O que é Preconceito?

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Você sabe o que é Preconceito? Começamos uma nova série com uma responsabilidade fora do comum, que é a apresentar e conceituar dúvidas constantes no dia a dia escolar e cotidiano do aluno e professor.

O que é Preconceito?

Podemos definir de maneira bem resumida como uma forma de intolerância criminosa, onde um sujeito estabelece um juízo de valor sem qualquer análise crítica, ofendendo diversos grupos e contribuindo para a marginalização destes. Um exemplo de preconceito é o racismo, caracterizado por ser um preconceito relacionado à cor. No Brasil, vemos bastante preconceito racial com pessoas negras, ainda que nossa legislação conceba o racismo como um crime.

O preconceito também é uma arma abstrata de forte poder para a manutenção de discursos que impedem melhorias para populações que vivem em condições sociais de exclusão, impedindo que estas possam ascender socialmente e terem uma qualidade de vida melhor. É importante compreender de que forma o preconceito está presente na nossa sociedade para que possamos torná-la um espaço melhor e mais inclusivo, abominando qualquer tipo de pensamento discriminatório.

Formas de Preconceito

  • Racismo: Forma de discriminação racial. No Brasil, é sofrida em grande maioria pela população negra. Falta de oportunidades no universo acadêmico e no mercado de trabalho, grande contingente carcerário e exclusão social são alguns dos problemas enfrentados pela população negra por conta do racismo. Infelizmente é uma realidade que se faz presente no Brasil desde o período colonial, há mais ou menos três séculos, e até hoje podemos perceber como o discurso colonialista mantém as populações negras subalternizadas e excluídas da sociedade.

  • Homofobia/Lesbofobia/Bifobia: São discriminações de caráter sexual, onde o indivíduo preconceituoso não consegue conceber as diferentes formas de relações interpessoais que não sigam um modelo heterossexual, acabando por discriminar e excluir gays, lésbicas, bissexuais, etc.

  • Transfobia: discriminação de gênero, em que o indivíduo exclui e formula discursos de ódio para pessoas que não se identificam com o gênero a que lhes foi atribuído no nascimento, passando assim por um processo de redesignação de sua identidade.

  • Gordofobia: é um dos tipos de discriminação mais abafados pela sociedade, muitas vezes disfarçado de “preocupação com a saúde do outro”, mas que oprime e exclui pessoas que não se encaixam no padrão de beleza, onde um corpo para ser bonito e “aceito” deve ser “magro”. 

  • Machismo: discriminação em que o principal alvo é a população feminina, onde estas acabam sendo excluídas e inferiorizadas apenas por serem mulheres. São vistas como menos capazes, menos inteligentes fazendo com que sua inserção nos espaços sociais seja mais difícil. Para além disso, são objetificadas desde muito cedo, dando margem para a violência sexual, tal como o estupro, o assédio sexual e a pedofilia.

  • Preconceito Linguístico: é a discriminação que envolve ridicularização e deboche da maneira como um determinado grupo ou individuo se expressa verbalmente. Esse tipo de preconceito é muito praticado por pessoas intelectuais e letradas que não possuem uma formação humanizada, e acabam por discriminar aqueles que falam de maneira diferente. 

O que é Preconceito e sua Relação com o ambiente escolar

Falar de preconceito em sala de aula é essencial. Sabemos que o ser humano desenvolve suas ideias a partir do contato familiar, escolar e social. Isso faz com que nem sempre o aluno chegue em sala de aula desconstruído com relação a certos assuntos, então, é papel da escola estimular o aluno a abraçar as diferenças ao invés de estereotipá-las e caracterizá-las como negativas. É necessário também que o docente leve temáticas que comumente são alvo de discriminação, de modo que este não acabe reproduzindo discursos preconceituosos na esfera étnica, sexual, linguística, etc.

O que é Preconceito: Pontos Positivos e Pontos Negativos

Pontos Positivos de falar sobre Preconceito

  • Estabelecer uma familiarização dos estudantes com as diferenças, de modo que estes reconheçam a existência da diversidade e saiam de um padrão hegemônico de sociedade

  • Compreender que o preconceito é uma violência muitas vezes silenciosa e que está presente em pequenos gestos e palavras do cotidiano, fazendo com que o aluno atente para essas questões e evite a reprodução de um comportamento discriminatório

  • Entender que o Brasil é um dos países mais discriminatórios e instigar os alunos a serem a diferença, indo contra essa estatística através de pequenas atitudes inclusivas e um pensamento mais desconstruído com relação a todas essas questões

Pontos Negativos de falar sobre Preconceito

  • Não encontramos nenhum ponto negativo sobre abordar o tema Preconceito em sala de aula.

Proposta de aula para trabalhar sobre Preconceito em sala de aula:

 

Tema:

Preconceito

Objetivos

Objetivos gerais sobre a aula de Preconceito:

Estabelecer uma compreensão sobre o assunto, atentando para a atualidade, de modo que o aluno possa enxergar as diferentes formas de preconceito existentes na sociedade brasileira (e em diversas partes do mundo)

Objetivos específicos sobre a aula de Preconceito:

Instigar os alunos a buscarem caminhos que desviem de um olhar preconceituoso para as diferenças, tornando-os indivíduos mais inclusivos e menos carregados de estereótipos que são empecilhos para o crescimento e inclusão social de diversos grupos

Conteúdo sobre a aula de Preconceito

Vídeo 1: https://www.youtube.com/watch?v=mdz2XPqm0FQ

Vídeo 2: https://www.youtube.com/watch?v=ufbZkexu7E0

Vídeo 3: https://www.youtube.com/watch?v=G3HHf4ZXlak

Texto 1: https://superela.com/2015/03/19/8-tipos-de-preconceito-que-ja-deveriam-ter-sido-exterminados-ha-muito-tempo/

Texto 2: https://www.geledes.org.br/o-preconceito-racial-e-suas-repercussoes-na-instituicao-escola/

Metodologia sobre a aula sobre Preconceito

Os vídeos aqui apresentados são uma espécie de provocação, para que o espectador reflita sobre seus próprio pré-conceitos. Então, é interessante utilizá-los em sala de aula, antes de abordar o conteúdo, para que os alunos possam já formular seus discursos acerca do assunto, participando do debate. Estimulá-los a perceber as diferenças entre os próprios colegas e em como isso não é um empecilho para a socialização com estes também é interessante, para eliminar a ideia de que uma diferença pode ser um obstáculo para a inclusão.

