Rótulos de alimentos

Glutamato monossódico, fenilalanina, acidulante, flavonóide. Estas são substâncias que provavelmente você ingere todos os dias. e só tem uma forma de descobrir que comeu tudo isso, lendo os rótulos alimentares.

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Presentes nos alimentos industrializados, elas constam nos rótulos dos produtos. São tantos nomes estranhos e siglas desconhecidas para o consumidor que só os especialistas são capazes de conhecer completamente.

O que deve ter em um rótulo?

De acordo com a ANVISA, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, os rótulos devem apresentar o nome do produto, seu peso, identificação de origem e lote; prazo de validade, instruções sobre preparo e uso, valor calórico, informação nutricional e lista de ingredientes.

O Código de Defesa do Consumidor garante o direito a uma informação clara e precisa nas embalagens dos alimentos – até porque dependemos das instruções das etiquetas e da idoneidade dos fabricantes para saber o que estamos comendo.

Rótulos de alimentos

Para se fazer uma reeducação alimentar, é necessário estar atenta aos rótulos dos alimentos. Hoje em dia é imprescindível ficar alerta as informações nutricionais para fazer as melhores escolhas e ter hábitos alimentares mais saudáveis. E para as pessoas que necessitam de algumas restrições na alimentação, essa atenção deve ser redobrada.

Mas a tarefa leva tempo e requer atenção. Para ajudar você nessa tarefa, as nutricionistas Ana Cristina Teixeira e Laura Sampaio do Equilibra Centro de Nutrição, selecionaram algumas dicas para compreender melhor essas informações, que podem ajudá-lo a perder peso e conquistar saúde!

1) Nos rótulos nutricionais as informações mais relevantes são: valor energético calorias), carboidrato (em gramas), proteína (em gramas), gordura total (em gramas), gordura saturada (em gramas), gordura trans (em gramas), fibras (em gramas). Cada nutriente tem sua função específica:

a) Valor energético (calorias): a unidade a ser utilizada é quilocaloria (kcal) mais simplesmente conhecida como caloria. Os nutrientes que fornecem energia (Kcal) para o corpo são denominados macronutrientes. São eles: carboidratos, proteínas e as gorduras. Para diminuir as calorias ingeridas, escolha os produtos light que possuem uma redução de, no mínimo, 25% das calorias, se comparadas como o mesmo produto na versão comum. Mas atenção: o produto light não deve ser consumido à vontade.

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b) Carboidrato: é a principal fonte de energia para o organismo e não deve jamais ser cortado da alimentação. A reeducação alimentar é baseada em frutas, legumes, verduras e grãos integrais, todas as fontes de carboidratos. Evite os açúcares simples ou refinados, porque eles fornecem calorias vazias (calorias sem nutrientes específicos). A recomendação é que 50 a 60% das calorias que consumimos no dia sejam provenientes de carboidratos.

c) Proteína: sua principal função é formar células, enzimas e hormônios, por isto é chamada de construtora. As proteínas são formadas por aminoácidos. Alguns destes aminoácidos são considerados essenciais, pois o nosso organismo não é capaz de produzi-los, sendo sua única fonte o alimento. Por isso, alimentos ricos em proteínas devem fazer parte do cardápio diário, com escolhas inteligentes como laticínios desnatados, carnes magras e alguns alimentos de origem vegetal (como soja e feijão). As proteínas 15% das calorias que consumimos no dia.

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d) Gorduras: fazem parte da membrana das células; agem como isolante térmico, nos protegendo dos extremos de temperatura; têm um importante papel na absorção das vitaminas A, D, E e K; e servem como fonte de energia. Existem vários tipos de gorduras.

e) Gordura trans ou hidrogenada: hoje já dispomos dessa informação nos rótulos. Trata-se de um tipo de nutriente originado na gordura vegetal (que, naturalmente, é insaturada e não prejudica a saúde), que para dar sabor, e maior tempo de prateleira nos alimentos, sofre um processo denominado hidrogenação (daí o termo gordura hidrogenada).

Os alimentos que contêm esse tipo de gordura normalmente são: bolos e tortas industrializadas, biscoitos salgados, biscoitos recheados, pratos congelados, sorvetes cremosos, cream crackrs e margarinas. O consumo diário sugerido é de 2 g por dia. Porém hoje, a indústria está com alternativas a esse tipo de gordura. Portanto dê preferência aos alimentos que tem no rótulo: livre de gordura trans.

