4 explicações para o sucesso incrível de It: A Coisa

O filme It: A Coisa, adaptação da obra original de Stephen King, já pode ser considerado um enorme sucesso. O longa já conseguiu arrecadar US$ 478 milhões de bilheteria, números que já o colocam entre os títulos mais lucrativos da história, dentro do gênero de terror.

Esses números também são excelentes se levarmos em conta que ele foi feito com um orçamento de apenas US$ 35 milhões. Mas o que exatamente explica seu sucesso? Além de ser bem fiel ao livro, It: A Coisa também soube fazer um ótimo balanço entre o terror e elementos de humanidade que costumam marcar as obras de Stephen King, entre outras coisas.

Confira abaixo cinco motivos que explicam por que It: A Coisa se tornou um sucesso:

5) A boa e velha nostalgia (e Stranger Things)

Desde que Stranger Things surgiu de repente e logo se tornou um sucesso na Netflix, o público preciso de algo que pudesse suprimir a ausência da série até a chegada da segunda temporada. E se levarmos em conta que o show tem um toque de inspiração nas obras de Stephen King, faz sentido que a adaptação da obra do autor tenha se tornado a melhor forma de solucionar essa questão.

Para conseguir convencer o público da série a assistir o filme, a Warner Bros. trouxe o excelente Finn Wolfhard (o Mike de Stranger Things) e optou por focar na dinâmica entre as crianças e seus problemas do que os aspectos mais estranhos da obra original. It: A Coisa acabou aparentando ser mais um filme em que crianças precisam resolver um grande problema do que um longa envolvendo um monstro. Mas foi algo que funcionou, e muito bem.

4) É genuinamente assustador…

Se existe uma coisa que prova que um filme de terror se tornou um sucesso de bilheteria – incluindo até mesmo aqueles que são considerados péssimos pelo público e crítica – é o simples fato de que a audiência realmente quer ser assustada e se sentir com medo.

Se o marketing de um filme de terror já der indícios de que o título realmente será assustador, pode ter certeza que as primeiras semanas serão marcadas por bons números de bilheteria. É exatamente o motivo que explica porque muitos longas do gênero afirmam ser “o filme mais assustador do ano” ou reforçam as críticas de que ele é realmente apavorante. O marketing sabe que sustos, nesse caso, tem o mesmo significado de atenção.

Para a sorte do público, It: A Coisa é genuinamente assustador, com alguns sustos que não farão você apenas pular da poltrona (sim, existem alguns momentos assim), mas sim sentir aquele frio na barriga e criar aquela atmosfera que te fará ter medo de levantar da cama durante a madrugada.

 3) … mas sem grandes controvérsias

Diferente de Mãe!, de Darren Aronofsky, It: A Coisa não comete certos exageros. Até mesmo uma conhecida e notória cena de sexo com menores de idade, que está presente no livro de Stephen King – e até seria uma oportunidade barata de marketing – foi ignorada, o que mostra que o filme foi inteligente em se manter fiel ao material sombrio da obra original.

Nós até vemos indicativos de abuso – seja ele mental, físico ou sexual – mas nenhum deles é explicitamente retratado, e o diretor Andy Muschetti foi cuidadoso ao mostrar um balanço, sem ser necessariamente provocativo.

Foi a melhor forma de até desenvolver um charme para o filme e de criar uma ligação entre os fãs e o material original. E a resposta não poderia ser melhor, com ótimos números de bilheteria.

2) A força da marca original (e sem mexer com ela)

Sim, você pode reclamar de diversos pontos da série original de 1990: não parece boa como muita gente diz ser, só teve sucesso por conta do ator Tim Curry interpretando Pennywise e aparenta ser muito ultrapassada e feita nas coxas. Mas de qualquer forma, teve um papel muito importante: criou uma obsessão que se transcendeu para o filme.

Mesmo com o fato de que foi vista por pouca gente, a série lançou o Pennywise de Tim Curry como uma marca estabelecida no gênero de terror, colocando-o no mesmo patamar de figuras como Jason Vorhees, Freedy Krueger e Michael Myers, com suas incontáveis e insistentes sequências. Foi o suficiente para transformar palhaços em figuras assustadoras e fez com que o Pennywise de Curry entrasse para a história.

A força da marca de Pennywise foi mais que fundamental para que o filme se tornasse um sucesso. O palhaço se tornou uma figura tão icônica que os fãs da série queriam ver como que o ator Bill Skarsgard se sairia no papel (o que já é uma campanha de marketing ótima). Muitos, provavelmente, já estavam preparados para detonar com essa nova versão, apenas para ver que Skarsgard se saiu muito bem no papel.

O Pennywise de Skarsgard é bem diferente. Ele aparenta ser diferente, ele assusta de forma diferente e é construído de forma diferente. E foi uma jogada muito esperta da Warner Bros. e de Andy Muschetti, pois dessa forma não foi criada uma rivalidade entre as duas versões e elas poderão coexistir tranquilamente.

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