Referências

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Filmes sobre Preconceito

Histórias Cruzadas, 2011.

Nos anos 60, no Mississippi, Skeeter é uma garota da sociedade que retorna determinada a se tornar escritora. Ela começa a entrevistar as mulheres negras da cidade, que deixaram suas vidas para trabalhar na criação dos filhos da elite branca, da qual a própria Skeeter faz parte. Aibileen Clark, a emprega da melhor amiga de Skeeter, é a primeira a conceder uma entrevista. Apesar das críticas, Skeeter e Aibileen continuam trabalhando juntas e, aos poucos, conseguem novas adesões.

Meninos não choram, 1999.

A história da vida de Brandon Teena, uma mulher que escolhe se passar por homem. Ela começa um caso de amor com uma mãe solteira da zona rural de Nebraska e sofre trágicas consequências como resultado da descoberta de sua transexualidade.

Livros sobre Preconceito

A cor púrpura, 1982.

Autora: Alice Walker

A Cor Púrpura é um romance epistolar da premiada escritora estadunidense Alice Walker, lançado originalmente em 1982. No ano seguinte, foi agraciado com o Prêmio Pulitzer. Entre outros temas, trata de questões de discriminação racial e sexual.

A menina que roubava livros, 2005.

Autor: Markus Zusak

A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, porém surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los em troca de dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. Essa obra, que ela ainda não sabe ler, é seu único vínculo com a família.
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a cumplicidade do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que a ensina a ler. Em tempos de livros incendiados, o gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito.
A vida na rua Himmel é a pseudorrealidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um jovem judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela história. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa desse duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto — e raro — de crítica e público.

Questionário

 

1 – Não fala com pobre, não dá mão a preto, não carrega embrulho.

Pra que tanta pose doutor?

Por que esse orgulho?

A bruxa, que é cega, esbarra na gente e a vida estanca.

O enfarte te pega, doutor, e acaba essa banca

(…)

(Billy Blanco. A Banca do Distinto. In Renato da Silva Queiroz.

Não vi e não gostei – O fenômeno do preconceito.)

Canções conhecidas da Música Popular Brasileira ajudam a desmascarar – através da ironia – atitudes que desumanizam e coisificam o outro, o diferente. Mas, a leveza musical pode criar a ilusão de que é fácil lutar contra esse câncer social – o preconceito, base de estigmas, estereótipos, discriminação, segregação e genocídio. A respeito dessa luta, é possível afirmar que

a) os preconceitos estão profundamente arraigados na cultura, o que nos impede de lutar contra eles, principalmente dentro da escola.

b) os preconceitos não podem ser entendidos no plano humanizado da cultura, e sim no da dominação-opressão e, portanto, devem ser destruídos, em nome da dignidade de toda pessoa humana.

c) os preconceitos derivam da dificuldade do ser humano em lidar com as diferenças e nada pode ser feito para mudar esse fato, o que inviabiliza nossa luta para destruí-los.

d) os preconceitos tendem a desaparecer no processo de globalização, graças à intensificação das migrações e, portanto, não devemos nos preocupar em lutar contra eles.

e) em nosso país não existem preconceitos, sejam de cor, classe ou etnia, graças à expansão da educação escolar, abrangente em relação a todas as crianças e adolescentes.

2 – (UENP) Do ponto de vista sociológico, o Brasil se constituiu sobre o mito da democracia racial principalmente depois da publicação de Casa grande e senzala de Gilberto Freyre (2003). De acordo com Florestan Fernandes (1965) o ideal de miscigenação fora difundido como mecanismo de absorção do mestiço não para a ascensão social do negro, mas para a hegemonia da classe dominante. O mito da democracia racial assentou-se sobre dois fundamentos: 1) o mito do bom senhor; 2) o mito do escravo submisso. Analise as afirmações:

I. A crença no bom senhor exalta a vulgaridade das elites modernas, como diria Contardo Calligaris, e juntamente com uma espécie de pseudocordialidade seriam responsáveis pela manutenção e o aprofundamento das diferenças sociais.

II. O mito do escravo submisso fez com que a sociedade de um modo geral não encarasse de frente a violência da escravidão, fez com que os ouvidos se ensurdecessem aos clamores do movimento negro, por direitos e por justiça.

III. As proposições legislativas sobre a inclusão de negros vão desde o Projeto de Lei que reserva aos negros um percentual fixo de cargos da administração pública, aos que instituem cotas para negros nas universidades públicas e nos meios de comunicação.

Assinale a alternativa correta:

a) todas as afirmações são verdadeiras.

b) apenas a afirmação II é verdadeira.

c) as afirmações I e III são verdadeiras.

d) as afirmações I e II são falsas.

e) todas as afirmações são falsas.

Respostas

1 – b, 2 – a.

Fontes

Superela, link: https://superela.com/2015/03/19/8-tipos-de-preconceito-que-ja-deveriam-ter-sido-exterminados-ha-muito-tempo/

Exercícios Mundo Escola, link: http://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-historia/exercicios-sobre-democracia-racial.htm#questao-1

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