Vídeo: Carlos Drummond de Andrade – A Flor e a Náusea – Poesias

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Olá! Eu publiquei o vídeo: Carlos Drummond de Andrade – A Flor e a Náusea – Poesias no meu canal do youtube e gostaria muito que você me desse seu feedback!

Vídeo: Carlos Drummond de Andrade – A Flor e a Náusea – Poesias

Voltando com o projeto Uma Poesia Por Dia e Reativando, de fato, o Canal!

Espero que vocês gostem muito do que tem por vir. Este poema é muito especial pra mim, ele representa a esperança que pode vir a qualquer momento, do asfalta duro, do coração cheio de ódio, da possibilidade de alguém, que já não acredita na vida, ter novos sonhos.

A Flor e a Náusea

Preso à minha classe e a algumas roupas, vou de branco pela rua cizenta.
Melancolias, mercadorias, espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.

Vomitar este tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

Link do canal

No meu canal do youtube eu publico vídeos diários sobre educação:

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O que me fez desenvolver o canal com vídeos de educação?

Criei o meu canal em 2011, mas somente em 2018 passei a publicar com determinada seriedade. Posto vídeos diários, centrados principalmente na vivência educacional e na relação professor-aluno, pois acredito que este tipo de diálogo é o que faz a diferença no a dia a dia do educador, da família, da escola e do desenvolvimento cognitivo e afetivo dos alunos, sejam eles adultos ou crianças.