Racismo, revoltas, dores, ingratidão, falta de inteligência de seres que ainda não entenderam nada sobre o que é ter irmãos. Tanto ódio sem razão, não apenas fazem os olhos de uma mãe lacrimejar, mas levam os pés dos agressores à autodestruição.

Não sabem que a aversão a qual sentem, sem mesmo entenderem o motivo, os levam para um campo minado onde por certo definharão?

Por que usam oportunidades valiosas de propagar a harmonia entre as raças em uma tamanha covardia disseminadora de desgraças?  Isso lhes garantirá algum bem depois que o prazer em se fazer a crueldade passar?

Racismo – Quando tudo começou?

As lembranças das batalhas em busca de igualdade, respeito e dignidade dos indivíduos injustiçados à procura de seus direitos em diferenciadas épocas e países.

Assim caminham os negros, os quais por muitíssimas vezes, deram a própria vida na esperança de serem reconhecidos e respeitados como os demais que nada possuem de diferente a não ser a cor da pele.

Embora se saiba que as construções históricas e políticas, não são apagadas tão facilmente do destino de uma raça, isto não quer dizer absolutamente exista a impossibilidade de mudanças, pois se a história construiu um labirinto, é possível estudar uma forma de se sair dele.

De acordo com Maria Lúcia de Arruda Aranha (1992) A ascendência da discriminação, seja ela de raça ou de sexo, comumente é consequência da desigualdade social desde a Antiguidade grega, contaminando toda a história do mundo ocidental

Por que existe o pensamento racista ?

Criou-se uma mentalidade que o poder é branco, masculino e adulto, e é certo que durante séculos foi assim, até o momento em que o individuo acordou e conheceu o poder do movimento das massas, a força que existia na unidade em busca de seus direitos de liberdade e igualdade.

Com garra e visão ampliada, os anteriormente desfavorecidos, passaram a enxergar as possibilidades de mudarem a história.

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Racismo

Racismo- Lei Eusébio de Queiroz

Foi prevendo isto que em 1850, Eusébio de Queiroz motivou a lei contra o tráfico negreiro, entre outras coisas, pelo medo de que o grande número de negros (3.500.000 para 1.500.000 brancos) viessem a perturbar a ordem estabelecida.

Queiroz chegou a propor a contratação de um exército de mercenários estrangeiros para manter submissos os escravos, pois os soldados brasileiros se recusavam a cumprir tal oficio.

Na verdade, boas partes dos escravos estavam se insubordinando.  Seja no Brasil em tempos coloniais, na África ou Estados Unidos, ele lutavam pela igualdade, com movimentos, protestos, feitos por lábios que não se calaram, até produzirem memórias impossíveis de serem silenciadas.

A apartheid – O racismo – Lei da terra 1913

Houve na África do sul em 1960 um regime sem precedentes na história mundial, arquitetado com eficiência os campos político; cultural; econômico; agrícola e industrial:

“A apartheid, política oficial governamental de segregação racial” representado pela minoria branca, que durante 12 anos espalhou seus tentáculos contra os negros na África do Sul.

O sistema que espantou o mundo começou a ser implantado a partir de 1948, Desde que o Partido Nacional foi bem-sucedido nas eleições gerais do país:

A segregação, o preconceito, o ódio vindo do racismo, já afligiam a África desde a chegada dos europeus e da colonização na África do Sul, quando de possessão holandesa passou às mãos inglesas em 1815, por determinação do Congresso de Viena.

Já existiam nesse tempo, alguns decretos dispondo sobre o tema, sendo que o mais conhecido deles é a Lei da Terra, de 1913, que dividiu desproporcionalmente as terras nacionais.

Na ocasião, a minoria branca ficou com mais de 90% das áreas, enquanto a maioria negra recebeu menos de 10% (VEJA 1960).

De 1948, sutilmente o governo utilizou uma série de leis que legitimariam o movimento apartheid, arrancando-o do meio das convenções sociais para o inserir de forma metódica, na própria constituição do país.

Leis que fortaleceram a apartheid- Racismo

escravidão

“A lei do passe”, foi a que originou a manifestação que acabaria em tragédia em Sharpeville, no entanto, esta foi apenas uma dentre inúmeras disposições que promoveram a segregação. A seguir, alguns desses instrumentos:”

