5 jogos injustiçados da Nintendo.

Fala, galera nintendista! Hoje vamos falar sobre a melancólica história de cinco jogos que tinham potencial para serem lembrados até hoje por toda comunidade gamer, mas por alguns fatores não tiveram mesmo sucesso de jogos similares, mesmo quando eram notoriamente superiores.

Vamos à lista:

Iron Commando

Iron Commando SNES [PAL] - PixelHeart

Plataforma: Super Nintendo

Lançamento: 1995

Desenvolvedora: Arcade Zone

O Super Nintendo se destaca por ter uma rica biblioteca de jogos de Beat em up, até hoje alguns títulos ainda são lembradas como as Franquias Final Fight, Double Dragon e TMNT (Tartarugas Ninjas) e jogos antológicos como  Captain Commando. Dentro de toda essa gama de games incríveis, está um título que passou despercebido, Iron Commando.

Lançado em fevereiro de 1995, o game era um típico jogo de briga de rua, andar e bater, coletar itens para recuperar o HP, ganhar vidas, aumentar a pontuação e etc. Porém, Iron Commando se destacava pela sua trilha sonora bem elaborada, sprites grandes e bem detalhados e uma ação de tirar o fôlego.

Todo o potencial do Super Nintendo é usado nesse game que não deve em quase nada para títulos do mesmo gênero que saíram para árcade como: Caddillacs and Dinosaurs, Mutant Nation e etc.

Os cenários beiram a perfeição e ambientam bem o game. Uma característica marcante no game é o fato de poder coletar armas de fogo durante as fases.  Talvez que tenha ofuscado um pouco esse excelente jogo tenha sido um fator que foi importante para ele ser tão bonito, o ano de lançamento.

Já no finalzinho do SNES os players assim como o mercado gamer dedicavam toda sua atenção para o que estaria por vir na geração seguinte.

Um ponto negativo do game é que são apenas dois personagens jogáveis, o que não diminui o charme desse jogo obscuro e injustiçado.

Vice: Project Doom

TAS] NES Vice: Project Doom by TaoTao in 12:06.34 - YouTube

Plataforma: Nintendo

Lançamento: 1991

Desenvolvedora:  Aicom, Samy Corporaton

Outro game que muito provavelmente foi um pouco ofuscado devido ter sido lançado nos últimos dias de vida de sua plataforma. No caso de Vice, o SNES já estava no mercado e vendendo que nem água (pelo menos no Japão).

Ao contrário de Iron Comando, nosso 4º colocado não é um jogo tão desconhecido do grande público. É possível vê-lo presente em alguns “TOP 10” (quando feitos por gamers da época).

Quando se fala em jogos do Nintendinho, os primeiros lembrados são os famigerados: Super Mario Bros, Castlevania e Mega Man. Mesmo quando se fala em jogos de ação, todos tem calafrios ao se lembrarem dos impossíveis: Ghost n Goblins e Contra, poucos citam esse maravilhoso clássico.

O game é simplesmente fantástico, todo o seu poder já é demonstrado de cara, ao ligar o console. Uma cutscene (algo raro em jogos do Nintendinho) da um toque cinematográfico ao inicio do jogo.

Acompanhada de uma música que já trás um ar de filme de ação dos anos 80, a apresentação inicial é um pouco cartunesca (ao menos é o que se propõe) e faz uma introdução do objetivo da missão que se aproxima e o que vem a seguir é arrebatador. Tiveram a ideia brilhante (sem ironia alguma) de colocar um tipo de prólogo.

Antes mesmo da tela de título, uma fase é iniciada, nela o player pilota um carro vermelho dirigindo pela cidade, desviando e atirando em inimigos, bem ao estilo Road Fighter. Após a curta fase é apresentada outra cutscene e ai sim vem a tela de menu.

O game tem uma ótima jogabilidade, dificuldade bem equilibrada e gradativa, gráficos maravilhosos e uma trilha sonora que não deixa a desejar, aproveita bem o chip sonoro do NES e ambienta perfeitamente a ação do game.

J. League Eleven Beat 97

HD] GAMETRONIK - J.LEAGUE ELEVEN BEAT 1997 - NINTENDO 64 JAP [REAL  HARDWARE] [UNEMULATED] - YouTube

Plataforma: Nintendo 64

Lançamento: 1997

Desenvolvedora: Hudson Soft

Nos anos 90 os games de futebol estavam no auge. Konami e Eletronic Arts já disputavam a preferência dos gamers amantes do esporte mais popular do mundo, enquanto outras desenvolvedoras tentavam alcança-las (sem muito sucesso). Enquanto a Konami aprimorava seus gráficos e jogabilidade a cada novo título, a EA não economizava em licenças.

Dai que a Hudson Soft (desenvolvedora da franquia Bomber Man) decidiu correr por fora e apostar no quesito diversão, e acertou. J. League Eleven Beat 97 deixou de lado os gráficos realistas e movimentos simulando uma verdadeira partida de futebol.

Os times presentes no game são todos licenciados da liga Japonesa daquele ano, e a realidade termina por ai. O gameplay é bastante divertido, a física dos jogadores é engraçada e até lembra um pouco os personagens de Bomber man. Enquanto a pelota rola, uma música de fundo é executada (lembrando os games de futebol dos anos 80).

