan, e Morty, de Ecruteak.

4 – O parentesco evidenciado pela Pokédex.

Como esta seção ficou maior do que o pretendido, a dividi em subseções para facilitar a leitura.

4.1 – De Kafka ao Kadabra.

Franz Kafka escreveu o livro “A Metamorfose”, que versa sobre um homem que, em dada manhã, acorda transformado numa barata de proporções humanas. Talvez isso tenha servido de inspiração para uma das entradas do Pokémon Kadabra na Pokédex. O Kadabra, assim como sua pré-evolução e sua evolução, é do tipo Psíquico pertencente ao ovígrupo human-like, sendo que duas entradas dele na Pokédex e mais as entradas referentes a pelo menos quatro Pokémon do tipo Fantasma, o Yamask, o Phantump, o Drifloon e o Spiritomb são importantíssimas para a teoria.

Existente desde a Primeira Geração, o Kadabra recebeu duas entradas interessantíssimas na Pokédex durante a Terceira Geração. A primeira delas, do jogo Pokémon Emerald, diz que “it is rumored that a boy with psychic abilities suddenly transformed into Kadabra while he was assisting research into extrasensory powers” sendo que, da forma como está, não se pode ter certeza se o garoto foi transformado em Kadabra por alguém (…was transformed into…) ou se ele transformou a si mesmo (…transformed himself… ou …became a…), de modo que a tradução mais adequada talvez seja “há rumores de que um menino com habilidades psíquicas repentinamente viu-se transformado em Kadaba enquanto estava ajudando na investigação sobre poderes extra-sensoriais”.

Quanto à segunda entrada, proveniente de Pokémon FireRed, ela diz que “it happened one morning – a boy with extrasensory powers awoke in bed transformed into Kadabra“, sendo ela que possível é uma referência à mais famosa obra de Kafka, sua tradução sendo “isso aconteceu uma manhã – um menino com poderes extra-sensoriais acordou na cama transformado em Kadabra”. Note que essa entrada deixa subentendido que, por mais que alguém possa ter transformado o garoto enquanto ele dormia, o mais provável mesmo é que ele tenha transformado-se natural e inconscientemente, como se tivesse evoluído.

Pode-se, inclusive, assumir que essa transformação tenha dado origem à espécie. Acontece que, se assumirmos que antes dessa transformação não existia um Kadabra sequer no mundo, então consequentemente também podemos assumir que não existia Abra algum, pois este evolui naturalmente para Kadabra a partir do nível 16. Logo, podemos concluir que, se um menino com poderes psíquicos “evoluiu” naturalmente para Kadabra, mais cedo ou mais tarde outras pessoas dotadas de tais poderes ou tentaram fazer o mesmo, conseguindo, ou sofreram idêntica transformação espontânea. De qualquer forma, em algum momento pelo menos uma mulher com poderes psíquicos sofreu essa transformação e, na medida em que passou a existir ao menos um casal de Kadabra, o surgimento do primeiro Abra tornou-se inevitável.

4.2 – Phantump.

E por mais mais que essa metamorfose de homem em Pokémon inicialmente pareça estranha, a verdade é que não o é, mas isso será melhor discutido na próxima seção, pois ainda precisamos falar de outros dois Pokémon. Deixarei o Yamask por último, de modo que agora trataremos do Phantump, o qual pode ser descrito como um pedaço de tronco oco possuído – e esse Pokémon não teria nada demais, não fosse por uma entrada dele na Pokédex dos jogos Pokémon X e Omega Ruby e outra na dos jogos Pokémon Y e Alpha Sapphire.

No caso, a primeira diz que “these Pokémon are created when spirits possess rotten tree stumps” (estes Pokémon são criados quando espíritos possuem tocos de árvore podre) e que “they prefer to live in abandoned forests” (eles preferem viver em florestas abandonadas). A segunda a complementa, dizendo que “according to old tales, these Pokémon are stumps possessed by the spirits of children who died while lost in the forest“, isto é, “de acordo com contos antigos, estes Pokémon são tocos possuídos pelos espíritos de crianças que morreram enquanto (estavam) perdidas na floresta”.

