O SUCESSOR ESPIRITUAL DE TOP GEAR

Se você era daqueles saudosos que sonhavam em jogar um novo Top Gear, hora de abrir um sorriso gigante e vir conferir conosco o “sucessor espiritual” Horizon Chase, game nacional que tem o compositor do game de Super Nintendo no time.

Vinte anos após Top Gear 3000 (sim, sabemos que a franquia tem outros jogos, porém sabemos também que a série para a maioria “termina” em 1995), o espírito de Top Gear está de volta. Não o game em si, pois a Kemco virou estúdio de jogos para celular e a marca Top Gear hoje pertence ao canal britânico BBC, mas os elementos que fizeram parte da vida gamer de muita gente está presente em Horizon Chase, incluindo a música.

Produzido no estúdio gaúcho Aquiris, Horizon Chase busca trazer a diversão e os elementos de Top Gear de volta, desta vez nos celulares e PCs (embora por enquanto o game só esteja disponível para iOS), e para ajudar no resgate destes elementos, até o compositor do primeiro Top Gear, Barry Leitchfoi recrutado para compor as trilhas das corridas.

Coloque seu capacete, aperte o cinto de segurança e vem com a gente conferir o que achamos do game.

MANO, É TOP GEAR DE VOLTA!

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Para um game que promete ser o “sucessor espiritual”, ele deve contar com elementos da franquia em questão, não é mesmo? Pois é exatamente isso que vemos em Horizon Chase. De Top Gear, temos: o estilo de corridas em 16-bit, os três nitros disponíveis, a gasolina que se acaba e precisa ser reposta, as regras do jogo (necessidade de se chegar em quinto no mínimo para progredir e largada em último, exigindo a ultrapassagem de todos os carros) e claro, a trilha sonora (que falaremos depois).

Até os postes de largada/chegada e os detalhes pelos cantos das pistas também se fazem presente. Assim como as frases que saem em forma de balão de histórias em quadrinhos e as pistas baseadas em corridas pelo planeta. Tudo isso feito para de fato oferecer a melhor experiência anos 90 possível.

Sua jogabilidade também homenageia essa época, com um gameplay frenético, contando apenas com o botão de acelerar e o freio não existe. Se quiser frear, basta tirar o dedo do acelerador que a luz do freio acente e você pode fazer a curva com mais segurança. Grande sacada, já que é mais rápido apenas tirar o dedo do que pensar em tocar em outro botão. Até os problemas de gameplay de 1992, como a direção dura ás vezes e aquela “chatice” de ficar empacado batendo o carro nos adversários estão presentes.

E as pistas, também contam com o padrão antigo, embora a maioria delas sejam simples até demais. Todas elas contam com seus desafios e exigem treino para o melhor desempenho, porém a maioria das pistas contam com formato simplório demais, uma pena, já que as pistas mais elaboradas conseguem ser mais divertidas.

MAS TAMBÉM TEM NOVIDADE

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Mas como estamos em 2015 e muita coisa mudou ao jogar videogames, temos algumas coisas novas por aqui. Nenhuma revolucionária, mas implementadas de maneira prática e que não atrapalham a experiência final.

Destaque para o método encontrado de upgrade para os carros. Não contando com o sistema de compras dentro do aplicativo, corridas especiais ficam disponíveis valendo, de acordo com o desempenho do jogador, peças novas até um novo veículo, que claro são mais do que os que tínhamos antigamente a disposição. O jogo deixa bem claro que apesar de acessível, ele tem muito a oferecer para os mais exigentes.

Também temos “celularices” como o acúmulo de moedas, as “estrelas” que ajudam a liberar mais coisas, representadas pelos troféus de colocação na corrida, e os “mapinhas” para escolha dos torneios e pistas. Com isso, também, temos corridas curtas, de no máximo 4 voltas, que se completam geralmente abaixo de dois minutos. São 8 países (Brasil incluso), 32 cidades e mais de 70 pistas para você curtir e conhecer cada curva.

JEITO DE 16-BIT, VISUAL MODERNO

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A parte visual chama muita atenção pelas suas cores fortes, e pela mistura entre conceitos antigos, como os efeitos de subida e descida de antigamente, como uma direção de arte que lembra muito os antigos jogos de PC, com visual 3D simples e quadriculado.

As muitas cores dos carros, pistas e detalhes dão um toque a mais, tirando o realismo (que é a intenção do jogo) e nos conduzindo a corridas simples e divertidas. E embora o visual dos carros em um primeiro momento fique estranho com o jeitão das pistas, logo nossos olhos se adaptam e colocam ambos em um só visual. É estranho no começo ver seu carro soltando quadrados verdes quando derrapa na grama, mas logo você vê como isso é legal!

Os países contam com o mesmo trabalho 16-bit de identificação: fundo com alguma característica do local e detalhes culturais de determinado país ou cidade espalhada pelos cantos, além do clima típico de cada lugar, como a neve nas montanhas chilenas ou o calor seco de Brasília.

A TÃO ESPERADA TRILHA SONORA NOSTÁLGICA

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E como todos sabemos, Barry Leitch, compositor do primeiro Top Gear, participou das composições de Horizon Chase. Claro que todas as suas influências estão lá, tanto de carreira quanto do jogo em si. Barry não conseguiu recriar a roda, claro, e nem era essa a intenção, porém a música é totalmente empolgante, assim como acontecia em 1992.

As faixas contam com mais detalhes instrumentais e são todas influenciadas nas faixas do jogo daKemco, ou seja, não tem como não pensar em Top Gear ao jogar Horizon Chase. Sua trilha é animada, empolgante e mesmo nos menus, enquanto escolhemos a pista para correr, de maneira mais suave os mesmos elementos aparecem.

Bacana também são os diferentes riffs que acontecem de acordo com a sua chegada, com um especial para o primeiro lugar. Muita guitarra, barulheira eletrônica 16-bit e som pegajoso para deixar ninguém sem reclamar.

UMA LEGÍTIMA CONTINUAÇÃO DE TOP GEAR

Se Top Gear não pode mais ser lançado, nada impede que seu espírito continue vivo. Essa franquia conquistou muitos fãs no Brasil e com certeza todos eles sonhavam e muito com uma continuação a altura. E é isso que Horizon Chase apresenta.

Olhando como um jogo de corrida “normal”, temos uma jogabilidade consistente e dinâmica, boa trilha sonora e gameplay repetitivo, mas com pistas variadas, aparecendo como uma boa opção na tão surrada e simplória biblioteca de jogos móveis. Porém não é esta a intenção do game. Horizon Chase quer prestar uma homenagem a um dos grandes títulos de corrida dos brasileiros e o faz muito bem, resgatando valores como a diversão descompromissada e sem frescura. Especialmente para a turma old-school, é um jogo viciante demais, esteja avisado.

Horizon Chase já está disponível para iOS na App Store, mas tem previsão de versões para Android ePC.

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