A jogabilidade pode assustar no inicio, conforme a bola se movimenta pelo campo a câmera gira e isso incomoda quem estar acostuma a jogar com a câmera fixa, mas com alguns minutos da pra se adaptar e o jogo flui bem. Os controles são simples, os gráficos são razoáveis e os efeitos sonoros dão um toque especial, a voz do narrador parece de uma criança o que nos faz lembrar novamente de Bomber Man.

Um dos motivos para que essa pérola tenha sido ofuscada é que foi lançada somente no Japão e justamente no ano de lançamento de dois clássicos futebolísticos: Fifa 98 – Road to World Cup e International Super Star Soccer Pro (Winning Eleven 2). 

Mischief Makers

Mischief Makers – Wikipédia, a enciclopédia livre

Plataforma: Nintendo 64

Lançamento: 1997

Desenvolvedora: Treasure / Enix

O Nintendo 64 foi um divisor de águas na história dos games. Além de revolucionar o modo de jogar com a inclusão de um stick analógico ao seu controle o console era totalmente dedicado ao 3D. Os 64 bits de memória faziam bonito em quesito de renderização e modelagem 3D. Mas engana-se quem acha que não haviam jogos em 2D para o monstro de 64 bits da “big N”.

Mischief Makers está longe de ser um jogo desconhecido, entretanto é pouco citado quando se fala em clássicos do estilo plataforma como as séries Megama e Castlevania, além de ter sido abandonado e sequer ter recebido um remaker.

Seu desenvolvimento começou no ano de 1995 e prometia ser bastante inovador, mesmo se tratando de uma mecânica em 2D (com gráficos em 2,5D). O título foi bem recebido, mas vendeu abaixo do esperado. Os gráficos são excelentes e a mecânica trazia novidades para época. O rico repertório de movimentos e golpes incrementa a

boa fluidez do jogo. O enredo é bem legal e tem alguns clichês como todo bom jogo de plataforma. O jogo não é

dos mais difíceis, mas os “chefões” recompensam a facilidade de algumas fases.

Mischief Makers é um jogo muito bem elaborado e divertido e é uma pena ter sido abandonado. É com certeza o jogo mais injustiçado do Nintendo 64.

Tatsunoko vs Capcom – Cross generation of heroes. / Ultimate All-stars

Tatsunoko vs. Capcom: Cross Generation of Heroes - Desciclopédia

Plataforma: Wii

Lançamento: 2008

Desenvolvedora: Capcom / Eghting

Chegamos ao tão esperado 1º lugar dos jogos mais injustiçados da Nintendo. Antes de transcrever todo o meu “mimimi”, vou esclarecer algumas coisas. Essa lista não é um ranking dos melhores jogos injustiçados, o principal critério que usei foi o potencial comercial que esses games deixaram de alcançar e também, o quão esses títulos são esquecidos e/ou foram abandonados pelas desenvolvedoras e também pela comunidade gamer.

Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Jogos de luta chegaram com força total nos vídeo games a partir dos árcades no final dos anos 80, com a popularização dos videogames caseiros, muitos jogos começaram a receber ports para consoles. E uma franquia em especial é a responsável por fazer o estilo sobreviver até hoje.

Street Fighter dispensa comentários. Em meados dos anos 90, a Capcom passou a desenvolver “crossovers” entre personagens de jogos lançados por ela e outras franquias como Marvel e SNK.

Depois do sucesso estrondoso de X-Man vs Capcom, Marvel vs Capcom e SNK vs Capcom, lançados para diversas plataformas a Capcom anunciou o desenvolvimento de Tatsunoko vs Capcom  – Cross generation of heroes, que inicialmente seria lançado apenas para o Japão.

Diferentemente dos outros jogos da série “VS”, neste título a proposta era um tanto ousada, mesclar personagens da Capcom  com personagens de animes não muito conhecidos no ocidente. Uma outra diferença do game e que ele foi construído do zero, sprites e engine.

O jogo é uma obra prima, gráficos excelentes, trilha sonora impecável, animações excepcionais e mecânica fluida, digna de um game de luta da Capcom. Após sucesso absoluto no Japão, e atendendo a pedidos, a Capcom   lançou a versão americana sob o nome de Tatsunoko vs Capcom –Ultimate All Stars.

A versão americana sofreu algumas alterações, mas nada que influenciasse no produto final.

Tatsunoko vs Capcom é uma joia perdida, por ser um game exclusivo do Wii é desconhecido do grande público, já que os fãs de jogos de luta não estão inclusos no principal público alvo do console. Um jogo tão bem feito e de uma franquia tão grande e importante no mercado de vídeo games não merecia ficar no limbo.

Gostou? para mais posts como esse acesse aqui.

Quais são os jogos mais vendidos do Super Nintendo?

1
Super Mario World
20.610.000
2
Super Mario All-Stars
10.550.000
3
Donkey Kong Country
9.300.000
4
Super Mario Kart
8.760.000

Quais são os jogos mais vendidos do Nintendo 64?

1
Super Mario 64
11.910.000
2
Mario Kart 64
9.870.000
3
GoldenEye 007
8.090.000
4
The Legend of Zelda: Ocarina of Time
7.600.000

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