Isso mesmo, se você não a salvasse, certamente o espírito de Lostelle viraria um Phantump.

Aqui, nós temos uma indiscutível evidência de que homens e Pokémon compartilham da mesma essência espiritual, visto que um alma humana pode converter-se num Pokémon do tipo Fantasma, mas também temos um caso de metamorfose homem-Pokémon na medida em que uma parte do espécime humano converte-se num espécime de uma espécie do tipo Fantasma – e esse não é o único caso.

4.3 – Yamask, Cofagrigus e os antigos egípcios.

O outro caso de metamorfose de um ser humano em uma espécime de uma espécie Pokémon do tipo Fantasma é o Yamask, um monstrinho de bolso que pode ser descrito como um espírito semelhante a uma ave e cuja cauda carrega uma máscara de feições humanas. Ele possui duas entradas na Pokédex, sendo que a primeira ocorre nos jogos Pokémon Black, Y e Alpha Sapphire, a segunda aparecendo em Pokémon White, Black 2, White 2, X e Omega Ruby. Aquela diz que “each of them carries a mask that used to be its face when it was human” e que “sometimes they look at it and cry“, ou seja, “cada um deles carrega uma máscara que costumava ser seu rosto quando ele era humano”, sendo que “algumas vezes eles olham-na e choram”. A outra entrada, por sua vez, diz que “these Pokémon arose from the spirits of people interred in graves in past ages” e que “each retains memories of its former life“, isto é, “estes Pokémon surgiram dos espíritos de pessoas enterradas em sepulturas em eras passadas” e “todos conservam lembranças de sua vida anterior”.

Note que a Pokédex diz que eles “surgiram” e que tal surgimento se deu “em eras passadas”, ou seja, diferentemente do Phantump, não é mais possível que Yamask nasçam por outro meio que não seja a reprodução. Somando-se a isso os fatos de que o Yamask possui uma máscara que era o seu rosto humano, mantendo a memória da vida humana, e de que a forma evoluída dele, o Cofagrigus, nada mais é do que um sarcófago possuído e de nítida inspiração egípcia, temos um interessantíssimo resultado, que, entretanto, fica melhor explicado com a seguinte consideração.

Cerca de 2500 anos atrás, os chamados Heróis Gêmeos ergueram o Relic Clastle no Desert Resort, em Unova, o mesmo sendo o núcleo da antiga civilização de tal região, sendo que Yamask (Pokémon Black, White, Black 2, White 2) e Cofagrigus (Pokémon Black, White) podem ser encontrados apenas nessa parte do continente. Como o Cofagrigus também pode ser encontrado nas Mirage Caves (mais especificamente no norte da Rota 124 e no sul da Rota 131), localizadas na região de Hoenn, podemos assumir que a antiga civilização de Unova se expandiu pelo menos até essa ilha (ou surgiu dela).

O que quero dizer é: Os Yamask surgiram especificamente dos espíritos das pessoas da antiga civilização de Unova e esse surgimento não se deu naturalmente, sendo algo que era esperado e preparado, consistindo num aspecto da religião de tais pessoas. Podemos, inclusive, assumir que essa religião e os seus ritos funerários seriam similares aos dos antigos egípcios, pois não apenas a forma de sarcófago do Cofagrigus [2] e sua habilidade Mummy (múmia) remetem aos rituais de mumificação egípcios, como a máscara do Yamask e suas memórias retidas remetem à máscara mortuária egípcia, que deveria ser feita de modo a reproduzir a face do morto e assegurar que os aspectos emocionais dele não desapareciam [3].

