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O professor e a leitura crítica: a correção como espaço de intervenção

O professor e a leitura crítica: a correção como espaço de intervenção 1

Olá pessoa, tudo bem com vocês? Espero que sim!

Hoje nós vamos falar sobre a leitura crítica e da sua importância, o que na prática, pode fazer a diferença entre uma classe cheia de estudantes engajados, ou, de alunos dispersos e desmotivados. Estamos acostumados a ser avaliados desde a infância de forma mecanicista, mas, será que isso é realmente o ideal?

O professor como leitor crítico em vez de avaliador

Quem aqui nunca recebeu uma nota ou avaliação inferior ao que era esperado que atire a primeira pedra.

As notas precisam ser a consequência do conhecimento, e não o objetivo central dos alunos. Porém, como Bruno poderia resolver essa questão, se, sua maior preocupação continua sendo a nota? Há sem dúvidas um desvio de finalidade e todos nós sabemos muito bem que isso acontece há muito tempo.  Aquele sabor amargo do resultado inesperado de uma prova pode frustrar um aluno que está se esforçando, mas que tem dificuldades. Essas situações são inimigas do processo de aprendizagem.

O professor e a leitura crítica: a correção como espaço de intervenção 1

Suponhamos que o aluno hipotético Bruno simplesmente parece não conseguir aprender matemática. Acontece que, na verdade, ele está mais preocupado em receber uma avaliação positiva do que de efetivamente aprender matemática. Se pararmos para pensar, o que deveria estar acontecendo é o contrário.

A política da “boa avaliação”, ou, das “boas notas”, não necessariamente definem um futuro esplêndido para alguém. Saiba que tivemos grandes figuras históricas que nos seus tempos de colégio foram considerados maus alunos, ou então, simplesmente medianos.

Quem diria que um dos homens mais reverenciados na física e na matemática seria reprovado em várias disciplinas quando tentou entrar numa escola Politécnica Federal de Zurique. E não estamos falando de nada mais nada menos do que de Albert Einstein.

É curioso que um reverenciado cientista ficou extremamente decepcionado ao tentar terminar seus estudos na Itália. O motivo? O método de ensino, que, segundo ele, aniquilava o pensamento criativo em razão de um processo de aprendizagem extremamente mecânico, semelhante a uma esteira industrial.

E nós estamos falando de alguém que conseguiu inovar nas ciências exatas, onde para muita gente um mais um é igual a dois e não há mais o que inventar.

Levemos os jovens para longe da esteira mecânica da aprendizagem

Nós já dissertamos sobre as consequências da avaliação sem uma leitura crítica. Agora, vamos ao que mais interessa: como corrigir este problema.

A leitura crítica é funcional porque permite ao professor trabalhar as falhas dos seus alunos de maneira construtiva. Em vez de escancarar o fracasso do nosso aluno hipotético Bruno, taxando-o com um simples cinco, seis, quatro e assim por diante, veremos quais são as suas maiores dificuldades, as notas serão apenas um diagnóstico. Feito isso, é possível perceber e mostrar opções de melhoria ao aluno, seja com o reforço escolar, revisões nos pontos em que há maiores dificuldades ou mesmo na realização de tarefas e leituras específicas para a deficiência identificada.

E isso tem de ser feito de forma humana. Por mais que cada professor possua centenas de alunos e uma agenda extremamente lotada, poucos minutos ou mesmo segundos de um diálogo honesto, com sugestões simples e tratamento digno tendem a fazer que o aluno perceba que ele pode melhorar, e não que ele é o fim do mundo por ter simplesmente errado.

Grandes soluções costumam ser mais simples do que parecem. Coloque-se no lugar do nosso querido aluno Bruno ao ouvir uma crítica de correção.

“Bruno, sei que você tem a capacidade de melhorar esse resultado. É normal termos dificuldade em alguma coisa, afinal, ninguém é bom em tudo. Eu peço que você me diga o que você sente mais dificuldade, porque precisamos trabalhar nisso. Também sugiro que você leia o capítulo “X” do livro “Y”, pois, sei que vai te ajudar. Pode ser?”

“Você estudou para essa prova? Precisa melhorar, Bruno. Desse jeito o que vai ser de você no final do ano?”.

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A mesma abordagem humana se aplica a tudo na vida. Todo mundo prefere uma crítica construtiva em forma de mensagem sincera, com apoio e acompanhada de boas sugestões. Essa correção se destaca e tende a ser eficiente, ao contrário de uma crítica desmotivadora.

Dicas simples para a execução da leitura crítica:

  • Analise não somente as notas em si, como também as principais falhas dos alunos.

  • Tenha em conta o que foi assimilado e o que está em falta.

  • Mostre aos alunos seus acertos e celebre isso com eles.

  • Converse honestamente (de forma gentil) sobre os erros cometidos.

  • Após a correção, ofereça dicas para que os alunos possam lidar com futuras dificuldades.

A correção é o momento de ação onde o professor pode direcionar sua classe como um todo, assim como determinados alunos. Com isso o desempenho aumenta. Vale lembrar que o momento da correção é também a ocasião na qual o aluno precisa de uma orientação adequada, que o permita adquirir o conhecimento necessário.

Bem, pessoal… Por hoje é só. E como sempre eu gentilmente peço para você compartilhar esse artigo nas suas redes sociais, mostrar aos amigos, colegas e familiares. Conto contigo para que juntos nos tornemos melhores leitores críticos.

Um abraço e até a próxima!

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