Por que a educação no Brasil não da certo?

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Por que a educação no Brasil não da certo?

Como fazer a educação acontecer?

Por que a educação no Brasil não da certo?

Finalmente voltando a ativa após tantos e tantos probleminhas chatos e irritantes com o blog e a rotina, acho que agora a plataforma vai aceitar a função dela e colaborar para que os textos estejam constantemente sendo divulgados para vocês.
Por que a educação no Brasil não da certo?

Neste breve texto vamos refletir de maneira prática o que faz a educação no Brasil estar tão emperrada. Embora educação seja sempre um problema político, e se você não sabe todo o debate educacional e social permeiam a política, neste artigo serei mais direto que em alguns textos, elencando três fatores sérios e determinantes que implicam no engajamento de políticos, professores, pais e alunos, fazendo com que a própria sociedade ignore o potencial que é ter uma comunidade educada e assumindo que os atributos aqui relacionados são escassos em qualquer esfera da administração pública, e talvez até na particular.

Os principais motivos para a educação no Brasil não dar certo são: falta de informação sobre o papel dos agentes da educação (professores, alunos, pais, políticos e gestores); falta de estrutura e ferramentas básicas para atuação dos profissionais; e falta de estímulos, sejam eles positivos ou negativos para que a educação evolua.

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Educação: a comunidade precisa saber fazer e porque fazer!

​Vamos começar pelo mais básico: informação. Pode parecer bobagem, mas em geral os agentes que tratam a educação não sabem o que estão fazendo. Seja: o legislador, o professor ou o aluno, todos aceitam o papel imposto de maneira passiva, não questionam e não tentam ir além do que já foi estabelecido como “aceitável”. Simplesmente a situação é tão assustadora que quando se pergunta a função das pessoas na escola, secretária de educação ou em reuniões de pais e mestres, as respostas são confusas, com premissas estúpidas e resultados falidos.

Indo aos sujeitos, pensemos bem no alunado, que passivamente se vê obrigado a conviver em uma instituição arbitrária, forçado a ter aulas desinteressantes sobre assuntos que eles não se reconhecem como apreciadores ou futuros utilizadores. Eles entendem que a educação tem ponto final, e esse ponto é o ENEM ou diploma de graduação, o que talvez no último ano o faça querer prestar um pouco mais de atenção e replicar aqueles exercícios aparentemente inúteis, com a única iniciativa de não ter que parar para estudar novamente durante o ano seguinte. Não bastando, nas instituições públicas que não fogem a regra, o conteúdo é defasado, os professores destreinados e provavelmente o sucesso desses estudantes nos exames conteudísticos, que pouco tem haver com as necessidades deles do dia a dia, acaba comprometido pelo desgaste social dos profissionais da educação e gestores displicentes. Mas com tudo isso, como culpar o aluno que não tem sucesso? Ele se quer sabe a utilidade do balanceamento de fórmulas químicas, pois não lhe foi informado a importância prática daquele conteúdo em seu dia a dia, e muito menos perguntaram se ele tinha interesse ou necessidade de aprender isso no lugar de outras experiências. O aluno nem é informado e nem tem opção de protagonizar a própria educação.

​E o professor então? Como entender o que fazer em sala, se sua formação não foi diferente da que passa pro aluno, com uma faculdade que embora talvez aprofundada, pouco questionou sobre o que o docente deveria aprimorar nos recursos sociais afim de gerar interesse real em sua audiência sem os recursos estruturais devidos. Fora que ao sair da faculdade, em sua maioria, os professores acabam sem incentivo por parte das prefeituras, estados ou união ou instituição privada para o aprimoramento profissional e formação continuada, fazendo com que ao passar dos anos pareçam fantasmas funcionais das novas tecnologias, filosofias e metodologias da educação, sendo a ciência carregada ao longo dos 30 anos de magistério ainda mais desinteressante para o alunos. Claro que cabe a ele também procurar informação, mas como se ao perguntar ao professor qual a função dele você corre o risco de ouvir: “educar”, ou pior, “passar conteúdo”? Isso acontece pela constante falta de informação ou estigma social que a classe assumiu, onde mesmo na faculdade acabamos não sendo suficientemente instruídos de que a real função é a de: mediador de conhecimentos, formador de opinião crítica individual e social e gerador de experiências relevantes.

Não ache que acaba por ai. Essa falta de instrução coletiva permeia as equipes das escolas e o mercado, que busca os melhores resultados em provas e concursos, mas ignora que é o cidadão que está sendo formado ali que vai administrar os elementos sociais no decorrer dos anos, sugerindo um futuro tenebroso. Se for a uma escola pública ou privada e perguntar ao gestor qual a função social desta, ele provavelmente responderá de acordo, mas ao visitar as salas de aula dificilmente encontrará uma formação que não pareça uma prisão, onde alunos estão sentados de maneira alinhada, uniformizados e recebendo informação de maneira direta dos professores imediatos a frente da turma, cheios de filtros e com vergonha de errar ou se mostrar indignados com aquela situação. O que torna pior, é que esse retrato é justamente o que nossos políticos e pais desinformados e vítimas desse desfavor institucionalizado acabam entendendo como educação modelo. Desinformados de que seus papeis são relevantes e importantes para a real educação dos costumes e utilidades dos jovens, e que todos esses 12 anos – no mínimo – que são obrigados a pagar – Estado, pais e comunidade – podem ser algo útil se reconhecerem seus papeis e instruírem filhos e professores nessa jornada árdua que é a educação.