Deste modo, a transformação do ser humano ou de parte dele em Pokémon ou vice-versa pode ser mesmo entendida como um aspecto religioso ou espiritual, em algum momento do passado essa permuta sendo algo natural e mesmo desejado e praticado. O que nos leva à última evidência.

4.4 – A união faz… Um fantasma!

Na mesma “pegada” do Yamask e do Phantump, existem outros Pokémon do tipo Fantasma que surgiram ou surgem a partir de espíritos, sendo que um deles – assim como o Yamask – apresenta a capacidade de evoluir. Estou falando do Drifloon, que evolui para Drifblim, e do Spiritomb.

O primeiro possui cinco diferentes entradas na Pokédex. A primeira ocorre em Pokémon Diamond, X e Omega Ruby, dizendo que o Drifloon “a Pokémon formed by the spirits of people and Pokémon” e que “it loves damp, humid seasons“, isto é, tal ser é “um Pokémon formado pelos espíritos de pessoas e de Pokémon” e que “ele ama estações úmidas, molhadas”. A segunda entrada ocorre apenas em Pokémon Pearl, dizendo que “it tugs on the hands of children to steal them away” e que “however”, it gets pulled around instead“, ou seja, “ele puxa as mãos das crianças para roubá-las” e “entretanto, ele é puxado”. A terceira, de Pokémon Platinum, Black e White, informa que “because of the way it floats aimlessly, an old folktale calls it a ‘Signpost for Wandering Spirits‘”, isto é, “devido à forma como ele flutua, sem rumo, um velho conto popular o chama de ‘Sinal para Espíritos Errantes'”. A quarta entrada, presente nos jogos Pokémon Heart Gold e Soul Silver, diz que “it is whispered that any child who mistakes Drifloon for a balloon and holds on to it could wind up missing“, ou seja, “sussurra-se que qualquer criança que confunda Driflon com um balão e o segure pode acabar desaparecendo”. Por fim, a última entrada está presente em Pokémon Black 2, White 2, Y e Alpha Sapphire, dizendo que “these Pokémon are called the ‘Signpost for Wandering Spirits” e que “children holding them sometimes vanish“, ou seja, “estes Pokémon são chamados de ‘Sinal para Espíritos Errantes'” e “crianças segurando-os algumas vezes desaparecem”.

As entradas na Pokédex da sua evolução não possuem nada de interessante nesse sentido, mas também não precisa, pois sabemos que, consequentemente, ele também possui a mesma natureza constitutiva da sua pré-evolução, isto é, tanto Drifloon quanto Drifblim são formados por espíritos de Pokémon e de humanos – e isso é um apontamento para a mesma natureza espiritual entre ambos, já que podem se misturar para constituir algo novo. Porém, aparentemente apenas Drifloon tem o sinistro hábito de (tentar) sequestrar crianças. O que um Drifloon faz com uma criança sequestrada por ele? Talvez a leve para um ponto suficientemente alto e, então, a solte, posteriormente absorvendo o espírito dela.

4.5 – A união faz… Outro fantasma!

Quanto ao Spiritomb, ele possui quatro diferentes entradas na Pokédex. A primeira ocorre em Pokémon Diamond, X e Omega Ruby, dizendo que ele é “a Pokémon that was formed by 108 spirits” e que “it is bound to a fissure in an Odd Keystone“, isto é, “um Pokémon que foi formado por 108 espíritos” e que “ele está sujeitado a uma fissura numa Odd Keystone (“pedra angular estranha” é um item do jogo)”. A segunda, oriunda de Pokémon Pearl, Y e Alpha Sapphire, diz que “it was bound to a fissure in an Odd Keystone as punishment for misdeeds 500 years ago“, ou seja, “ele foi sujeitado a um fissura numa Odd Keystone como punição por crimes 500 anos atrás”. A terceira entrada, presente em Pokémon Platinum, Black, White, Black 2 e White 2, diz que “its constant mischef and misdeeds resulted in it being bound to an Odd Keystone by a mysterious spell“, o que quer dizer “sua contante maldade e crimes resultaram nele sendo sujeitado a uma Odd Keystone por um feitiço misterioso”. Por fim, a quarta entrada, em Pokémon Heart Gold e Soul Silver, informa que “it was formed by uniting 108 spirits” e que “it has been bound to the Odd Keystone to keep it from doing any mischief“, noutras palavras, “ele foi formado pela união de 108 espíritos” e “ele tem estado vinculado à Odd Keystone para impedi-lo de fazer qualquer maldade”.

