Olá pessoal, José Milanez é o nosso primeiro entrevistado do programa Poetas Brasileiros. Espero que gostem de conhecer o trabalho do José Milanez!

 José Milanez – Poetas Brasileiros

José Milanez não se diz poeta. Poesia é para poucos. Poesia é para Manuel de Barros, Fernando Pessoa e Wislawa Zymborska.

O que ele faz? Escreve o que lhe vem a cabeça. Ora consegue transmitir sentimento, ora não.

Formado em Filosofia, professor e psicanalista, o interesse de José Milanez é deixar que suas instâncias inconscientes apareçam em forma linguagem. Simples assim.

Conheça José Milanez, o escritor e poeta brasileiro que abre o programa de entrevistas do Demonstre diz que não é poeta, pois poesia é para poucos.

O programa Poetas Brasileiros surgiu como uma extensão dos programas Poema de bom dia, no qual a produtora e blog Demonstre recebe diferentes poetas para declamarem suas próprias poesias, textos e poemas em vídeo.

Confira o vídeo da Entrevista com José Milanez:

José Milanez – A porta e a roda! 

A porta e a roda! duas das maiores invenções do ser humano. Uma se presta à proteção e outra à locomoção. Uma mantêm privacidade, a outra faz sair da privacidade e obscuridade do mundo pequeno. Uma é um convite à interiorização. A outra um convite à prospecção de coisas novas. Uma me leva a descobrir minha intimidade, a outra me leva a tudo que é público. Eu preciso de ambas. Estar dentro, fechado por uma porta e também estar sobre aquela que me leva a novas realidades. Há momentos para se fechar atrás de uma porta. Há momentos de subir em uma roda e ir. Em ambos os casos eu vou pra longe. Ora longe do que está fora, ora longe do que está recluso. Eu só preciso perceber os tempos. Quando é hora de estar no recesso de um ambiente fechado e quando é hora de estar empreendendo uma aventura cada vez mais longe de onde sou. Há momentos de lançarmos raízes, há momentos de lançarmos galhos e folhas. uma é pra dentro outra é pra fora. Sagrada dualidade! Não preciso estar na dúvida entre uma forma e outra. posso ser as duas! Afinal ambas expressam meu propósito nesse planeta: viajar.

Confira o vídeo de A porta e a roda!

José Milanez – Minha caminhada espiritual

Minha caminhada espiritual começou assim: abraçando árvores. Sentindo a vida, a seiva que corria por dentro delas. Aprendi a me conectar. Aprendi que a natureza clama por essa união. Aprendi que a Natureza fala. Estou amando Deus, estou amando o Onipresente em todas as coisas. Daí olheiro para as estrelas, para a lua, para a areia e vi que a Presença estava lá também. Senti o sol e seu toque em minha pele. Vi as formigas que, tão frágeis quanto eu mesmo, se tornam fortes por essa Presença. Ninguém contou para elas que dessa fragilidade. Ninguém contou para elas quão importantes são para os ciclos do Ser e não Ser. Ninguém contou para elas que são mestras.

Confira o vídeo de Minha caminhada espiritual:

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José Milanez – Against the odds

Você gosta de chá e eu de café.

Eu gosto de gatos e você os prefere ao vinagrete com batatas fritas.

Você gosta da Arte e eu de transgredi-la

Para mim a Arte e Filosofia morreram para você isso é uma heresia

Para mim o Artista e o Filósofo são o oBjeto de suas pesquisas para você o objeto está fora

Você gosta de Platão e eu de Wittgesntein

Daria tudo para prestigiar a próxima Slut Walk, você daria tudo para nem saber

Você me xinga dizendo que se eu fosse Artista eu seria um Artista Conceitual, eu me calo porque não sei o que é isso

Você me pergunta se ainda vou te querer já que sei que você é rabugenta, eu digo para você que comprei o pacote completo

Você precisa silenciar e eu antes do silêncio preciso dançar

Você me ensina Cultura Popular mas eu não sei deixar de olhar além do horizonte

Você me traz um sentido e eu pergunto o que é sentido

Você precisa Planejar e eu preciso do Repente

Para você nada precisa ser criado e eu teimo em achar – por pura teimosia – que trarei algo de novo a esse planeta.

Você me mostra tanto e eu tenho tão pouco pra dar…

Ainda bem que combinamos!