  • Lei da proibição de casamentos mistos (1949)
    Proíbe o casamento entre brancos e pessoas de outras raças.
  • Lei da imoralidade (1950)
    Proíbe e criminaliza a relação sexual entre brancos e pessoas de outras raças.
  • Lei de registro populacional (1950)
    Obriga a população a cadastrar-se em um registro nacional, separando-a por raças.
  • Lei de agrupamentos urbanos (1950)
    Força a separação física entre as raças ao criar áreas residenciais separadas. Permitiu a remoção forçada de negros de suas áreas de origem.
  • Lei dos nativos (1952)
    Mais conhecida como a lei do passe, obriga os negros a carregar uma caderneta de identificação. Sua não – apresentação à polícia, quando solicitada, é crime.
  • Lei de reserva de benefícios sociais separados (1953)
    Garante a segregação em todos os locais e equipamentos públicos, para eliminar o contato entre brancos e outras raças. Determina a afixação de sinais de “Somente europeus” e “Somente não – europeus”.
  • Lei de Educação Bantu (1953)
    Cria medidas para reduzir o nível de educação recebida pela população negra – seu objetivo real, de acordo com seu idealizador, Hendrik Verwoerd, seria impedir que os negros aspirassem posições às quais não poderiam alcançar na sociedade sul-africana

A consciência da cor – Racismo

A consciência da cor, estava profundamente arraigada nos sul-africanos.” Este regime prosseguiu trazendo injustiça e sofrimento, até que Martin Luther King tomou as rédeas do  movimento que buscava a igualdade das raças  combatendo o racismo.

King pagou com a própria vida o preço do caminho para a liberdade. Ele  teve resposta movimentando sua raça em busca de objetivos comuns.

Também se levantou  o líder sul africano Nelson Mandela, um dentre os grandes lideres que a humanidades já teve, custeou com sua liberdade, privando-se da família e amigos, para ver o sonho de liberdade.

Esta força que movimenta as massas, manifestou-se  Em 4 de abril de 1968. O movimento negro nos Estados Unidos granjeou força após a morte do reverendo e ativista pelos direitos civis dos negros,  Martin Luther King com 39 anos, que foi alcançado por um tiro do rifle de James Earl Ray e não resistiu.

Respondendo à morte do líder, milhares de negros bradaram em dez Estados norte-americanos, solicitando igualdade de direitos, justiça e paz e rememorando que King lutava pacificamente.

Uma das bases fundamentais dos direitos humanos é o princípio que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Discriminação e perseguição com base na raça ou etnia são claras violações desse princípio.

A discriminação racial pode tomar muitas formas, desde a mais brutal e institucional forma de racismo .

O genocídio e o apartheid, e até as formas mais encobertas por meio das quais determinados grupos raciais e étnicos são impedidos de se beneficiarem dos mesmos direitos

Sejam eles civis, políticos, econômicos, sociais e culturais comuns a outros grupos da sociedade, pode ser visto como formas de racismo, conforme registrou Guimarães em 2004.

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Convenção Internacional sobre a Eliminação da Discriminação Racial 

A Convenção Internacional sobre a Eliminação da Discriminação Racial (artigo 1) não define “raça”, mas define “discriminação racial” para indicar qualquer distinção, exclusão, restrição ou prioridade fundamentadas na raça, cor, descendência, nacionalidade ou origem étnica

Se procederem com o intuito ou consequência de anular ou impedir a consideração, o gozo ou o exercício, em pé de igualdade, dos direitos humanos e das liberdades fundamentais nos campos políticos, econômicos, sociais e culturais ou qualquer outro da vida pública.

O Direitos em Demanda – Combate ao racismo

Os direitos das minorias étnicas e raciais são protegidos por leis internacionais de direitos humanos como se segue: “O direito de estar protegido contra a discriminação racial, o ódio e a violência.”

A legislação internacional de direitos humanos determina que os Estados não pratiquem ações de discriminação racial e que exercitem medidas para preveni-las em instituições públicas, organizações e relações pessoais.

A natureza das medidas pode modificar de tratado para tratado, mas devem compreender a obrigação de rever leis e políticas para afiançar sua disposição não discriminatória, a erradicação da segregação racial e apartheid.

Podem colaborar eliminando propagandas que pregam a superioridade racial e banindo organizações que promovam o ódio e racismo.

Unanimemente todas as pessoais independentemente de sua raça, religião, origem social, etc., possuem direitos iguais e proteção diante das leis relativas à questão de origem étnica e racial.

A maioria dos tratados de direitos humanos, mesmo aqueles que não tratam especificamente da questão racial ou étnica, possuem provisões específicas contra a discriminação e exigem dos Estados que apliquem os princípios da lei dos direitos humanos, como escreveu Domingues,2007.

 Não deve haver racismo promovendo tratamento desigual nas prisões, nos processos ou nas sentenças de acusados, desigualdade na oferta de cuidados médicos, habitação e emprego para minorias étnicas e raciais, enfim são todos iguais!

Fim

Se todas as pessoas que lutam pelo bem se unirem contra o racismo, o mundo será bem melhor! Caso desejar conhecer mais conteúdo como este, temos diversos textos, exercícios e brincadeiras para lhe apresentar, fiquem a vontade no Demonstre!

Se deseja comentar ou deixar uma sugestão, estamos de braços abertos para acolher sua opinião!

Um abraço e até breve!