De posse dessas informações sobre o Spiritomb e considerando que os termos “maldade” e “crimes” só poderiam ser associados aos humanos, podemos concluir duas coisas. Associada à transformação pós-morte da essência humana em Pokémon, a primeira conclusão é que tal Pokémon surgiu a partir ou de 108 espíritos de humanos criminosos ou de espíritos de humanos criminosos e seus Pokémon.

A outra conclusão a que podemos chegar é que, assim como os Yamask, esses Pokémon não surgem mais, isto é, 108 espíritos não saem por aí se unindo para formar um Spiritomb e tampouco as pessoas eventualmente fazem uso de um feitiço que ninguém sabe ao certo qual é (pois é misterioso) para unir 109 espíritos de modo a fazer um Spiritomb. No máximo, o que pode acontecer é eles se reproduzirem. De qualquer forma, com isso ficamos sabendo que há várias maneiras de a alma humana ser convertida em Pokémon.

5 – Evidências literárias na Quarta Geração.

Dentre os livros presentes na Biblioteca de Canalave há dois livros do nosso interesse. O primeiro é o Sinnoh Folk Tales ou “Contos do Povo de Sinnoh” (“Contos Populares de Sinnoh” também é válido), o qual traz três contos, dos quais nos interessam o segundo e o terceiro, pois o primeiro trata dos Pokémon sendo utilizados com comida pelos humanos. O segundo livro de interesse é o Sinnoh Region’s Mythology ou “Mitologia da Região de Sinnoh”. O segundo dos “Contos do Povo de Sinnoh” é o seguinte:

There lived a Pokémon in a forest.

In the forest, the Pokémon shed its hide to sleep as a human.

Awakened, the human dons the Pokémon hide to roam villages.

Vivia um Pokémon numa floresta.

Na floresta, o Pokémon tirou sua pele para dormir como humano.

Desperto, o humano veste a pele de Pokémon para vaguear pelas vilas.

Sendo perfeitamente possível notar aí uma transformação feita de maneira consciente, bem como uma possível alusão ao evolucionismo, numa demonstração de que os humanos teriam surgido a partir dos Pokémon – um ancestral em comum com Monkey, talvez? De qualquer forma, vamos ao terceiro dos contos:

There once were Pokémon that became very close to human.

There once were humans and Pokémon that ate together at the same table.

It was a time when there existed no differences to distinguish the two.

Era uma vez, Pokémon que ficaram muito próximos aos humanos.

Era uma vez, humanos e Pokémon que comiam juntos na mesma mesa.

Era uma época em que não existiam diferenças para distinguir os dois.

Nele a coisa toda é colocada muito explicitamente. Teria havido uma época onde não era possível distinguir humanos de Pokémon – e, se não havia como distingui-los, nada impediria de haver casamentos e procriação entre eles, algo similar ao que, no nosso mundo e em determinado momento, teria acontecido entre ancestrais de humanos e de chimpanzés, por exemplo. Ah, mas espere, existe um “detalhe”. No Ocidente, o terceiro dos “Contos do Povo de Sinnoh” teve o seu texto alterado. A seguir, o texto original, em Japonês, seguido pelo correspondente em Inglês e a tradução para o Português.

ひとと けっこんした ポケモン がいた

ポケモンと けっこんした ひとがいた

むかしは ひとも ポケモンも おなじだったから ふつうのことだった

There once were Pokémon that married people.