Choramos quando falamos,

Defendemos nossos pontos de vista com verve

Precisamos do silêncio como a corsa deseja a água

A poeira é uma inimiga comum

Os filhos nos encantam, ainda que os queiramos voando para longe

Somos (in)sociáveis, verdaderios bichos do mato

Somos (in)sáciaveis e temos fome um do outro

Parece que precisamos dessa autofagia mútua a ser realizada na frente um do outro

Sonhamos

estamos prestes a fazer acontecer

O que quer que seja….

Afinal para quê estamos aqui nesse planeta?

Você citaria Platão e eu te daria uma bofetada com Wittgeisntein

Eu tentaria te falar da Escola de Frankfurt e você da Escola Peripatética

Aí eu diria que a Psicanálise também morreu e você me mostraria que já estamos, de novo, acordando as 4 horas da manhã para tomar nosso café filosófico e tentar resolver os problemas do mundo, que na realiade são os nossos problemas.

Paciência! De noite tem vinho….

José Milanez – Meu meio século!

Dizem que envelhecer é ruim. Eu não acho.

Para mim envelhecer é experimentar mais e mais coisas. Errar e acertar. Aprender com esse processo. Aprender tantas e inumeráveis coisas….

O maior aprendizado que a idade traz é o saber como aprender. Tem gente que nunca aprenderá isso. Tem gente que com toda a dificuldade aprende. Aprendizado tira-nos da zona de conforto. Até dói. Mas no fim, você acaba com uma nova habilidade, um novo recurso.

Ontem estava falando com uma cliente que o que a vida me ensina agora é que ela muitas vezes grita ao nosso redor para que aprendamos. Grita! E nós não percebemos sequer isso. Ela também fala em entrelinhas. Até parece que gosta de nos propor charadas. E o aprendizado mais prazeroso que vejo ser possível é aprender a ouvir, ler e decifrar tudo o que a vida nos coloca.

Nem precisamos ficar analisando os eventos. Basta que os experienciemos. Usufruindo o momento. Vivendo-o intensamente. Assim o que conseguirmos aprender estará simplesmente impregnado em nossas almas.

Minha oração de 50 anos é a seguinte: “Senhores do Destino, peço que vocês me ajudem a perceber quando a Vida me falar. Digam para ela que só grite quando eu realmente não estiver ouvindo. Não deixem de me ensinar aquilo que preciso aprender. Mas também, que dê uma refrescada e me ensine como quem ensina debaixo da sombra de um coqueiro. Quero aprender a discernir os sussurros da Vida. Que ela me proporcione as charadas mais divertidas a fim de que quando  eu resolvê-las eu possa, no final, deixar escapulir pelo canto da boca um sorriso de tarefa concluída. Eu quero me sentir capaz e saber que o processo de transformação é pessoal e eu não posso dar a outra pessoa esse poder de transformar minha própria vida e me fazer feliz. Peço também, Senhores do Destino, que vocês me mostrem que essa coisa de 50 anos é uma baita mentira, uma convenção humana porque minha idade é atemporal, isto é, fora disso que conhecemos como tempo. Dizer que eu tenho 5.000, talvez 50.000 anos é diminuir quem realmente sou, pois não posso ser expresso por uma quantidade de anos. Peço essas coisas pois se os senhores me atenderem minha vida será cheia de riso, amor e significado. Ela não terá um fim…. jamais…. ela será uma eterna caminhada com diversas paisagens.” Que assim seja e assim se faça!

José Milanez – Dizem que sou louco 

Dizem que sou louco por ter minhas idéias e falar sobre elas. Dizem que não há problemas em tê-las, o problema está em divulgá-las. Bem, receio, amigos, que eu continue não aguentando deixar de falar e expor minha alma. Afinal, sou louco, não é mesmo? Os loucos não têm receios, só prazer. Para os loucos nem o futuro nem o passado contam, só o presente, o aqui e o agora, ainda que seja inventado. Ainda que seja criado dentro da alma. Vivam os loucos! E que eu viva também, nesse mundo medianamente normal.

FIM da entrevista com José Milanez

Obrigado por ter nos acompanhado até aqui. Deixe seu comentário e suas sugestões para o Demonstre. Não deixe de seguir nosso canal de youtube e nossa página de Facebook do projeto Poema de bom dia!

Estaremos publicando bastante material, como entrevistas, listas e dicas para alunos e professores.

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Até a próxima!

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