Lendas Africanas surgiram, quando não haviam explicações cientificas, para alguns fenômenos, experimentados pelas pessoas. Durante muitos anos, elas foram passadas de geração a geração, atravessando inclusive fronteiras. Portanto, muitas lendas que hoje conhecemos, chegaram até nós por meio, inclusive de nossos ancestrais.

O povo que habita no continente africano, possui uma variedade de lendas, contos, histórias e mitos.  Boa parte dessas narrações, passam por espíritos de florestas, fantasmas, vampiros, animais misteriosos, bravos guerreiros, misticismo, religiões entre outros. E vamos trazer alguns para você, nos acompanhe!

Lendas Africanas – Quem adota

Pode-se dizer que embora, como forma de crença, seja adotada por místicos ou alguns tipos de religiosos, contudo, também antropólogos, estudiosos de povos e suas culturas, estudantes e professores, podem se apropriar das lendas Africanas, aplicando-as de acordo com seus interesses.

Lendas Africanas – O que são?

São contos criados pelos antigos, para explicarem fenômenos antes incompreendidos. Alguns, chegaram adotar as formas de enxergar a vida, por meio das explicações oriundas das lendas, refutando posteriormente, qualquer explicação cientifica.

Lendas Africanas – Como a Girafa cresceu o pescoço

Alguns anos atrás, a girafa era um animal idêntico aos outros, com um pescoço normal. Aconteceu então uma seca que acabou com toda vegetação. Os animais abocanharam toda a erva que havia até mesmo as ervas secas e duras, além de caminharem quilômetros para ter água para beber.

A Girafa junto com o Rinoceronte, sentiam muito calor! Portanto, ambos decidiram percorrer pausadamente o caminho que levava ao local, onde obtivessem água. Enquanto caminhavam, se lamentavam:

– Ah, meu amigo – disse a Girafa, – Tantos animais a cavar o chão à procura de alimento…  Entretanto, está tudo seco, mas as acácias continuam verdes.

– Hum, hum – articulou o Rinoceronte

 – Seria tão bom – disse a Girafa –alcançar os ramos mais altos, às folhas macias. Existe muita comida. No entanto, as folhas estão no alto, não conseguimos alcançar, pois não temos como subir em árvores.

O Rinoceronte olhou para cima e concordou, abanando a cabeça:

– Quem sabe, se fossemos falar como o homem que mora na cabana. Ele é sábio e faz muitas coisas que não conseguimos fazer.

– Boa ideia! – disse a Girafa. – Sabes onde fica a casa dele?

O Rinoceronte balançou afirmativamente e os dois amigos dirigiram-se para a casa do homem da cabana, após matarem a sede.

Veja este vídeo completo sobre o Escola Sem Partido e a realidade do professor. Vamos bater de frente nesta discussão e argumentar como professores, pois nós entendemos a realidade escolar!

Não deixe de se inscrever no meu canal do youtube: Vídeos diários para professores!

Temos um anunciante!!! Clique na imagem ou no link e confira o material deste anunciante que está ajudando a manter o Demonstre:

Você já parou para pensar que uma dieta real faz a diferença? Estou fazendo e me sinto bem melhor!

dieta de 21 dias demonstre

O que me impressionou neste dieta foi esse teste que mede o grau de inflamação celular, muito interessante!

Link do quiz de inflamação celular: https://goo.gl/vCPzVJ

Você conhece Froebel? Neste vídeo apresento este teórico da educação infantil, responsável pela criação dos jardins de infância como conhecemos hoje, assim como do conceito do brinquedo pedagógico.

Não deixe de se inscrever no meu canal do youtube: Vídeos diários para professores!

Confira também as entrevistas com poetas que estamos realizando no canal do Demonstre:

Não deixe de se inscrever no canal do youtube do Demonstre: Vídeos diários de poesia!

E ainda temos os vídeos de poesias, sempre maravilhosos e diários no canal do Demonstre:

Não deixe de se inscrever no canal do youtube do Demonstre: Vídeos diários de poesia!

 

O encontro com Homem da cabana

Chegando lá, após o homem ouvi-los, deu uma gargalhada e disse:

– Isso é muito fácil! Se vierem aqui pelo amanhã, ao meio-dia e eu lhes darei uma erva mágica. Ela fará com que os vossos pescoços e as vossas pernas cresçam. Assim, poderão comer as folhas macias das acácias. Porém, não poderão se atrasar.

No dia seguinte, só a Girafa por ser bastante esperta, chegou à cabana na hora marcada. Contudo, o seu amigo Rinoceronte, ficou para trás.

O Rinoceronte, por ser lento, encontrou um tufo de erva ainda verde e ficou tão alegre que se esqueceu do compromisso. Esgotado de tanto esperar pelo Rinoceronte, o homem deu a erva mágica à Girafa e sumiu.

A Girafa, rapidamente comeu sozinha, uma dose, que estava preparada para os dois. Sentiu imediatamente, uma sensação estranha, nas suas pernas e pescoço, e viu que o chão estava a afastar-se velozmente.

 “Que engraçado!” pensou a Girafa fechando os olhos. Passado algum tempo, abriu lentamente os olhos. Como o mundo havia mudado!

As nuvens estavam próximas, ela conseguia ver, muito longe. A Girafa olhou para as suas longas pernas, moveu o seu pescoço, longo e gracioso e sorriu. Ela havia crescido! Portanto, agora estava nas alturas. À sua frente estava uma acácia bem verdinha. Dando dois passos, ela comeu as suas primeiras folhas.