There once were people who married Pokémon.

This was a normal thing because long ago people and Pokémon were the same.

Era uma vez, Pokémon que casavam com as pessoas.

Era uma vez, pessoas que casavam com Pokémon.

Isso era uma coisa normal porque, há muito tempo, as pessoas e os Pokémon eram a mesma coisa.

Pois é, mais explícito que isso só uma paródia pornô de Pokémon. Enfim, definitivamente, houve um tempo em que Pokémon e humanos constituíam uma mesma espécie, capaz de cruzar entre si e gerar descendência. Isso deve ter sido antes da especiação dos Pokémon e antes do estabelecimento dos ovígrupos, numa época onde talvez fosse possível mudar de forma à vontade – e essas coisas provavelmente aconteceram antes da construção de Sinnoh por Uxie, Mesprit e Azelf [4], os Guardiões do Lago, pois, como o livro “Mitologia da Região de Sinnoh” diz:

Long ago, when Sinnoh had just been made, Pokémon and humans led separate lives. That is not to say they did not help each other. No, indeed they did. They supplied each other with goods, and supported each other. A Pokémon proposed to the others to always be ready to help humans. It asked that Pokémon be ready to appear before humans always. Thus, to this day, Pokémon appear to us if we venture into tall grass.

Há muito tempo, quando Sinnoh tinha acabado de ser feita, Pokémon e humanos levavam vidas separadas. Isso não quer dizer que eles não ajudam uns aos outros. Não, na verdade eles fizeram. Eles supriram-se com bens, e apoiaram-se. Um Pokémon propôs aos outros sempre estarem prontos para ajudar os humanos. Ele pediu que Pokémon sempre estejam prontos para aparecer perante os humanos. Assim, deste este dia, Pokémon aparecem para nós se nos aventuramos na grama alta.

Quando Sinnoh tinha acabado de ser feita, os humanos já viviam separados dos Pokémon, ou seja, já havia distinções entre ambos, sendo que é possível enxergar a coisa toda como tendo acontecido da seguinte forma: Inicialmente, no período pré-histórico, só havia Pokémon e em determinado momento desse período, numa floresta, surgiu um tipo novo de Pokémon, o ser humano, que continuava sendo um Pokémon, não se distinguindo dos demais; posteriormente a isso, teria se seguido o período em que humanos e Pokémon passaram a viver separadamente, distinguindo-se uns dos outros e não se entendendo, esse período sendo seguido por outro em que humanos e Pokémon se reaproximaram, passando a se entender novamente, mas não ao ponto de casarem entre si, como em épocas passadas, com os Pokémon apenas aparecendo para os humanos que se aventurassem na grama alta. Tem-se, portanto, três períodos da história entre Pokémon e humanos, os quais chamarei de: a Comunhão, o Distanciamento e a Proximidade.

Ainda segundo os mitos de Sinnoh, o período aqui tratado por Comunhão somente veio a acontecer com o surgimento do espírito, capaz de dar compreensão sobre o mundo. Ao menos é o que consta nas palavras do Hiker que aparece duas vezes ao jogador após este adquirir Arceus em Pokémon Platinum, vide um trecho do diálogo em Oreburgh Mine:

If I had to explain very simply, I study how people came to be. That could explain why I happen to be in Sinnoh. In Sinnoh, there is a myth on how the world came into existence. Investigating that myth may give me insight on the emergence of people.

Se eu tivesse que explicar muito simplificadamente, eu estudo como as pessoas chegaram a ser (o que são). O que explicaria porque acontece de eu estar em Sinnoh. Em Sinnoh, há um mito sobre como o mundo veio à existência. Investigando, aquele mito pode me dar uma visão sobre o surgimeto das pessoas.

