Veja este resumo que preparei apresentando o filósofo Max Waber e sua relação com a educação ocidental.

Max Weber e a educação

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A obra de Max Weber é considerada fundamental para a Sociologia moderna. Nascido em Erfurt, Alemanha, em 21 de abril de 1864, foi filho de pais intelectuais, liberais e de fé protestante.

Em 1882, se matriculou no curso de Direito, mesma profissão do seu pai, e 1889 teve sua tese de doutorado publicada, já se estabelecendo como advogado na sequência. Em 1893, Weber casou-se e aceitou uma cadeira na Universidade de Friburgo, mas apenas cinco anos mais tarde ele começou a sentir os sintomas dos seus problemas nervosos, depressão e neurose, que iriam acompanha-lo até o final da vida, chegando até afastá-lo de suas funções.

Apesar das suas crises de saúde, a sua capacidade de produção intelectual continuava alta, e ele continuou publicando diversos ensaios para revistas importantes na Alemanha e em 1904, após uma viagem para os Estados Unidos, ele publicou sua obra mais importante “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”.

Passou o resto dos seus dias atuando intelectualmente nas discursões ocorridas na Alemanha, servindo de referência para diversos estudiosos da época. Ele morreu em junho de 1920 de pneumonia, deixando inacabado seu último livro, que seria a revisão de toda a sua obra e umas das mais importantes, “Economia e Sociedade”.

Sua influência na educação

Em seus ensaios Weber não chegou a tratar especificadamente sobre a educação, mas existem passagens em seus textos que mencionam uma possível conduta do educador e diversos outros textos que geravam entendimentos aplicáveis à área, além do que o mesmo foi educador durante toda a sua vida.

Um dos conceitos principais de Weber baseia-se no fato que as motivações das ações dos indivíduos possuem um sentido determinado por seu autor, o conceito de “ação social”. Diferentemente de Marx e Durkheim, ele não acreditava nos fatalismos externos e sim, que todo ser humano era livre para agir e construir sua realidade e, que caberia a sociologia entender os fatores que determinam essas ações, ou seja, Weber começou a estudar a individualidade dos seres.

Dessa forma, Weber estipulou quatro tipos ideais de ações sociais: a ação racional com relação a fins, com relação a valores, a ação afetiva e a ação tradicional.

A ligação das ideias de Weber com a Educação começou a aparecer nos seus conceitos de racionalização e burocratização, na qual ele entendia que era necessário para a sociedade à burocratização e a autoridade racional legal, ou seja, uma autoridade que é conseguida pela crença na legalidade das regras normativas e na aceitação dessa autoridade. E um jeito de se conseguir isso seria por meio das escolas, transformando a educação em uma educação racionalizada e o homem em um ser obediente.

Weber sem seus estudos, não pretendia formar uma opinião única ou gerar um padrão educacional, mas apenas apontava algumas questões que julgava importante, como por exemplo, ele acreditava que podíamos definir a Educação em três tipos principais: a educação para o cultivo do saber, racional para a burocracia e a carismática, que contribuíram para que os indivíduos desempenhassem papéis sociais diferenciados e que, dependendo da época, um determinado tipo de educação era mais valorizado.

Nesse sentido ainda, Weber mencionava que a educação servia como uma forma de seleção social. No qual, como acontece em outras instituições, ocorre uma espécie de processo seletivo, onde teriam uma forma de admissão considerando determinadas qualificações específicas dos indivíduos, que são examinadas e precisam do consentimento dos demais membros.

Weber contribuiu principalmente, para podermos entender a educação por um ponto de vista global, aonde ele abordava as questões religiosas, políticas, filosóficas e as especializadas. Apesar ainda, de trabalhar muito fora do ambiente tradicional de aula, ele estudou também o comportamento ideal do professor, enfatizando que a universidade não é o lugar adequado para esse profissional expor seus pontos de vista. Segundo ele, cabia ao professor apenas o reconhecimento dos fatos, mesmo os que fossem desagradáveis e não deveria fazer julgamentos, para que assim evitar que os preconceitos tomassem conta da formação dos alunos.

Assim, de acordo com o professor Alonso Bezerra de Carvalho, a linha de pensamento de Weber, “permite a compreensão da educação brasileira sob a perspectiva institucional, pois exprime as características singulares do nosso processo de formação”.

O professor ainda nos chama a atenção quanto ao fato do nosso ser sistema educacional ser antiquado e, que uma possível maneira de utilizar as ideias Weberianas, seria diagnosticar o verdadeiro papel que professores e alunos cumprem na escola, tendo o tipo ideal descrito por Weber como parâmetro primordial.

FIM

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