Top Gear (Super Nintendo)

Nota: 7,0

Top Gear foi um caso de jogo que foi quase ignorado internacionalmente porém alçado ao status de clássico por causa de grande aprovação do público brasileiro. Em geral, muitas pessoas o consideram o maior jogo de corrida do mundo por conta do fator nostalgia. Não pertenço a este grupo de pessoas porque este foi um jogo que não fez parte da minha infância, então mais do que nunca buscarei não ser tendencioso ao escrever sobre o título de 1992.

O jogo te permite escolher entre quatro tipos diferentes de carros para percorrer trajetos em corridas com visual realista. Estes carros se distinguem entre os visuais e também fatores como consumo de combustível e capacidade de velocidade, ou seja, tudo pode ir pela preferência do jogador.

Os gráficos vêm com profundidade para gerar o aspecto tridimensional, conseguindo simular bem a geografia das pistas de corrida (situadas em países diferentes) e também o ambiente que as comporta, mesmo não sendo tão inovador neste sentido quanto os fãs alegam (F-Zero já tinha o aspecto tridimensional e ainda mais bonito tendo sido lançado dois anos antes). A jogabilidade é simples, envolvendo aceleração, freio e também o “turbo”, que deve ser utilizado para potencializar a velocidade do veículo nos momentos propícios.

Nunca fui muito fã de jogos de corrida realistas porque me fazem lembrar de congestionamentos, porém Top Gear consegue entreter à sua maneira. A abordagem é intuitiva e fácil de ser abraçada, com espaço para estratégias que devem ser boladas pelo jogador para gastar menos combustível e chegar entre as primeiras posições no final da corrida. O jogo também tem espaço para o multiplayer, deixando isso claro com divisão de tela mesmo quando jogado por apenas um usuário, o qual acaba confrontado por um rival computadorizado.

Todavia, o jogo é um tanto repetitivo em seu esquema visual, não conseguindo prender a atenção por mais que algumas partidas (ao menos é possível salvar o progresso com os passwords). Pra piorar, a trilha sonora também abusa de repetições, e a não ser que este tenha sido um dos primeiros jogos de sua vida, fica difícil não se irritar com as músicas após duas ou três jogatinas.

Em resumo, mesmo funcionando como entretenimento, Top Gear está longe da aura de inovação e santidade que lhe foi dada.

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