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f) Gordura saturada: é sólida em temperatura ambiente e está relacionada com o aumento do colesterol ruim (LDL). Seu consumo excessivo potencializa o risco de doenças cardiovasculares.

Suas principais fontes são: alimentos de origem animal, como lacticínios integrais e carnes gordas. Mas fique atento: os óleos de coco e de dendê (origem vegetal) também fornecem esse tipo de gordura!

g) Colesterol: podemos obter o colesterol de duas maneiras: o próprio organismo produz, no fígado ou a partir de alimentos que ingerimos. O excesso de colesterol faz com que haja depósito de gordura na parede das artérias, o que dificulta a passagem do fluxo sanguíneo e, mais tarde, pode causar um ataque cardíaco.

Rótulos de alimentos

Os alimentos ricos em colesterol são de origem animal. As principais fontes são as vísceras (como rim e fígado) carnes gordas e embutidos (linguiça, salsicha, mortadela, salaminho, etc); peles de frango e peixe; gema de ovo e preparações que levam ovos; frutos-do-mar (camarão, caranguejo, marisco, ostra, mexilhão, polvo e lagosta); manteiga, creme de leite, chantilly e maionese; leite integral, iogurte com leite integral; e queijos “gordos” (prato, mussarela, parmesão, ‘cheddar’, provolone e outros).

h) Gorduras monoinsaturada e polinsaturada: são consideradas saudáveis. As gorduras monoinsaturadas reduzem os níveis de colesterol ruim (LDL) e triglicerídeos, sem diminuir o bom colesterol (HDL).

São encontradas nos óleo de canola e azeite. As gorduras polinsaturadas (omega 3 e Omega 6) ajudam a regular a pressão sanguínea e fortalecem o sistema imune. Suas fontes alimentares são: peixes de água fria, como atum e sardinha; e óleos de milho, girassol e soja.

i) Fibras: não são absorvidas pelo organismo durante a digestão dos alimentos. Há dois tipos de fibras: as solúveis e as insolúveis.

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As fibras solúveis, durante o processo de digestão, absorvem água e formam um gel, ajudando na redução dos níveis de colesterol ruim no sangue. Já as fibras insolúveis estão relacionadas com a melhora do funcionamento intestinal e com a prevenção de câncer do cólon e reto.

Os alimentos ricos em fibras são as frutas, os grãos integrais, as leguminosas, os legumes e verduras. A quantidade de fibra recomendada por dia é de 25 a 30 gramas por dia.

Fique atento a porção definida na informação nutricional. As calorias são baseadas nessa porção, que nem sempre corresponde ao pacote inteiro, mas sim a 2 ou 3 unidades, por exemplo.

Rótulos de alimentos

Com essas dicas você já pode selecionar melhor os alimentos que irá consumir. Analisar essas informações é o primeiro passo de uma conduta saudável! Faça escolhas inteligentes!

Para o nutrólogo Francisco Silveira, a didática em relação às substâncias poderia promover uma educação alimentar diferenciada, reduzindo os riscos de doenças crônicas não-transmissíveis, como a obesidade e os problemas cardiovasculares.

Faz sentido. Afinal, se você soubesse exatamente o que está ingerindo, talvez optasse por outros produtos. E ele vai além. ‘Os rótulos deveriam apresentar os riscos que determinadas substâncias representam à saúde, tal como acontece hoje nas embalagens de cigarro’, completou.

Conceição Trucom atenta também para o fato de que várias pessoas possuem intolerâncias e alergias a algumas substâncias presentes nos alimentos, e a sua identificação nos rótulos é um passo importante para o diagnóstico desses casos.

Contém fenilalanina Você certamente já viu essa substância em destaque em alguns rótulos. Mas isso te diz alguma coisa? Não.

A fenilalanina é um dos responsáveis pela produção de adrenalina, fundamental à nossa sobrevivência. Ela realça o humor e a disposição, diminui as dores, auxilia na memória e no aprendizado, e ainda reduz o apetite.