E um trecho do diálogo que posteriormente ocorre na biblioteca de Canalave:

The way I see it, our world began when the spirit within people was born. When that spirit came to be, there followed awareness about the world. Within the newborn spirit, time and space were intertwined as one. People and Pokémon, too, were but the same presence. As I understand it, people and Pokémon shared the spirit and awareness. They should have understood and accepted each other then. Because they shared the same spirit, people and Pokémon intermingled. People took the place of Pokémon, and the opposite also held true. That interpretation could give us an idea about how our world came to be.

Do modo como eu vejo isso, nosso mundo teve início quando o espírito dentro das pessoas nasceu. Quando esse espírito veio a existir, seguiu-se a consciência sobre o mundo. No interior do espírito recém-nascido, tempo e espaço estavam estrelaçados como um só. Pessoas e Pokémon também eram, senão, a mesma presença. Pelo que entendi, pessoas e Pokémon compartilham o espírito e a consciência. Eles teriam entendido e aceitado uns aos outros então. Porque eles compartilhavam o mesmo espírito, as pessoas e os Pokémon entremeados. As pessoas tomaram o lugar dos Pokémon, e o oposto também se mostrou verdadeiro. Essa interpretação pode nos dar uma ideia de como nosso mundo veio a existir.

Aí está a prova cabal do parentesco entre Pokémon e humanos, parentesco esse que é reforçado pelo compartilhamento espiritual, uma ideia, aliás que bebe de duas fontes: Da noção totêmica, animista, de alma, na qual todos os indivíduos de uma mesma espécie animal compartilham uma só alma, enquanto humanos teriam almas individuais; e da ideia cristã (católica, ao menos) de espírito, onde todos possuem o espírito santo habitando em suas almas.

Note que no segundo diálogo com o Hiker fica subtendido que, se o espírito não tivesse sido criado, os humanos e os demais Pokémon não teriam se entendido nem aceitado uns aos outros – e nós sabemos o que isso significa, não sabemos? Isso mesmo, algo no melhor estilo “desconheço, logo, me dá medo, portanto, é melhor matar antes que me mate”. Assim, pode-se assumir que a criação do espírito teria prevenido a extinção dos demais Pokémon pela ação humana, mas é claro que algumas devem ter ocorrido, já que a domesticação pela humanidade conduziu ao favorecimento de algumas espécies e à depreciação de outras, assim como ocorre no nosso mundo.

6 – O problema na “lógica do Criador”.

Uma última coisa que precisa ser observada é a “lógica do Criador”, um raciocínio frequentemente utilizado para embasar a presente teoria, mas que apresenta falha. Um prova dessa utilização se encontra no artigo “Será que humanos também são Pokémon”? (CAMAROSSI. 2014). No texto, o autor aponta o “fato de que fomos todos criados pela mesma entidade, o Pokémon-Deus, Arceus” e levanta o seguinte questionamento: “Por que raios a criatura que deu origem ao universo criaria a raça humana para domar os seus iguais, Pokémon?”

Pois bem, tanto o questionamento quanto o apontamento feito trazem um equívoco: Arceu não é o responsável direto pela criação de todos seres vivos nem da esmagadora maioria dos Pokémon, na realidade, ele criou “apenas” os seguintes Pokémon: Dialga, Palkia, Giratina, Unown, Kyogre, Groudon, Rayquaza, Lugia, Ho-Oh, Mew, Jirachi, Azelf, Mesprit, Uxie, Cresselia, Darkrai, Tornadus, Thundurus, Landorus, Latias, Latios, Heatran, Manaphy, Victini, Shaymin, Mew, Celebi, Meloetta, Kyurem, Virizion, Cobalion, Terrakion, Keldeo, Yvetal, Xerneas e Zygarde. E os demais?

Arceus, o Pokémon-Deus.