pai é definitivamente o educador primordial. Centro dos costumes e criador da primeira construção moral e ética do indivíduo. Ao contrário do que tem acontecido hoje, educar não é papel da escola, é papel do pai, que deve cumprir, zelar e direcionar seu ente para as situações sociais, se responsabilizando pelo que ele faz, mas permitindo que ele tenha voz e se coloque sobre o que deseja aprender e refletir. Já o estado, na figura daqueles que o compõe – políticos – devem se atualizar e entender que a construção social também é parte da educação, mobilizando iniciativas de aprendizagem que se não substituam o modelo antigo, sirvam de amparo a deseducação que com a falta de manutenção ele gera. Educar é desde cedo profissionalizar para funções práticas o indivíduo. Educar é de antemão dar ferramentas para a função crítica deles, através de cultura e informação, como: cinemas, aulas práticas, teatro, esportes, e mídias digitais. Educar é transformar o espaço e permitir que o coletivo se coloque desde cedo, dando voz às escolas e centros sociais, fazendo que o povo se apodere do que é publico e saiba cobrar e transformar o que necessita.

Sendo assim, para uma educação funcional, antes de tudo precisamos recuperar e reensinar os papeis sociais de cada função, permitindo que antes de tudo os alunos, seguidos por professores, pais e gestores tenham a opção de participar nas decisões para sua formação social, intelectual e cidadã.

Estrutura: boas ferramentas devem ser garantidas

Continuando essa discussão que pode ir muito além, devemos refletir sobre os recursos dispostos para aqueles que fazem a educação. Como ensinar em uma escola que mesmo na estrutura predial básica falha? Como dar aula para salas de 40 alunos, lotadas, com apenas 2 ventiladores, onde muitas vezes um está quebrado e a qualidade da educação é medida por quantas horas um professo passa em sala, mas não como a experiência está sendo feita?

O que falta na educação pública e privada é uma grande dose de bom senso. embora aprender de pés descalços seja um ótimo objetivo, com conforto e recursos é muito melhor. Nos negócios em geral é a experiência do cliente que importa, o que faz a educação ser diferente? É o fato dos alunos ainda não terem títulos de eleitor? Acredito que não completamente. Até porque, se formos analisar as prefeituras mais pobres, esses recursos não chegam não apenas pela falta de instrução dos pares que lá estão, mas pela falta de recursos reais que acabam não chegando devido a maquina burocrática e absurda que nos rodeia.

Devo lembrar que a educação é muito mais do que o que salas bem feitas. É o professor bem formado, o apoio ao professor disponível, o material do aluno, os laboratórios de inovação, a liberdade para criar. Estrutura é financiamento material, social e intelectual da iniciativa educacional, que falha em todos  os quesitos, sejam dos cursos luxuosos com milhares de alunos ou das escolas sem teto, os recursos são o que de bem utilizado é garantido para não formação de robôs, mas de indivíduos independentes e competentes em funções sociais por eles escolhidas e desejadas.

Estímulos Positivos e Negativos na educação no Brasil

Com tudo isso, a educação e os recursos disponíveis, a gente precisa de um estímulo para sair da inércia. No empreendedorismo e na gestão pública entendemos que estímulos são mais do que necessários para manter a comunidade ativa e funcional. Nada mais certo do que levar isso para a educação, onde manter seus agentes interessados e motivados em fazer ela funcionar são a garantia de desenvolvimento que precisamos para desemperrar de vez a carroça e quem sabe transformar nossa educação em uma linda Ferrari.

Criar políticas públicas e corporativas para que estudantes, professores, pais, equipe, gestores e políticos estejam interessados em desenvolver suas habilidades, ao mesmo tempo que pune aqueles que destroem os espaços e minam o desenvolvimento interacional ajudam a mediar a evolução educacional.

Como exemplos de boas interações estão: bonificações para professores que atingirem suas metas; novos espaços escolares; criação de materiais permanentes para os alunos; geração de lembranças permanentes que incentivem a continuidade do ensino; materiais didáticos; concursos de criação; novos cursos e assim vai.

Finalizando a reflexão sobre a educação no Brasil

Bom, esse é o texto. Como disse, tinha muito mais para ser escrito e pretendo abordar esse material muito mais no decorrer da existência do blog, mas por enquanto já turbinamos algumas reflexões. Por favor façam seus comentários e vamos discutir. O que faltou nesse texto? O que preciso adicionar? E nós, o que precisamos fazer para garantir esses três caminhos para uma educação competente? O que fazer e como fazer?
Professor: Felipo Bellini Souza  – Educação e opinião! – 08/11/2015

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