Sendo ela uma substância aparentemente benéfica, por que então o alerta? O aviso, no caso, é destinado aos portadores de fenilcetonúria – uma das doenças hereditárias identificadas pelo teste do pezinho -, que transforma a fenilalanina em compostos tóxicos, secretados pela urina, mas que podem causar atrasos mentais em crianças e distúrbios intelectuais em adultos. Ou seja, um perigo!

A fenilalanina está presente no aspartame e na sacarina, edulcorantes que devem ser usados por tempo limitado por diabéticos, gestantes e pessoas com doenças auto-imunes, principalmente em temperaturas elevadas.

Contém glúten

O glúten é outro que vem tendo sua participação nas fórmulas alardeada. Essa proteína, encontrada na semente de cereais (como trigo, cevada, aveia e centeio), é usada para dar consistência, elasticidade e leveza à massa dos alimentos, em geral bolos e biscoitos. O problema é que ela apresenta aminoácidos tóxicos em sua composição, o que pode provocar alguns danos à saúde.

Muitas pessoas têm intolerância ao glúten, mas não percebem o problema, porque os sintomas (distensão abdominal, dor de cabeça e má digestão) são frequentemente confundidos com outros distúrbios. em casos mais graves, desenvolve-se uma doença auto-imune, chamada celíada, que ataca o intestino delgado, causando prejuízo na absorção dos nutrientes.

Corantes

Figurinhas fáceis nos rótulos, os corantes também não escapam ilesos das receitas. Doces, biscoitos, bebidas e gelatinas são tão bonitos quanto perigosos. A tartazina, mais conhecida como corante amarelo, por exemplo, pode provocar reações alérgicas adversas em pessoas sensíveis. Asma, hiperatividade e até o aparecimento de cânceres são os efeitos mais graves.

Gorduras trans

Atualmente na berlinda, as gorduras trans têm a finalidade de melhorar a consistência e aumentar a validade do produto, sendo vastamente encontradas no sorvete, na batata-frita, nos salgadinhos e bolos industrializados. No entanto, sua culpa na composição dos alimentos já está decretada. ‘Em excesso, podem causar aumento do colesterol total e do ruim, e redução do colesterol bom, o que favorece a ocorrência de problemas cardíacos’, comenta a nutricionista Fernanda Giannechini. Justamente por todos esses agravantes, esse tipo de gordura está sendo banida da indústria alimentícia. Já é praxe o rótulo avisar sua ausência.

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Conservantes

Se é industrializado, pode olhar o rótulo do produto que lá estarão eles. Os conservantes, constituídos em sua maioria por ácidos orgânicos, impedem ou retardam alterações causadas por microrganismos. Mas podem provocar reações alérgicas semelhantes às dos corantes. O BHT, em especial, pode ser tóxico para o sistema nervoso.

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Glutamato monossódico

Mas não só são os alimentos prontos que apresentam em seus rótulos substâncias que mereçam divulgação. Alguns condimentos também são dignos de alerta. O glutamato monossódico, por exemplo, tem a finalidade de realçar o sabor dos pratos salgados, mas não são raros episódios de alergias, dores de cabeça e depressão com seu uso.

Produto natural

Agora, se você é daquelas que só consome depois de olhar a embalagem e ver a indicação de que se trata de um produto 100% natural, a química Conceição Nem os ‘naturais’ são inocentes. Tudo pode causar irritação. As pessoas pensam que esses produtos são inofensivos. O mel, por exemplo, pode provocar alergia e estar contaminado com bactérias!

Rótulos de alimentos

O que deve conter no rótulo de alimentos?

u003cstrongu003eDeve constar, obrigatoriamente, os seguintes itens:u003c/strongu003eu003cbru003evalor energético em Kcal e kJ;u003cbru003ecarboidratos;u003cbru003eproteínas;u003cbru003egorduras totais;u003cbru003egorduras saturadas;u003cbru003egorduras trans;u003cbru003efibra alimentar;u003cbru003esódio.

O que é rótulo de um alimento?

u003cstrongu003eRótulou003c/strongu003e é toda e qualquer informação referente a um produto que esteja transcrita na sua embalagem.

O que deve ter no rótulo?

Muitas portarias regulam o que um u003cstrongu003erótulou003c/strongu003e deve ou não conter a fim de levar aos consumidores as principais informações sobre o produto. Informa os ingredientes que compõem o produto.

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