Articuno, Zapdos e Moltres foram criados por Lugia, enquanto Entei, Raikou e Suicune o foram por Ho-Oh. Registeel, Regirock e Regice, por sua vez, possuem Regigigas como criador, ele próprio supostamente tendo sido criado por Rayquaza. Já Zekrom e Reshirem foram criados por Kyurem. Além desses, há também Phione, concebido por Manaphy, e Deoxys, tratado como vírus oriundo do espaço.Quanto a todos os outros Pokémon, eles descendem de Mew, seja por “descendências com modificações” (outra forma de se falar em evolucionismo), por maneira artificial (no caso, a clonagem que resultou em Mewtwo) ou por uma mistura de ambas as formas (como é o caso de Genesect).

Assim, a lógica abordada não ajuda a teoria, pois, por mais que seja perfeitamente possível encontrar uma resposta plausível para o questionamento levantado, principalmente se considerarmos certas religiões e antigos pensamentos que colocavam o homem como “a coroa da Criação”, não há a necessidade disso, já o ser humano não foi gerado por Arceus e, mesmo que tivesse sido, os mitos demonstram que nem sempre Arceus é felizardo nas suas criações, precisando tomar providências (ex.: Banimento de Giratina) ou efetuar uma nova criação para corrigir falhas da primeira (ex.: Criação de Shaymin para auxiliar Celebi), sem contar as criações que saíram do controle, entrando em conflito e gerando destruição. Portando, supondo que os humanos tivessem sido criados por Arceus e que a captura e treinamento dos demais Pokémon por eles não estivesse nos planos de Pokémon-Deus, nada impediria que isso fosse apenas mais uma obra que tomou rumos inesperados.

7 – Possibilidades à vista.

Como pode ser visto, a teoria já se encontra muito bem fundamentada e é bem possível que quaisquer outras informações que surjam e que tratem da relação e do parentesco entre humanos e Pokémon apenas estabeleçam ainda mais tal certeza, principalmente se tiverem a função de preencher lacunas, como, por exemplo, a especificação do que diabos aconteceu que levou humanos e Pokémon a se separarem em determinado momento e se essa separação é apenas convencional ou se é biológica, no sentido de que humanos não podem mais reproduzir com Pokémon.

O Greninja do Ash.

Um exemplo disso é a possibilidade de que Pokémon Sun e Moon tragam uma nova transformação ou sistema de batalha onde ou o Pokémon se tornará mais forte e assume características do treinador por meio de um forte vínculo emocional – tal como acontece com o Greninja do Ash Ketchum no anime – ou o monstrinho se fundirá ao seu treinador de modo a originar um ser único e muito poderoso – tal como acontece no mangá spin-off de Pokémon chamado ReBurst, no qual tal fenômeno é chamado de burst (explosão) e feito por meio de pedras especiais, que são chamadas, no singular, de Burst Heart (coração da explosão) e possuem o mesmo formato das jóias presentes na logomarca japonesa dos novos jogos.

O título dos novos jogos, com símbolos que lembram exemplares de Burst Heart, exibidos na cena tirada do mangá.

E isso é um exemplo porque, de certa forma, acaba remetendo ao acidente acontecido com o Bill, sendo que, se for confirmada a fusão entre um humano e um Pokémon de qualquer ovígrupo – e não apenas os do tipo “humanoide”, então a explicação para o mesmo estaria no DNA herdado (pelo humano e pelo Pokémon) de Mew, que funcionaria como o elo, a cola ou o eixo da junção – lembrando que Mew pode se teletransportar e que o acidente de Bill aconteceu enquanto este estava fazendo um experimento relacionado ao teletransporte.

Considerações Finais

Os humanos constituem sim uma espécie de Pokémon e penso que isso tenha ficado bem claro, tanto que, para encerrar, deixo um ponto de debate relacionado à presente teoria.

Antes é preciso fazer uma consideração, o universo de Pokémon é nitidamente animista, isto é, seres inanimados podem ganhar vida, transformando-se ao ponto de poderem cruzar e reproduzir. São exemplos disso algumas espécies do tipo Fantasma que nada mais são do que objetos possuídos ou mesmo aqueles Pokémon que nasceram em decorrência da poluição provocada pelo ser humano.