Lendas Africanas – A decepção do rinoceronte

Ao observar que a copa de uma frondosa árvore estava se mexendo, o rinoceronte prosseguiu até o local para saber o que estava acontecendo. Entretanto, deparou-se  com um lindo e gigantesco animal, que saboreava as verdes folhas. Ao perceber que se tratava da girafa, entendeu que sua distração com tão pouco que encontrou pelo caminho, o fez perder a oportunidade de resolver todos os seus problemas.

Lendas Africanas – Noz de Cola

 Na extensão da África Ocidental, as pessoas possuem o habito de provar noz-de-cola, uma frutinha muito conhecida por lá. Os velhos, principalmente, têm sempre uma, duas ou três no fundo do bolso.

   Conta a lenda que, certo dia, Noz-de-Cola cuidava de um pedaço de terra que ele havia limpado. Preparava o solo para plantar inhame. Não muito longe dali, havia uns gênios dos campos. Ao ouvirem o barulho da ferramenta   remexendo no solo, perguntaram:

   – Quem está trabalhando nesse campo?

   Noz-de-cola respondeu:

   – Sou eu! Desmatei, limpei e agora estou preparando a terra para plantar inhame.

Os gênios chamaram depressa seus filhos e foram ajudar Noz-de-Cola. Quando deu meio-dia em ponto, Noz-de-Cola, feliz da vida, voltou para a aldeia.

   O mesmo fato se repetiu por vários dias, quando Noz-de-Cola foi plantar seu inhame, a mesma coisa aconteceu: os gênios dos campos e seus filhos vieram acudi-lo.

   No momento em  Noz-de-Cola votou à sua roça para capinar em torno dos pés de inhame, os gênios, que permaneciam por lá, perguntaram:

  – Quem está trabalhando este roçado?

  – Sou eu, Noz-de-Cola, capinando em torno dos meus pés de inhame.

  No mesmo instante, os gênios vieram auxiliar Noz-de-Cola e capinaram rapidinho em torno dos inhames.

   Noz-de-Cola esperava o tempo passar até que chegasse a hora de colher seus inhames. Por isso, ele viajou ao sul e ao leste para visitar o povo da água e o povo da floresta, deixando a roça aos cuidados da sua mulher.

A mulher de Noz de cola

   Um dia, quando ela cuidava  a roça como filhinho nas costas e apanhava lenha, o menino começou a chorar. Para acalmá-lo, ela quis catar um pequeno inhame, um inhame miudinho que ainda não tinha tido tempo de crescer.

   Quando desenterrava esse pequeno inhame para dar ao neném, os gênios dos campos perguntaram:

   – Quem está cavando aí?

    Ela respondeu:

    – Sou eu, a mulher de Noz-de-Cola. Estou desenterrando um inhamezinho para acalmar meu bebê.

     No mesmo instante, os gênios e seus filhos vieram ajudar a mulher de Noz-de-Cola e logo tiraram do chão todos os inhames miúdos, amontoando-os na beira do campo.

A tragédia com a mulher de Noz de cola

    A mulher de Noz-de-Cola, ao ver aquele acidente, pôs-se a chorar. E ainda chorava quando Noz-de-Cola voltou da viagem. Portanto, ele perguntou:

   – Está chorando por quê?

 Ela explicou o motivo, contudo, ele ficou muito nervoso, portanto, bateu em sua mulher. Os gênios dos campos, que continuavam por lá, ouviram o barulho da bofetada e perguntaram:

  – Quem está batendo assim?

 – Sou eu, Noz-de-Cola, batendo em minha mulher.

   No mesmo instante, os gênios e seus filhos vieram ajudar Noz-de-Cola. Contudo, sem controle, bateram tanto, que mataram a mulher.

 Noz-de-Cola nem precisou interrogar o cadáver para entender de que ela tinha morrido! Portanto,desatou a chorar. Foi então que um mosquito veio picá-lo no braço. Para defender-se, ele deu um tapa com toda a força no lugar da picada, mas sem acertar o inseto.  Os gênios dos campos, que continuavam pó lá, perguntaram:

   – Quem está batendo assim?

   – Sou eu, Noz-de-Cola, tentando matar um mosquito que veio me picar.

     No mesmo instante, os gênios e seus filhos vieram ajudar Noz-de-Cola, e lhe espancaram. Contudo, Noz-de-Cola era rápido na corrida, portanto, conseguiu chegar à aldeia em disparada e refugiar-se no bolso de um velho. É por isso que, desde então, sempre tem uma noz-de-cola no bolso dos velhos.

    FONTE:  OLIVEIRA, A. A criança na literatura tradicional angolana. Tese de doutorado apresentada à Universidade Nova de Lisboa. Leiria: Ed. Magno, 2000. PINGUILLY, Y. Contos e lendas da África. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.REPÚBLICA DE ANGOLA. Angola: O futuro começa agora. Paris: Éditions  Hervas,  (Yves Pinguilly, 2005 p.41

FIM

Gostou das lendas africanas ? Se quiser conhecer outras lendas, também de outros povos, visite as páginas da Demonstre, e encontre um mundo de histórias superinteressantes! Portanto, não deixe de conferir.

Um grande abraço e até breve!

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.