Dito isso, a consideração do ser humano enquanto uma espécie de Pokémon levanta uma questão aparentemente boba, mas que é muito significativa: Sabendo que não existem seres vivos que não sejam Pokémon, que alguns seres inanimados podem ganhar vida de modo a tornarem-se monstrinhos de bolso e que existem espécies cujos espécimes são feitos de matéria vegetal, as árvores (como as árvores de berry), a grama e afins não seriam Pokémon também?

Ficou intrigado? A resposta para essa questão eu dou noutro artigo, lá no meu blog: “Pokémom Earth: A hipótese do planeta vivo“.


NOTAS

[1] Do Grego hypothesis, significando “base, fundação” e com uso estendido para “base dum argumento, suposição” sendo que a sua origem é a junção de hypo– (sob) e thesis (uma colocação, suposição).

[2] Esse nome parece ser derivado do Inglês coffin Greek, isto é, “caixão grego”, isso sendo uma referência ao fato de que a palavra sarcófago (Inglês sarcophagus) é oriunda do Grego. A Bulbapedia informa que ele pode ser resultante de uma combinação de sarcophagus, egregious (egrégio, escandaloso, chocante, excepcionalmente ruim) e coffin.

[3] Segundo Gomes (2004), citando Mosca (1999), os antigos egípcios acreditavam que o ser humano era composto por: Um corpo físico chamado kha; o corpo etéreo, o ba, que era a alma ligada ao coração e que permanecia próximo ao corpo morto; a alma ligada aos desejos e chamada de ka; a alma inferior, chamada akh; a alma superior, intuitiva, incorruptível e luminosa, chamada sah, que deveria subir aos céus para viver com os deuses, sendo necessário recitar fórmulas mágicas para isso acontecer; a inteligência espiritual, chamada khw ou ku; e o atm ou espírito.

[4] Ao menos é como eu interpreto o Sinnoh’s Myth (Mito de Sinnoh).


REFERÊNCIAS

BULBAPEDIA. Human-Like (Egg Group). Última modificação: 10 Jan 2016, 12h21. Disponível em: <https://bulbapedia.bulbagarden.net/wiki/Human-Like_(Egg_Group)> Acesso em: 20 Mai 2016.

BULBAPEDIA. Sinnoh myths. Última modificação: 03 Mai 2016, 02h41. Disponível em: <https://bulbapedia.bulbagarden.net/wiki/Sinnoh_myths> Acesso em: 23 Mai 2016.

CAMAROSSI, Fellipe. Caso #12: Será que os humanos também são Pokémon? Publicado em: 03 Mai 2014. Disponível em: <https://nintendoblast.com.br/2014/05/blast-files-pokemon-humanos.html> Acesso em: 23 Mai 2016.

GOMES, W.B. Primeiras noções da psiquê: Das concepções animistas às primeiras concepções hierarquizadas em antigas civilizações. Memorandum, 7, p.32-46. Disponível em: <https://fafich.ufmg.br/~memorandum/artigos07/artigo03.pdf>. Acesso em: 15 Mai 2016.

HARPER, Douglas. Hypothesis (n.) In:___. Online Etymology Dictionary. 2001-2016. Disponível em: <https://etymonline.com/index.php?term=hypothesis&allowed_in_frame=0> Acesso em: 20 Mai de 2016.

Hipóteses, teses e teorias. Disponível em: <https://moodle.ufba.br/mod/book/view.php?id=35116&chapterid=14776> Acesso em: 20 Mai 2016.

MANDELIN, Clyde. Did you know? People used to marry Pokémon all the time. Publicado em: 11 Jun 2013. <https://legendsoflocalization.com/did-you-know-people-used-to-marry-pokemon-all-the-time/> 23 mai 2016.

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